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Que quer dizer: amar a Deus sobre todas as coisas?

Com as palavras do primeiro Mandamento: amar a Deus sobre todas as coisas, Deus nos ordena que o reconheçamos, adoremos, amemos e sirvamos a Ele só, como nosso Soberano Senhor.

Como se deve amar a Deus?
Devemos amar a Deus sobre todas as coisas, com todo o nosso coração, com toda a nossa mente, com toda a nossa alma, e com todas as nossas forças.

Que quer dizer: amar a Deus sobre todas as coisas?
Amar a Deus sobre todas as coisas quer dizer: preferi-Lo a todas as criaturas mais caras e mais perfeitas, e estar disposto a perder tudo antes que ofendê-Lo ou deixar de amá-Lo.

Que quer dizer: amar a Deus com todo o nosso coração?
Amar a Deus com todo o nosso coração quer dizer: consagrar-Lhe todos os nossos afetos.

Que quer dizer: amar a Deus com toda a nossa mente?
Amar a Deus com toda a nossa mente quer dizer: dirigir para Ele todos os nossos pensamentos.

Que quer dizer: amar a Deus com toda a nossa alma?
Amar a Deus com toda a nossa alma quer dizer: consagrar-Lhe o uso de todas as potências da nossa alma.

Que quer dizer: amar a Deus com todas as nossas forças?
Amar a Deus com todas as nossas forças quer dizer: esforçar-se por crescer cada vez mais no amor d’Ele, e proceder de maneira que todas as nossas ações tenham por motivo e por fim o seu amor e o desejo de Lhe agradar.

(Retirado do Catecismo de São Pio X)

O jejum das quatro têmporas do Advento

O quarto preceito da Igreja: jejuar e abster-se de carne quando manda a Santa Madre Igreja, manda-nos que jejuemos e nos abstenhamos de carne na Quarta-Feira de Cinzas e na Sexta-Feira Santa; e que nos abstenhamos de carne em todas as sextas-feiras do ano. Esta abstinência pode ser comutada por outra obra pia, a juízo do Bispo Diocesano.

O jejum consiste em tomar uma só refeição, durante o dia, e em não comer coisas proibidas. Nos dias de jejum, a Igreja permite ainda uma pequena parva pela manhã, e uma ligeira refeição à noite, ou, então, cerca do meio-dia, quando se deixa para a tarde a refeição maior.

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Explicação: Noção dos Sacramentos

CATECISMO ROMANO – II PARTE: DOS SACRAMENTOS – excertos

Explicação real: Noção dos Sacramentos

Embora haja várias explicações boas e admissíveis, nenhuma iguala à justa e luminosa definição de Santo Agostinho, perfilhada mais tarde por todos os teólogos escolásticos.”Sacramento, diz ele, é o sinal de uma coisa sagrada”. Noutros termos, que exprimem a mesma ideia: “Sacramento é o sinal visível de uma graça invisível, instituído para a nossa justificação”. 

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JESUS CRISTO: Rei da Igreja, Rei de todos os homens, Rei de todos os Estados

por Pe. Mathias Gaudron

JESUS CRISTO É REI DA SOCIEDADE TEMPORAL?

Jesus Cristo não é apenas Rei da Igreja ou dos fiéis, mas também de todos os homens e de todos os Estados. Ele mesmo o disse antes de Sua Ascensão: “Todo poder Me foi dado no Céu e sobre a Terra” (MT 28, 18). Ele é Rei do mundo inteiro, nada pode se subtrair ao Seu poder.

Quais são os fundamentos da Realeza de Cristo?

O Papa Pio XI ensina na Encíclica Quas primas que Cristo tem um duplo direito à Realeza: Ele é Rei por natureza, em razão de um direito inato (Ele é o homem-Deus); Ele é Rei por conquista, por um direito adquirido (tendo resgatado o mundo, adquiriu, para si, todos os homens no Seu Sangue).

Essa Realeza de Cristo não se restringe apenas aos batizados?

