Arquivo da categoria: :: ESCRITOS DOS SANTOS

O demônio só tenta as almas que querem sair do pecado. As outras são dele, ele não precisa tentá-las.

Conselhos para o tempo da tentação, do Cura d’Ars

 

Assim como o bom soldado não tem medo do combate, assim também o bom cristão não deve ter medo da tentação.

Todos os soldados são bons em guarnição. É no campo de batalha que se faz a diferença dos corajosos e dos covardes.

A maior das tentações é não ter tentações. Quase se pode dizer que somos felizes de ter tentações. É o momento da colheita espiritual em que ajuntamos para o céu. É como no tempo da ceifa: a gente se levanta de manhã bem cedo, dá-se muito trabalho, mas não se queixa porque junta muito. Continuar lendo O demônio só tenta as almas que querem sair do pecado. As outras são dele, ele não precisa tentá-las.

O pecado dos Santos e a misericórdia de Deus

Todo homem, por mais santo que seja, tem imperfeições, visto que foi feito do nada. De forma que não prejudicamos aos santos se, ao narrarmos as suas virtudes, contamos também os seus pecados e imperfeições. Aqueles que ocultam os defeitos e faltas dos santos com o pretexto de os honrar, fazem mal, porque não contam o princípio da sua conversão com medo que diminua assim a estima em que temos a sua santidade. Todos os grandes santos, escrevendo as vidas de outros santos, narraram sempre as faltas e imperfeições, pensando, e com razão, dar nisto tanta glória a Deus e aos seus mesmos santos como narrando as suas virtudes.

O grande São Jerônimo, escrevendo em epitáfio os louvores e as virtudes de Santa Paula, explica claramente as suas imperfeições, condenando com toda a lisura muitas das suas ações e sendo sempre claro e sincero ao escrever as suas virtudes e defeitos, pois sabia que uma coisa lhe era tão útil como a outra, porque vendo os defeitos dos santos e a sua vida basta-nos para conhecermos a vontade de Deus, que lhes perdoou e nos ensina a evitá-los e a fazer deles penitência como os santos fizeram, assim como lemos as suas virtudes para o imitar.

Quando os mundanos querem elogiar as pessoas que estimam, contam sempre as suas graças, virtudes, perfeições e excelências, dando-lhes todos os títulos e dignidades honrosas, procurando encobrir os seus pecados e imperfeições, e esquecendo tudo o que os poderia tornar desprezíveis. Mas a Santa Igreja Continuar lendo O pecado dos Santos e a misericórdia de Deus

Só receberá, encontrará e entrará quem perseverar em pedir, procurar e bater.

Não basta pedir a Deus certas graças para um mês, ou um ano, ou mesmo vinte anos. Não podemos nos cansar de pedir. Devemos ser constantes no pedir até o momento de nossa morte, e mesmo nesta oração que mostra nossa confiança em Deus, nós devemos unir o pensamento sobre a morte com o da perseverança e dizer: “Ainda que ele me matasse, nele esperarei” (Jó 13,15) e confiarei n’Ele para me dar tudo que necessito.

Os ricos e proeminentes do Mundo mostram sua generosidade através da percepção do que as pessoas estão necessitando e assim concedem-lhes o que precisam, mesmo antes que eles o peçam. Por outro lado, a generosidade divina é mostrada quando Ele nos faz procurar e pedir, durante longo período de tempo, a graça que Ele deseja nos dar e em geral quanto mais preciosa a graça, mais tempo Ele levará para nos concedê-la. Há três razões para tal:

1- A fim de poder aumentá-la;

2- A fim de que quem a recebe a aprecie mais;

3- A fim de que quem a recebe ponha muito cuidado para não perdê-la, pois Continuar lendo Só receberá, encontrará e entrará quem perseverar em pedir, procurar e bater.

Os mais belos ensinamentos dos Santos sobre: O SOFRIMENTO

SANTO AGOSTINHO

“Queima, Senhor, corte neste mundo, contanto que me poupes na vida eterna”.

“Deus quer destruir em ti o que tu mesmo fizeste e pôr a salvo em ti o que ele fez”.

“Provados pela mesma desgraça, os maus odeiam a Deus e blasfemam enquanto os bons rezam e louvam. A diferença não está na desgraça sofrida, mas na qualidade de quem sofre. Agitados o lodo e o perfume, o primeiro cheira mal e o segundo exala agradável fragrância”.

“Nossa vida é uma peregrinação. E, como tal, está cheia de tentações. Porém, nossa maturidade se forja nas tentações. Ninguém conhece a si mesmo se não é tentado; nem pode ser coroado, se não vence; nem vencer, se não luta; nem lutar, se lhe faltam inimigos”.

