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Nós seremos semelhantes a Deus. Porque nos espantar?

A Semelhança Consumada no Céu

Por Pe. Emmanuel-André

O estado de semelhança da alma com Deus começa aqui na terra e é consumado na vida eterna. Nós seremos semelhantes a Deus (Jo.III,2) quando o vermos como Ele é. Logo, a semelhança na vida presente não é perfeita, absoluta. 

Porque nos espantar? Aqui caminhamos pela fé, diz São Paulo, nosso estado é a fé, é de crer naquilo que não vemos ainda mas veremos um dia. Por isso, tudo em nós, inclusive a semelhança divina, é relativo ao estado de fé, e em conseqüência esta semelhança fica como que coberta por um véu. 

Procuremos chegar a uma compreensão tão clara quanto possível desse mistério. 

Deus habita em todas as criaturas lhes dando o ser; ele habita mais especialmente nas criaturas racionais lhes dando a luz da inteligência e a vida do coração. Porém, de um modo todo especial, Ele habita na alma em estado de graça, associando-a, como diz São Pedro, à sua própria divindade. (IIPe.I,4) 

Não se pode imaginar uma habitação mais íntima que esta última. Deus se põe no centro da alma e as três Pessoas se comunicam a ela com uma familiaridade prodigiosa. É a realização da palavra de Nosso Senhor: “Se alguém me ama, guardará minha palavra…e nós viremos a ele e faremos nele morada” (Jo.XIV,23). 

A união com a alma não poderia ser mais íntima, pois é realizada pelo próprio Espírito Santo. As três Pessoas divinas se comunicam à alma na obscuridade da fé e sem se manifestar a ela. Sim, nesta vida, o mistério da presença divina, da comunicação com a alma, se faz como numa nuvem, ao mesmo tempo luminosa e sombria. 

Na vida eterna, a obscuridade terá desaparecido, a nuvem terá se dissipado, o véu retirado. As três Pessoas da Santíssima Trindade se manifestarão à alma de dentro dela. Elas se manifestarão fazendo brotar, do seio da divindade, uma luz especial que se chama luz de glória. Então a alma verá em si mesma o Pai, o Filho e o Espírito Santo, que estavam já presentes, mas invisíveis. 

A semelhança com a adorável Trindade será então consumada. Sua inteligência será divinizada pela visão clara de Deus: ela a verá face a face (ICor.XIII,12), como o olho penetrado pela luz do dia. Que coisa maravilhosa! vendo a Deus ela verá todas as coisas em Deus, como num espelho. Ao mesmo tempo ela verá Deus em todas as coisas, dando a todas o ser, a vida e o movimento. A alma amará não somente todas as coisas em Deus, mas também Deus em todas as coisas (ICor.XV,28), de modo que todo seu amor terminará sempre em Deus. Assim a união de amor que a unia a essa fonte de vida se tornará definitivamente indissolúvel. 

Por sua inteligência e por sua vontade, a alma bemaventurada viverá da própria vida da Santíssima Trindade. O espelho de sua inteligência será o Verbo, o espírito de seu coração será o Espírito Santo. Ela viverá dessa vida divina que, sendo perfeitamente simples, contém e sustenta a criação toda. Ela ficará presa em Deus, como uma gotinha num oceano de luz: Deus a penetrará de todos os lados, se refletirá nela, a transformará nele próprio de modo inefável, sobre o qual é preferível calar do que tentar dizer algo. Assim São Paulo, que viu esta transformação no terceiro céu, se contenta em dizer que ela é absolutamente inefável e inconcebível (IICor.XII,4). 

Esta vida inefável e inconcebível está em germe na alma de todo cristão batizado: a glória é apenas a floração completa desta semente divina que é a graça de Deus. Semen Dei (I Jo.III,9) 

A Missa vai começar – Posturas do fiel durante a celebração

Em que momento devemos entrar na igreja para o início da Missa?

Devemos chegar sempre alguns minutos antes para nos recolhermos na oração, preparar o missal e, sendo necessário, nos confessarmos para poder comungar.

É permitido chegar atrasado na Missa?

Não é permitido chegar atrasado porque seria uma falta de respeito para com Deus, além de evidente prejuízo espiritual para as almas.

Existe alguma ordem formal da Igreja sobre isso?

Sim, um dos mandamentos da Igreja diz: assistir missa completa todos os domingos.

E se acontecer algum imprevisto no meio do caminho?

A Igreja tolera pequenos atrasos não culposos. Por isso ela considera que, chegando na missa dominical (ou festa de preceito) até o Evangelho, pode-se ainda comungar.  É preciso, no entanto, evitar sempre o atraso. O prejuízo é muito grande quando se perde as leituras e o sermão da missa.

Qual o melhor lugar para se assistir à missa?