Pio XI cita a esse propósito seu predecessor, Leão XIII: “Seu Império não se restringe apenas, exclusivamente, às nações católicas, nem somente aos cristãos batizados (…): abrange, igualmente, sem exceção, todos os Continue lendo JESUS CRISTO: Rei da Igreja, Rei de todos os homens, Rei de todos os Estados

Como podemos reconhecer que a fé católica é a verdadeira?

Cristo provou a veracidade de sua missão pelos milagres que operou. É por isso que diz: “Não credes que Eu estou no Pai e que o Pai está em Mim? Crede ao menos por causa de minhas obras” (Jo 14,11). Os Apóstolos também se manifestaram por seus milagres: “Eles pregavam em todo lugar, o Senhor agia neles e confirmava a Palavra pelos milagres que a acompanha­vam” (Mc 16,20). Os milagres são, pois, provas da missão divina da Igreja.

Pode-se estar certo da existência de milagres?

Sempre houve milagres na Igreja, e a existência desses milagres nunca foi tão certa quanto hoje, quando se pode, graças aos conhecimentos e meios de investigação científicos, excluir as explicações naturais com muito mais facilidade do que no passado. A autossugestão e a alucinação não têm lu­gar aqui. Uma multiplicação de alimentos constatada por várias pessoas que não foram de nenhum modo influenciadas; a ressurreição de um morto; ou a cura súbita de um órgão quase completamente destruído não podem ser explicadas daquele modo. A Igreja não reconhece um milagre enquanto resta alguma possibilidade, ainda que mínima, de explicação natural.

Todos os milagres são de ordem física?

Ao lado dos milagres ditos “físicos” (fatos que são fisicamente inexpli­cáveis pelas meras forças da natureza), há também aqueles que se chamam milagres “morais” (fatos que são moralmente inexplicáveis pelas meras forças da natureza).

Dê-nos exemplos de milagres morais.

A difusão do Cristianismo é um milagre moral, pois nenhuma explicação natural pode dar conta do fato de que doze pescadores sem instrução e sem in­fluência possam ter convertido, em pouco tempo, uma grande parte do mundo, e isso apesar da oposição dos ricos e poderosos. A santidade multiforme que flo­resce sem interrupção na Igreja há dois mil anos é igualmente um milagre moral.

Os milagres provam as Verdades de Fé?

Os milagres não podem provar diretamente as Verdades de Fé, nem forçar a crer, pois então a Fé não seria mais a Fé, mas uma ciência. Eles mostram, no entanto, que a Fé não é uma confiança cega e sem fundamento, que ela não se opõe à razão, e que, ao contrário, não é razoável descrer!

Além das provas de veracidade do Catolicismo, há provas diretas da falsidade do protestantismo?

Que as frações protestantes do Cristianismo não podem estar na Ver­dade deriva do simples fato de serem tardias divisões da Igreja de Cristo. Lutero não reformou a Igreja, como pretendeu, mas inventou novas doutrinas que contradizem aquilo em que os cristãos creram no passado. Os cristãos sempre estiveram convencidos, por exemplo, de que a Eucaristia só poderia ser celebrada por um homem ordenado padre e que a Santa Missa é um ver­dadeiro Sacrifício. Como poderia ser verdadeiro pretender, de repente, mil e quinhentos anos depois, algo diferente? Como a Igreja Anglicana poderia ser a verdadeira, uma vez que ela deve sua existência somente ao adultério do Rei Henrique VIII?

Pode-se, então, facilmente, encontrar a verdadeira religião?

Devemos constatar com o Papa Leão XIII:

“Reconhecer qual é a verdadeira religião não é difícil a qualquer um que queira julgar com prudência e sinceridade. Com efeito, provas numerosas e estupendas; a verdade das profecias; a multidão de mi­lagres; a prodigiosa rapidez da propagação da Fé, mesmo entre seus inimigos e diante dos maiores obstáculos; os testemunhos dos már­tires e outros argumentos similares provam claramente que a única verdadeira religião é a que Jesus Cristo instituiu Ele mesmo e cuja guarda e propagação deu à Sua Igreja como missão.”

Se é simples encontrar a verdadeira religião, como explicar que tantos homens não a reconheçam?

