Temos obrigação de continuar rezando pelo Brasil

Por Dom Lourenço Fleichman

Nós vivemos num mundo que não suporta que Jesus Cristo reine sobre as nações

Domingo passado foi a Festa de Cristo Rei. Do mesmo modo que na leitura do Apocalipse está dito que aquele Cristo, aquele Senhor que reina no Céu reina também sobre todas as nações, Nosso Senhor também é apresentado pela Igreja como Senhor de todos os povos, de todas as nações. Senhor de todas as políticas, chefe de todas as políticas que há na terra. Porém, nós vivemos num mundo que recusa o reinado de Nosso Senhor Jesus Cristo. Nós vivemos num mundo que não suporta que Jesus Cristo reine sobre as nações. E inventaram teorias, filosofias, políticas para tentar convencer os homens de que Nosso Senhor não tem que se meter com a vida política. Laicismo – separação da vida religiosa e da vida política. Tudo isso vem há 500 anos contaminando a vida dos povos. E todos congregados levantam-se fazendo associações, fazendo novas nações, distribuindo forças no mundo sem que a Igreja tenha nada a dizer. Isso é uma usurpação do poder de Nosso Senhor sobre o mundo. A Igreja é a mediadora. A Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, instituída pelo Seu sangue, é a mediadora de todos os povos, de todas as nações. Só ela tem palavra de sabedoria, só ela fala com a autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo. Mas os homens recusaram.  Esse humanismo, esse laicismo, esse liberalismo que abre as portas para o todos os pecados, esse modernismo que abre as portas da Igreja para todos os pecados. Tudo isso vem contaminar a vida dos povos e fazer com que essa política moderna – que eles chamam de ‘democracia liberal’- fosse instituída em todas as nações, em todos os povos…

E a escravidão do comunismo

A escravidão do comunismo tem uma condenação solene da Igreja em diversos documentos dos Papas, nos quais eles explicam que o comunismo é intrinsecamente perverso, o comunismo é obra do diabo, o comunismo é obra do demônio. Hoje os homens não compreendem mais isso. Todos esses chefes de governo acham que ter um partido comunista é liberdade do homem. Que se pode querer ter um partido comunista, querer propagar o comunismo e os outros votarem no comunismo, acham que pode, que não tem problema. Mas, a Igreja vem e diz que não pode. Não pode porque é obra do demônio, é obra da falsa religião. É isso que é o comunismo. Podem pegar o Papa Pio XI em Divini Redemptoris, podem pegar o Papa Pio XII em diversos documentos, e vocês verão o que a Igreja pensa sobre o comunismo.

E, fora do comunismo que está em Cuba, que está na China, na antiga União Soviética e hoje na Venezuela, fora do comunismo existe também muitas outras facções e consequências do comunismo, que é o socialismo, ou seja, o Estado é único que pode distribuir bens, é o único que pode possuir bens. Então eles vão escravizando os homens, fazendo com que todos tenham o seu empreguinho, porque o Estado deu dinheiro pra todo mundo, o Estado deu emprego pra todo mundo. Esse socialismo mesmo quando não é um comunismo violento, também é condenado pela Igreja.

Nossa Senhora tomou as rédeas

Então, vejam, nós vivemos no comunismo. Nós estamos saindo do comunismo. Chamavam-se de comunistas? Não. Chamavam de PT, Partido dos Trabalhadores. Falsificam a realidade com falsos nomes para enganar o povo. Mas era o comunismo. E tanto era comunismo, que armaram uma cilada para o povo brasileiro, uma cilada na qual eles governariam para sempre, como todo comunista quer. Eles querem governar para sempre e montaram um esquema de corrupção dentro do governo para nunca mais sair do poder. Mas Nossa Senhora é padroeira do Brasil e não entendeu assim. Tomou as rédeas da situação, chamou homens de dentro desse mundo jurídico que começaram a cercar aquela corrupção e daí veio toda a consequência que vocês conhecem. A presidente, que de um modo muito estranho foi reeleita e conduziu o Brasil em poucos meses a uma derrocada sem precedentes, foi deposta. Depois, aqueles homens começaram a ser presos um atrás do outro, aqueles que roubaram o Brasil…

