Tradição Católica

Por Pe. Júlio Maria, S.D.N.

A Tradição, rejeitada ilógica e antibiblicamente pelos protestantes, é também a palavra de Deus, porém, a sua palavra não escrita por homens inspirados, mas transmitida oralmente e escrita depois pelos católicos dos primeiros séculos.

Não pode existir dúvida a respeito da existência da Tradição, pois é certo que tudo o que fez e disse o Salvador não foi escrito, como no-lo afirma São João no fim de seu Evangelho: “Muitas outras coisas há que fez Jesus, as quais, se se escrevessem, nem o mundo todo poderia conter os livros que seria preciso escrever (Jo 21, 25).

São estas coisas que Jesus disse e fez e que não foram escritas, que chamamos Tradição.

São Paulo escreve aos Tessalonicenses: “Permanecei firmes e guardai as tradições que aprendestes, ou por nossas palavras, ou nossa carta” (2 Ts 2,14).

Esta recomendação do Apóstolo prova que ele não ensinará tudo por escrito mas que pregou muitas coisas que não chegou a escrever.

Ora, compreende-se que a palavra falada de uma pessoa tem tanto valor quanto a sua palavra escrita. É a mesma palavra: o que difere é apenas o meio de transmissão.

Aqui de novo deve intervir a autoridade infalível da Igreja, para declarar que tal Tradição em particular vem de Jesus Cristo ou dos Apóstolos.

Ao comparar estas duas vias de transmissão da Palavra de Deus, pode-se dizer que a Tradição é a mais importante, porque sem ela quem nos certificaria da integridade e da autenticidade do Evangelhos e outros livros sagrados?

Quem nos indica com certeza o sentido de certas passagens obscuras na Bíblia? A Tradição, recolhida pela Igreja.

Quem ensinou a religião de Cristo antes de serem escritos os Evangelhos? A Tradição.

O Salvador deu aos Apóstolos a missão não de escrever a Sua palavra, mas de pregá-la a todas as nações. (Mc 16.15).

Da obra “Comentário Apologético do Evangelho Dominical”.

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