Devoção dos sete domingos de São José. Terceiro domingo: Circuncisão de Jesus

 

CONSIDERAÇÃO

E depois que se cumpriram os oito dias em que devia ser circuncidado o Menino, foi chamado com o nome de Jesus, que já lhe dera o anjo antes de ser concebido. (Lc 2, 21).

PONTO 1. — Que admirável é a divina Providência em seus Santos! Como sabe Deus misturar divinamente as consolações com aflições terríveis! Passara São José oito dias de verdadeira felicidade, fazendo companhia a Jesus, apesar das muitas privações e sofrimentos que padecera em Belém, repetiria ele sem dúvida em seu coração o que depois disse São Pedro: Bom é ficarmos aqui. Pobre São José! Passados oito dias ele mesmo por si, ou o sacerdote em sua presença, circuncidou a Jesus! Que dor para o coração do ilustre Patriarca! Ele que amava a Jesus como a seu Deus com todo seu coração. Ele que o amava como a um filho que lhe confiara o Eterno Pai. Ele que sabia que aquela lei não dizia relação a Jesus, o qual como legislador supremo não estava sujeito às leis que Ele mesmo dera. Ele que sabia não estar obrigado a uma lei que se dera contra o pecado original. Ele mesmo que tudo isso sabia. Ele há de derramar o precioso Sangue de Jesus! Porque ele via Jesus padecer e não podia remediá-lo, e o pior era que esse pouco de sangue que agora via derramar, não era mais que o início da Paixão de Cristo. Neste pouco de sangue via José os açoites que despedaçariam o corpo de seu Jesus, os espinhos que traspassariam sua cabeça, os pregos que abririam suas mãos e seus pés, e a lança que nos descobriria seu coração. E que recordações essas, e que vista para um pai que ama como só pode amar o vigário do Pai Eterno na terra! Essa dor de São José subiria de ponto, sabendo com quanta ingratidão corresponderiam os homens ao amor de Jesus e que pouco proveito haveriam de tirar de seu preciosíssimo sangue. Consola tu, devoto josefino, teu santo Protetor aproveitando-te do sangue de Cristo. Dize a São José com diferente fim do povo de Israel: Caia seu sangue sobre nós e sobre nossos filhos. Banhai-nos. José santíssimo, com esse sangue que Vós, por ordem de Deus derramastes, para que, caindo sobre nossas cabeças, nos salve para sempre.

PONTO 2. — Considera a consolação imensa que sentiria o glorioso Patriarca quando, por ordem divina, deu ao Menino Deus o nome de Jesus. Ele sabia o que esse nome significava, porque antes de nascer Jesus, lho revelara o anjo do Senhor. Viu ele claramente as muitas almas que pela eficácia desse nome haviam de salvar-se, viu povoadas as cadeiras que deixaram vazias os anjos rebeldes, viu em espírito convertidos todos os povos a Jesus, aclamando-o como verdadeiro salvador, viu enfim seu Jesus conhecido e amado como merecia sê-lo. Que doçura e que deleite divino sentiria o glorioso Patriarca quando pela primeira vez anunciou aos homens o augustíssimo nome de Jesus! Como se encheria de júbilo e de divina alegria, e como o repetiria muitas vezes para receber ele o primeiro de todos os efeitos da salvação de Jesus. Lembra-te, devoto josefino. Que este nome de Jesus é um nome sobre todo nome, e quando se pronuncia adoram-no genuflexos os céus e a terra, e tremem as potestades do abismo. Invoca-o também tu em todas as ocasiões à imitação do glorioso São José: nas tentações, nas dificuldades, nos perigos, invoca o nome de Jesus, pois ele é o Salvador do mundo e não deixará contigo o significado de seu nome.

FRUTO. — À imitação de São José procura cumprir com exatidão as leis por mais difíceis que elas sejam, contanto que sejam justas, e invoca com frequência e fervor o nome de Jesus.

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