Se tantos homens não reconhecem a verdadeira religião é sobretudo porque muitos pecam por negligência nesse assunto. Não se preocupam em conhecer a Verdade sobre Deus, mas se contentam com os prazeres deste mundo, com costumes e com superstições do meio em que vivem e que bastam para satisfazer seu sentimento religioso; eles não têm sede de Ver­dade. Muitos pressentem, além disso, que a verdadeira religião lhes exigirá sacrifícios que não desejam. Enfim, o homem é naturalmente um “animal social”: tem necessidade de ajuda em todos os domínios (físico, técnico, in­telectual e moral) e depende muito da sociedade onde vive. Se esta é islâmica ou ateia (como a nossa), se a escola e as mídias o afastam do Cristianismo (e também, embrutecem-no para o impedir de refletir), ser-lhe-á muito difícil nadar contra a corrente.

 (Pe. Matthias Gaudron, no “Catecismo Católico da Crise na Igreja)

Lições do catecismo sobre a morte de Cristo

Para remir o mundo com o seu precioso sangue, Jesus padeceu sob Pôncio Pilatos, governador da Judéia, e morreu no madeiro da Cruz, da qual foi descido, e no fim sepultado. A palavra padeceu exprime todos os sofrimentos suportados por Jesus Cristo na sua Paixão. Jesus Cristo padeceu enquanto homem somente, porque enquanto Deus não podia padecer nem morrer. O suplício da cruz era, naqueles tempos, o mais cruel e ignominioso de todos os suplícios.

Jesus Cristo podia livrar-Se das mãos dos judeus ou de Pilatos mas, conhecendo que a vontade do seu Eterno Padre era que Ele padecesse e morresse pela nossa salvação, submeteu-Se voluntariamente, e até saiu ao encontro dos seus inimigos, e deixou-Se espontaneamente prender e conduzir à morte.

Jesus Cristo na Cruz orou pelos seus inimigos, deu por Mãe ao discípulo São João, e na pessoa dele a nós todos, a sua mesma Mãe, Maria Santíssima; ofereceu a sua morte em sacrifício, e satisfez à justiça de Deus pelos pecados dos homens.

Não bastava que viesse um Anjo satisfazer por nós, porque Continue lendo Lições do catecismo sobre a morte de Cristo

Qual deve ser a frequência do católico no Santo Sacrifício da Missa

A Santa Missa é a cerimônia religiosa e solene mais comum entre os católicos. Além de ser celebrada nos domingos e dias santos, quando há obrigação rigorosa de assisti-la, ela é celebrada diariamente e fortalece a piedade do cristão zeloso, em especial quando ele tem a graça de comungar. É, então, proveitoso à alma também assisti-la em certas ocasiões especiais tais como: nos aniversários de graças importantes recebidas, nos dias da quaresma, na quinzena pascal.

O fiel pode assistir à Missa diariamente sempre que tiver a possibilidade e principalmente aqueles que Continue lendo Qual deve ser a frequência do católico no Santo Sacrifício da Missa

Necessidade se entender as orações e as cerimônias da Santa Missa

Extraído do Catecismo da Santa Missa

É necessário conhecer profundamente a Missa?

Um ato de religião praticado com tanta frequência, tão precioso em suas graças, e tão consolador em seus frutos, é desejoso que se conheça o mais possível, na medida das nossas capacidades.

Como podemos conhecer mais profundamente a Santa Missa?

Podemos conhecê-la mais profundamente estudando seus mistérios, seus dogmas, a moral que ela encerra, e até os menores detalhes de suas cerimônias e orações.

Para que devemos conhecer tudo isto?

Para que a Missa, que é o centro do culto católico, desperte os mais vivos sentimentos de religião e de piedade.

Que mais devemos conhecer da Missa?

Devemos conhecer suas palavras sagradas em que encontramos todo o sabor da unção de que estão repletas; cada ação e cada movimento do sacerdote; cada palavra que ele pronuncia para lembrar nossa alma e nosso coração que um Deus se imola para nós, e que nós também devemos nos imolar com Ele e por Ele.

Com que estado de espírito devemos assistir a Santa Missa?

