A 13 de maio, na Cova da Iria

AVE DE FÁTIMA

(versão do poeta Afonso Lopes Vieira)

A treze de maio

Na cova da Iria

Apareceu brilhando

A Virgem Maria.

AVE, AVE, AVE MARIA

AVE, AVE, AVE MARIA

A Virgem Maria,

Cercada de Luz,

Nossa Mãe bendita

E Mãe de Jesus.

Com os males da guerra

O mundo sofria;

Portugal, ferido,

Sangrava e gemia.

Foi aos pastorinhos

Que a Virgem falou,

Desde então, nas almas

Nova luz brilhou!

Com doces palavras

Mandou-nos rezar

A Virgem Maria

Para nos salvar.

Achou logo a Pátria

Remédio ao seu mal;

E a Virgem bendita

Salvou Portugal.

Mas jamais esqueçam

Nossos corações

Que nos fez a Virgem

Determinações.

Falou contra o luxo,

Contra o impudor,

De imodestas modas

De uso pecador.

Disse que a pureza

agrada Jesus

Disse que luxuria

ao fogo conduz.

A treze de Outubro

Foi o seu adeus

E a Virgem Maria

Voltou para os céus.

À Pátria que é vossa,

Senhora dos Céus,

Dai honra, alegria

E a graça de Deus.

À Virgem bendita

Cante seu louvor

Toda a nossa terra

Um hino de amor.

Todo o mundo a louve,

Para se salvar,

Desde o vale ao monte,

Desde o monte ao mar.

Já por todo o mundo

se ama o nome seu

Portugal a Cristo

tantas almas deu!

Ah! Demos-Lhe graças,

Por nos dar seu bem,

À Virgem Maria,

Nossa querida Mãe!

E para pagarmos,

Tal graça e favor,

Tenham nossas almas

Só bondade e amor.

Ave, Virgem Santa

Estrela que nos guia,

Ave Mãe Pátria

Oh! Virgem Maria.

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