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Por que os santos se consideravam grandes pecadores

Lemos nas vidas dos santos que eles se consideravam como grandes pecadores. Alguns não compreendiam como Deus os deixava viver neste mundo, como lhes concedia a luz do sol e os bens da terra. Entre eles alguns havia que costumavam firmar as suas cartas com a assinatura: “Fulano, o pecador”. São João Batista, intimado a batizar a Jesus, disse que nem era digno de lhe desatar as correias dos sapatos. Por outro lado, há tantos homens mundanos que se julgam isentos de toda culpa e imperfeição moral.

Por que esta diferença? Será que os Santos eram de fato tão grandes pecadores, e que certas outras pessoas se dizem prodígios de virtude e santidade? Continuar lendo Por que os santos se consideravam grandes pecadores

O Sagrado Coração de Jesus teria sido atingido pela lança do soldado?

O Evangelho nos fala da abertura do lado; mas não nos diz se a lança feriu diretamente o Divino Coração de Jesus. Nós podemos afirmar que sim, com argumentos de razão e de autoridade.

O soldado fere o lado de Jesus para certificar-se de que o Salvador estava realmente morto, e, caso não estivesse, acabar com a vítima. E para conseguir seu fim, era preciso ferir o Coração. Continuar lendo O Sagrado Coração de Jesus teria sido atingido pela lança do soldado?

Peça a Deus um diretor espiritual e conserve-o sem buscar outro

“Obedecei aos vossos superiores, porque eles velam como quem há de dar conta das vossas almas”(Hb 13, 17).

Aquele que obedece à Igreja de Cristo, não obedece a uma autoridade humana, mas ao próprio Deus, pois Ele disse: “Quem vos ouve, a mim ouve”. Jamais se perdeu uma alma com a obediência; jamais se salvou uma alma sem a obediência. (São Filipe Néri). Aquele que menospreza a obediência, diz São Bernardo, e deixa-se guiar por suas próprias luzes ou paralisar por seus temores, não precisa de demônio que o tente; ele mesmo se faz demônio para si.

Guardemo-nos de temer que um diretor prudente possa enganar-se no que nos prescreve, ou que ele não conheça suficientemente o estado de nossa consciência, porque julgamos não lha ter aberto com bastante clareza. Com semelhantes temores a obediência seria sempre eludida ou suspensa. Se o vosso diretor não vos tivesse compreendido e conhecido bem, ou se não vos tivésseis explicado com clareza, ele teria continuado a interrogar-vos. Se não o fez, é porque se acha suficientemente informado.

Não é a nós que Deus manifesta o estado de nossa alma, mas àquele que deve guiar-nos em seu lugar. Baste-te ouvir de sua boca que Continuar lendo Peça a Deus um diretor espiritual e conserve-o sem buscar outro

Pecado venial: Deus ofendido por uma bagatela

Embora em grau inferior, o pecado venial oferece, todavia, os mesmos ca­racteres de malícia que o pecado mortal. A rainha Maria Teresa de França, es­posa de Luís XIV, chorava uma falta venial. A delicada consciência da Prin­cesa a deixava inconsolável.

— Como?! — disseram-lhe — tanta lágrima, por uma falta leve, um pe­cado venial?!

— Sim, pode ser venial, mas é mor­tal para o meu coração!

Tudo quanto ofende a Nosso Senhor nunca é leve ou coisa de somenos importância para uma alma fervorosa.

E o pecado venial é uma ofensa a Deus. Há nele três circunstâncias agra­vantes :

  • Uma injúria à Majestade Divina;
  • Revolta contra a Autoridade de Deus;
  • Ingratidão à Bondade Eterna.

Deus, em cuja presença estamos, é ofendido e por uma bagatela, um ato de preguiça, uma vaidade, uma deso­bediência! Não desprezemos o que fere tanto ao Sagrado Coração de Jesus! O pecado venial ofende a Deus. E não basta para que o aborreçamos?

Seja venial, embora, mas sempre é mortal para nosso coração e para a de­licadeza de nossa consciência. E’ uma injúria à Majestade Divina. Num dos pratos da balança coloca­mos a vontade de Deus e a sua glória, e no outro, o nosso capricho e nosso prazer, e ousamos preferi-los mais que a Deus!

Que ultraje! Diz S. Teresa: É co­mo se se dissesse: Senhor, apesar de esta ação Vos desagradar, não deixarei de a fazer. Não ignoro que Continuar lendo Pecado venial: Deus ofendido por uma bagatela

Os 8 sinais da tibieza e a pena pela mediocridade na prática da virtude

Os sinais da tibieza em geral são os oito seguintes:

1. Omissão fácil das práticas de piedade

A alma fervorosa tem a sua vida de piedade toda dirigida por um regulamento particular fácil de ser observado e bem criterioso. Não omite facilmente qualquer prática de piedade. E’ de uma fidelidade extrema, sobretudo à meditação. Se graves ocupações ou verdadeira necessidade a impedem, procura, logo que seja possível, suprir a falta. A alma tíbia sob qualquer pretexto omite os exercícios de piedade, passa dias sem meditação, e até mesmo sem práticas de piedade de qualquer espécie. Ora, isto é exatamente o contrário do fervor. “Não digo que isto prove tudo, diz o Pe. Faber, mas prova muito. Seja como for, sempre que existir tibieza, existirá este sintoma”.