Um governo natural capaz de consertar as coisas

Hoje nós estamos vivendo uma situação em que é possível – não estou dizendo que a coisa vai se realizar – mas é possível nós encontrarmos uma política natural. Uma política não sobrenatural. Eu não estou dizendo que seja um homem católico que vá governar o Brasil com os princípios do catolicismo, mas com uma política natural correta em que a família é favorecida, em que a propriedade privada é favorecida, em que o comunismo é condenado como a Igreja condena, e tantas outras aberrações que nós somos obrigados a assistir na rua, nas escolas das crianças, no ensinamento de professores de primário corrompendo nossas crianças. Tudo isso tem seus dias contados por causa do novo governo. Não é o meu governo, não é o governo da Igreja, mas é um governo natural capaz de consertar as coisas. Então é importante que nas nossas capelas nós tenhamos essa noção: Não há um partido católico, não há nem mesmo um presidente católico, mas há uma possibilidade da ordem natural ser restabelecida. Porque todos nós quando nascemos temos no nosso coração a Lei Natural. Qualquer homem, não é só católico não! Qualquer pessoa na face da terra nasce com a noção do bem e do mal colocada no seu coração: são os dez mandamentos. Os dez mandamentos nós aprendemos no catecismo, mas já estão no nosso coração antes de nós aprendermos no catecismo. Então quando nós lemos que nós temos honrar pai e mãe, nós sabemos que toda criança sabe disso, toda criança sabe que deve obediência a seus pais. Quando nós lemos que nós não podemos matar o inocente, todos nós temos essa noção. Por quê? Porque já nascemos com isso. Isso é a Lei Natural que está presente pra todos.

Temos que reconhecer uma proteção de Nossa Senhora sobre o Brasil

Mas, para o católico é mais do que isso. Para o católico é a lei do evangelho, para o católico é a lei do sacramento, é a lei da graça e a obrigação que nós temos de honrar Nosso Senhor Jesus Cristo como rei das nossas casas, das nossas almas, dos nossos países, das nossas nações. Os homens não querem saber do reinado de Nosso Senhor, mas nós procuramos fazer isso na medida do possível, dentro do nosso ambiente, dentro da nossa capela… Nós temos que favorecer o reinado social de Nosso Senhor Jesus Cristo. E hoje nós podemos sair à rua com peito aberto porque há homens que mesmo não sendo dos nossos, mesmo não sendo católicos, mesmo não compreendendo o que é a vida da graça, eles vão favorecer aquilo que nós queremos que seja favorecido. Eles vão favorecer a inocência das crianças. Está lá nos programas de governo dos que foram vencedores: a inocência das crianças na escola – acabar com o domínio do construtivismo nas escolas, acabar com o domínio de Paulo Freire nas escolas. Tudo isso é corrupção de comunismo…

Então tenhamos essa certeza de que, gostando ou não gostando, sendo simpático ou não sendo simpático, nós temos que reconhecer uma proteção de Nossa Senhora sobre o Brasil e agradecer a ela, porque é possível reconstruir o Brasil a partir de novas políticas. Já não é mais aquele mundo que nos causava uma certa aversão daqueles políticos de Brasília. Isso pode mudar. Continuemos rezando pelo Brasil. Temos obrigação de continuar rezando pelo Brasil para que, de fato, isso mude lá em Brasília e que haja uma certa serenidade, uma certa sabedoria e um certo espírito de submissão às ordens de Deus para a reconstrução do Brasil. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, amém.

Do sermão de 30/10/2018, Capela Santo Agostinho, Parnaíba-PI

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