“Quando um homem começa a renovar-se espiritualmente, começa também a ser vítima das más línguas de seus difamadores. Quem não sofreu esta prova não começou ainda a progredir. E quem não está disposto a sofrê-la, é porque não está decidido a converter-se”.

 

SANTO AFONSO DE LIGÓRIO

“Todos os sofrimentos vêm das mãos de Deus, diretamente ou indiretamente através dos homens”.

“Quando uma alma goza da presença amorosa de Deus, todas as dores, os desprezos e os maus tratos, em vez de afligirem, consolam, pois Continuar lendo Os mais belos ensinamentos dos Santos sobre: O SOFRIMENTO

O amor que os Santos tinham pela virtude da pureza

 Por São João Maria Vianney

Todos os Santos fizeram o maior caso da virtude da pureza e preferiram perder seus bens, sua reputação e sua própria vida a descorar esta virtude.

Nós temos um belo exemplo disto na pessoa de Santa Inês. Sua formosura e suas riquezas fizeram com que, idade de doze anos, ela fosse procurada pelo filho do prefeito da cidade de Roma.

Ela lhe fez saber que estava consagrada ao bom Deus. Foi, então, presa sob o pretexto de que era cristã, mas Continuar lendo O amor que os Santos tinham pela virtude da pureza

Como distinguir a verdade católica do erro

por São Vicente de Lérins

Dado que a Escritura nos aconselha: “interroga teu pai, e ele te contará; os teus avós, e eles te dirão”; “ouve as palavras dos sábios”; e também: “Meu filho, não te esqueças da minha lei, e guarda no teu coração os meus preceitos”; a mim, Peregrino, último dentre todos os servos de Deus, pareceu-me coisa de não pouca utilidade consignar, com a ajuda de Deus, os ensinamentos que fielmente recebi dos Santos Padres. Fazê-lo me é absolutamente necessário por causa de minha debilidade, para assim ter à mão algo que supra, pela leitura assídua, as deficiências de minha memória. Além disso, levam-me a empreender este trabalho não somente a utilidade da obra, senão também a consideração dos tempos e a oportunidade do lugar.

Quanto ao tempo, já que ele leva tudo que há de humano, também nós devemos, em compensação, roubar-lhe algo que nos seja útil para a vida eterna, sobretudo porque Continuar lendo Como distinguir a verdade católica do erro

Os sinais da falsa e da verdadeira devoção à Santíssima Virgem

por São Luís Maria Grignion de Montfort

OS FALSOS DEVOTOS E AS FALSAS DEVOÇÕES À SANTÍSSIMA VIRGEM

Conheço sete espécies de falsos devotos e falsas devoções à Santíssima Virgem:

1º os devotos críticos,

2º os devotos escrupulosos,

3º os devotos exteriores,

4º os devotos presunçosos,

5º os devotos inconstantes,

6º os devotos hipócritas,

7º os devotos interesseiros.

Os devotos críticos

Os devotos críticos são, em geral, sábios orgulhosos, espíritos fortes e presumidos, que têm no fundo uma certa devoção à Santíssima Virgem, mas que vivem criticando as práticas de devoção que a gente simples tributa de boa-fé e santamente a esta boa Mãe, pelo fato de estas devoções não agradarem à sua culta fantasia. Põem em dúvida todos os milagres e histórias narrados por autores dignos de fé, ou inseridos em crônicas de ordens religiosas, atestando as misericórdias e o poder da Santíssima Virgem. Repugna-lhes ver pessoas simples e humildes ajoelhadas diante de um altar ou de uma imagem da Virgem, às vezes no recanto de uma rua, rezando a Deus; chegam a acusá-las de idolatria, como se estivesse adorando a pedra ou a madeira. Dizem que, de sua parte, não apreciam essas devoções exteriores e que Continuar lendo Os sinais da falsa e da verdadeira devoção à Santíssima Virgem

Utilidade das obscuridades da Bíblia  

Por Santo Agostinho
Os que leem a Escritura inconsideramente enganam-se com as múltiplas obscuridades e ambiguidades, tomando um sentido em lugar de outro. Nem chegam a encontrar, em algumas passagens, alguma interpretação. E assim, projetam sobre os textos obscuros as mais espessas trevas.

Não duvido de que a obscuridade dos Livros santos seja por disposição particular da Providência divina, para vencer o orgulho do homem pelo espírito do fastio, que não poucas vezes sobrevém aos que trabalham com demasiada facilidade.

Como se explica que

Continuar lendo Utilidade das obscuridades da Bíblia