Devemos deixar fora do santuário a indiferença e o tédio, a dissipação e o escândalo, e sermos, no templo, adoradores em espírito e verdade.

Deus exige de todos os fiéis uma instrução profunda e detalhada da Missa?

Não. Deus supre a sensibilidade da fé ao conhecimento que não foi possível adquirir e jamais irá desprezar o sacrifício de um coração arrependido e humilhado. (Sl 50, 19)

Quais as disposições essenciais e suficientes para aproveitarmos do santo sacrifício da Missa?

Devemos assistir a Santa Missa com a alma penetrada de dor pelas faltas cometidas, e nos aproximarmos confiadamente deste trono da graça, unindo-nos à vítima, Nosso Senhor Jesus Cristo, e à intenção da Igreja, na pessoa do sacerdote, e por seu ministério.

Que mais é salutar conhecer?

Devemos saber as grandes vantagens espirituais que um conhecimento mais íntimo da Santa Missa proporciona aos fiéis, com a explicação literal de suas orações e cerimônias.

A Igreja, acaso, ocultaria aos fiéis algum mistério da Santa Missa?

Não. Na Igreja nada há de oculto e ela jamais pretendeu ocultar qualquer mistério aos fiéis, seja da Santa Missa, como de qualquer outra cerimônia litúrgica, como será demonstrado neste Catecismo.

Qual a principal preocupação da Igreja quanto aos mistérios da Missa?

A Igreja somente teme que o pouco discernimento sobre os mistérios possa causar má interpretação às palavras neles contidas.

Como a Igreja procura evitar possíveis más interpretações?

Apresentando sempre explicações claras dos mistérios aos fiéis.

Há orientação explícita da Igreja para explicar os mistérios da Missa aos fiéis?

Sim. Os Concílios de Mogúncia, de Colônia e de Trento, como mais adiante veremos, ordenaram claramente que se prestassem aos fiéis as explicações necessárias para o melhor entendimento possível dos mistérios da Santa Missa, evitando, assim, más interpretações.

Que outras medidas tomou a Igreja para facilitar o entendimento dos mistérios da Missa?

A Igreja colocou à disposição de todos os fiéis o ordinário da Missa, e impôs como dever dos sacerdotes a explicação das orações e das cerimônias da Santa Missa.

Além do ordinário da Missa, há outras obras específicas sobre o Santo Sacrifício?

Sim; há inúmeras obras ao alcance dos fiéis sobre a Santa Missa, publicadas através dos séculos.

A explicação da Missa é dever somente dos sacerdotes?

Não. Além dos sacerdotes é dever também dos fiéis, e seremos felizes mesmo se, com pouco conhecimento, colocarmos algumas pedras nos muros de Jerusalém, enquanto outros manejam com mão hábil a espada da palavra santa para cuidar da sua defesa.

Qual o melhor método para nos aprofundarmos no conhecimento da Santa Missa?

Para compreendermos exatamente o verdadeiro sentido das orações da Santa Missa, é necessário conhecermos todas, palavra por palavra, o significado de cada termo, dos dogmas e dos mistérios nelas contidos.

Que mais é necessário conhecer sobre as orações?

É preciso, também, conhecer os objetivos da Igreja ao estabelecer as orações, bem como deduzir ao máximo possível as intenções dos santos padres, dos antigos escritos eclesiásticos e da tradição. Para isto torna-se necessária também uma explicação histórica, literal e dogmática de tudo o que constitui a Missa.

A detestação dos pecados (coletânea de citações do Catecismo Romano)