Em princípio qualquer banco da igreja deveria servir para a boa assistência. Na prática, constata-se que as pessoas que ficam no fundo têm a tendência a se dispersar, se distrair, conversar, fazer sinais aos vizinhos, chamando a atenção para coisas que distraem do essencial. Evidentemente estes costumes são prejudiciais para as almas e podem chegar a ser pecado.

Qual o melhor modo de se assistir à Missa?

Usando o missal Latim-Português podemos acompanhar as belíssimas orações que a Igreja reza durante o Santo Sacrifício. Com o missal, também podemos acompanhar melhor os gestos e ritos que são explicados passo a passo.

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O objetivo de um novo ano

O objetivo de um novo ano não é que tenhamos um novo ano. É que devemos ter uma nova alma e um novo nariz; pés novos, uma nova espinha dorsal, novos ouvidos e novos olhos.

A menos que um homem em particular fizesse resoluções de Ano Novo, ele não faria nenhuma resolução.

A menos que um homem comece de novo sobre as coisas, ele certamente não fará nada eficaz.

A menos que um homem comece com a estranha suposição de que ele nunca existiu antes, é certo que ele nunca existirá depois. A menos que um homem nasça de novo, ele de modo algum entrará no Reino dos Céus.

G.K. Chesterton

Frei Pacômio e o gozo dos bem-aventurados

Em princípios do século décimo, vivia num convento de beneditinos um santo religioso, chamado frei Pacômio, que não podia compreender como os bem-aventurados não se cansam de contemplar por toda a eternidade as mesmas belezas e gozar dos mesmos gozos.

Um dia mandou-o o Prior a um bosque vizinho, para recolher alguma lenha. Foi com gosto, mas mesmo no trabalho não o largavam as dúvidas.

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O pecado das pessoas casadas acerca do ato conjugal

Quando é que uma parte está obrigada a prestar o débito conjugal à outra parte? Quando está dispensada? O que caracteriza pecado leve? O que caracteriza pecado grave?

O ato conjugal e sua liceidade – Apontamentos de Teologia Moral

Os apontamentos a seguir abordam complexas questões da moral católica acerca dos pecados dos casados no que dizem respeito ao ato conjugal. Trata-se de uma texto aglutinado extraído de tradicionais compêndios de teologia moral e pode servir de auxílio quando, por circunstâncias da crise atual, o fiel venha a encontrar-se sem o devido encaminhamento orientativo na prática da fé e da moral, colaborando para a superação de dúvidas que por vezes inquietam a alma verdadeiramente católica. Rezemos incessantemente por sacerdotes orientadores espirituais que exalem santidade e encaminhemos fiéis no caminho da santidade.

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Os principais pecados graves que os casados podem cometer acerca do ato conjugal são: pecados contra a vida nascente, atos adulterinos, relações conjugais em circunstâncias em que não são lícitas,atos praticados sem razão suficiente que tenham grande influxo na polução, como também os atos praticados na intenção de provocá-la, recusa do débito conjugal e atos que frustram o fim primário do matrimônio.

O ato conjugal é lícito quando se faz com o fim de procriar filhos ou por outros motivos honestos.

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Como Deus Governa o mundo – a Divina Providência

“Mas a Vossa providência, ó Pai, é que governa” (Sb, 14, 3).

É preciso antes de tudo entender como convém a Deus a providência. Pois existem dois modos de se entender este governo das coisas.

Nós constatamos que as coisas criadas possuem um bem que é sua própria substância, criada e posta por Deus na existência. Mas cada coisa possui também outro bem que é sua orientação para seu fim, fim natural e limitado e fim ultimo que é Deus. Deus cria as coisas e as orienta nos seus efeitos. Isso é propriamente a Divina Providência.

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Entenda melhor o que é um Milagre

por Padre Júlio Maria, S.D.N.

O milagre é um fato que ultrapassa as forças da natureza criada, e somente pode ser produzido por intervenção de Deus. Mudar água em vinho, purificar um leproso com a palavra, curar um moribundo à distância, por um ato de vontade, acalmar uma tempestade, são uns tantos atos que ultrapassam as forças da nossa natureza e que não podemos atribuir senão a Deus.

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Atitudes e gestos litúrgicos

As cerimônias que evolucionam em torno de elementos materiais, expressão dos sentimentos religiosos do homem e símbolos em certo modo produtivos da graça – Sacramentos, Sacramentais – figuram e realizam eficazmente o comércio do homem, prisioneiro das aparências sensíveis, e de Deus, “que habita uma luz inacessível”.

Mas não basta. Por causa da mútua dependência fisiológica atual do espírito e da matéria que se compõe, o homem tem necessidade de recorrer constantemente à atividade do corpo para excitar e manifestar a atividade da alma. Continue lendo Atitudes e gestos litúrgicos