2. Fazer os exercícios de piedade com negligência

Na tibieza também há oração, missas, confissões, comunhões, terços, etc., mas Continuar lendo Os 8 sinais da tibieza e a pena pela mediocridade na prática da virtude

Tibieza: contentar-se com não ofender a Deus pelo pecado mortal, mas não querer evitar o pecado leve

Que é a tibieza

A tibieza é uma doença espiritual e das mais graves e perigosas. É o verme roedor da piedade. Micróbio terrível! Mina o organismo espiritual sem que o enfermo perceba. Enfraquece a pobre alma. Amortece as energias da vontade. Inspira horror ao esforço. Afrouxa vida cristã. Espécie de langor ou torpor, diz Tanquerey, que não é ainda a morte, mas que a ela conduz sem se dar por isso, enfraquecendo gradualmente as nossas forças morais. Pode-se compará-la a estas doenças que definham, como a tísica, e consomem pouco a pouco algum dos órgãos vitais. É uma sonolência, um sistema de acomodações na vida espiritual.

O tíbio não quer lutar. Tem horror ao combate da vida cristã. Não compreende a palavra de Nosso Senhor: Eu não vim trazer a paz, mas a guerra!

Guerra ao pecado, guerra às paixões, guerra à indiferença.

Quem não é por mim, é contra mim!

O tíbio não compreende este radicalismo sublime do Evangelho e da cruz. Numa palavra o define bem o Espírito Santo: é morno. Nem frio, nem quente.

Nem o ardor da caridade, o fogo do amor, nem o gelo da descrença e da impiedade e da morte da alma.

A tibieza é uma inércia espiritual. Um estado lamentável da alma.

É a mediocridade que se contenta com não ofender a Deus pelo pecado mortal, mas não quer evitar o pecado leve, fugir do relaxamento da vida espiritual.

Enfim, para defini-la com precisão e distingui-la do que Continuar lendo Tibieza: contentar-se com não ofender a Deus pelo pecado mortal, mas não querer evitar o pecado leve

Cristo para morrer, disse: “Eu tenho sede”. Não diz que tem dores, diz que tem sede. E que sede será esta?

[Pelo Pe. Manoel José Gonçalves Couto]

Jesus Cristo estando para morrer sobre a cruz, seus carrascos não cessavam de o atormentar e desprezar cada vez mais com injúrias e escárnios. Diziam outros: “Ele tem livrado os outros e agora não pode se livrar a si?” Diziam outros: “Se Ele é o Rei de Israel, que desça agora da cruz”. Porém, enquanto eles o insultavam, Jesus Cristo por eles estava pedindo a seu Eterno Pai.

Vingativo, põe aqui os teus olhos. Olha para o teu Divino Mestre. Ele pediu a seu Eterno Pai perdão para os seus inimigos, e tu? Tu, nem para os teus inimigos, nem para ti o pedes. Dos inimigos desejas vingar-te. Se assim continuas, que esperança de salvação podes ter? Nenhuma, porque Continuar lendo Cristo para morrer, disse: “Eu tenho sede”. Não diz que tem dores, diz que tem sede. E que sede será esta?

Ai de ti, pecador, que cantando e rindo andas a fazer pecados e mais pecados sem considerar nos tormentos de Jesus Cristo

Considera, cristão, que Pilatos querendo livrar a Jesus Cristo e dizendo que não podia condená-lo por ser inocente, o judeus o aterraram com estas palavras: “Se soltais a Jesus Cristo não sois amigo de César”. Então Pilatos, temendo perder a amizade de César, tendo reconhecido e tantas vezes declarado que Jesus Cristo era um inocente, ultimamente o condena a morrer sobre uma cruz.

Ó meu Jesus! Que crimes tendes vós cometido para serdes condenado a morrer sobre uma cruz! Ah, eu bem sei os vossos crimes. Os vossos crimes são o grande amor que tendes às almas. Este amor é o que vos prendeu no horto. Este amor é o que vos faz caminhar para o Calvário. Finalmente, este amor é o que nos faz morrer sobre uma cruz. Ó, que excessos de amor! Caridade sem limites.

Jesus Cristo ouvindo ler a injusta sentença de morte, a aceita de boa vontade. Não se queixa de injustiça do juiz, nem apela para César, mas Continuar lendo Ai de ti, pecador, que cantando e rindo andas a fazer pecados e mais pecados sem considerar nos tormentos de Jesus Cristo