  • Consiste a penitência interior em converter-nos a Deus de todo o coração; em aborrecer e odiar os pecados cometidos; em firmar-nos no determinado propósito de mudar de vida e corrigir os maus costumes: mas tudo isso na esperança de conseguirmos perdão da misericórdia divina. A esta penitência se associa, quase como companheira da detestação dos pecados, uma certa dor e tristeza, uma perturbação sensível a que muitos dão o nome de paixão.
  • Dela formularam os Padres do Concilio de Trento a seguinte definição; “Contrição é uma dor da alma, e uma detestação do pecado cometido, com o firme propósito de não tornar a pecar”.
  • Através desta definição, os fiéis hão de reconhecer que a essência da contrição não consiste apenas em deixar alguém de pecar, ou em decidir uma mudança de vida, ou até em começá-la realmente; mas, antes de tudo, em odiar e detestar os erros da vida passada.
  • Já que definimos a contrição como uma dor, cumpre advertir os fiéis não suponham que seja uma dor perceptível aos sentidos corporais. Pois a contrição é um ato da vontade. Santo Agostinho explicava que a dor (sensível) é uma companheira da penitência, mas não é a própria penitencia.
  • Todavia, os Padres do Concílio usaram da expressão “dor”, para designar a detestação e o ódio do pecado, Já porque assim lhe chamam as Sagradas Escrituras – por exemplo, nas palavras de David: “Até quando nutrirei dúvidas em minha alma, e dor em meu coração, durante o dia inteiro?”; já porque, da própria contrição, nasce uma dor na parte inferior da alma, sede da concupiscência.
  • Havia, pois, cabimento em se definir como dor a contrição, porque esta causa dor realmente.
  • Há muita propriedade em chamar contrição a detestação dos pecados, de que estamos tratando, porque o termo exprime, perfeitamente, a ação violenta dessa dor.
  • A força do arrependimento deve contundir e triturar os nossos corações, que a soberba deixou empedernidos. Por isso, a nenhuma outra dor se aplica essa designação, nem à dor que sentimos pela morte de pais ou filhos, ou por qualquer outra desgraça. E’ um termo privativo, para exprimir a dor que nos empolga, quando perdemos a graça de Deus e a inocência da alma. Sem embargo, existem ainda outras expressões para designar a detestação dos pecados. Chama-se também contrição do coração. Os Santos Padres chamavam-lhe também compunção do coração, e gostavam desse termo, ‘para intitular as obras que escreveram sobre a penitência. Pois, do mesmo modo que se cortam os tumores com um ferro, para que possa vazar o pus acumulada: assim também se cortam os corações com o escalpelo da contrição, para que possam eliminar o veneno mortal do pecado. Por essa mesma semelhança, o Profeta Joel considera a contrição como o ato de rasgar o coração: “Convertei-vos a Mim, de todo o vosso coração, com jejuns, com lágrimas, com lamentos. E rasgai os vossos corações”.
  • A dor pelos pecados deve ser suma e máxima, de maneira que se não possa conceber outra maior.
  • Se devemos amar a Deus sobre todas as coisas, devemos pela mesma razão detestar, acima de tudo, o que nos traz inimizade com Deus.
  • Demais, se Deus é o maior bem, entre todas as coisas dignas de serem amadas, o pecado é o maior mal entre todas as coisas que o homem deve odiar. Portanto, pela mesma razão que nos leva a reconhecer, em Deus, o objeto de um amor absoluto e soberano, devemos também tomar-nos de um ódio inexcedível contra o pecado.
  • Como, no sentir de São Bernardo, a caridade não comporta limites, porque a medida de amar a Deus é amá-lo sem medida, assim também não se pode por limites à detestação do pecado.
  • Há pessoas que pela morte dos filhos experimentam uma dor mais sensível, do que pela torpeza do pecado. Aplique-se o mesmo princípio, quando as lágrimas não acompanham a veemência da contrição. Sem embargo, são elas desejáveis e muito recomendáveis conforme o declaram as incisivas palavras de Santo Agostinho: “Não tens entranhas de caridade cristã, se choras um corpo de que a alma se separou, e não choras uma alma da qual Deus se apartou…
  • Deus não faz delongas em nos dar o perdão, e com amor paternal acolhe o pecador, desde que este caia em e se converta ao Senhor, detestando em geral todos os seus pecados, com a intenção de recordá-los mais tarde, na medida do possível, para detestar cada um deles em particular.
  • Antes de tudo, peça também os auxílios da divina graça, para não recair nos mesmas pecados, que tanto lhe pesa haver cometido.
  • Só com o receio de agravar em alguma coisa a majestade de Deus, largamos então definitivamente o hábito de pecar.