Pecados contra o pudor. Os toques, olhares, beijos e abraços, conversas e canções, sob a ótica da moral católica

Por Pe. Heriberto Jone

Os olhares, os toques, os beijos, os abraços, as canções e as leituras, são atos que, embora de sua natureza indiferentes, podem tornar-se pecados graves por causa da intenção do agente e mormente do influxo que exercem sobre a excitação do prazer carnal.

A gravidade do pecado

A intenção de provocar, por estes atos, o deleite venéreo torna-os sempre pecados graves. Conforme a influência que exercem sobre a excitação do deleite carnal, estes atos são pecados graves ou leves ou não são nenhum pecado. Supõe-se que o ato se pratique sem motivo razoável; pois havendo motivo, os atos não são culpáveis contanto que Continuar lendo Pecados contra o pudor. Os toques, olhares, beijos e abraços, conversas e canções, sob a ótica da moral católica

Devoção dos Sete Domingos de São José – Segundo Domingo: NASCIMENTO DE JESUS

CONSIDERAÇÃO

E deu a luz Maria a seu Filho primogênito, e o envolveu em paninhos, e encostou numa manjedoura, porque não havia lugar nas pousadas. (Lc 2, 7) Estava no mundo e o mundo foi feito por Ele, e o mundo não o conheceu. (Jo 1, 10) Veio aos seus e os seus não o conheceram. (Jo 1, 11)

PONTO 1. — Disse Jesus, quando pregava depois o seu Evangelho: “As aves do céu têm seus ninhos e as raposas seus covis, mas o Filho do homem não tem onde encostar sua cabeça”. Cumpriu isso Jesus não só na vida pública senão que começou no seu nascimento: Continuar lendo Devoção dos Sete Domingos de São José – Segundo Domingo: NASCIMENTO DE JESUS

Os pecados de omissão. Muitas almas se perdem por via deles

Por Pe. Manoel José Gonçalves Couto

Temos pecados de comissão, e pecados de omissão: pecados de comissão são aqueles que se cometem obrando mal; pecados de omissão são aqueles que se cometem não obrando o bem a que estamos obrigados. Quem faz mal, tem pecado de comissão; e quem não faz o bem que deve fazer, tem pecado de omissão. Estes pecados de omissão são os mais arriscados, porque são os menos conhecidos. Quase ninguém os conhecem. E se não conhecem, como se hão de evitar? Desta sorte se perdem imensas almas por via deles.

Ninguém pode duvidar desta verdade: imensas almas se condenam ao inferno por via dos pecados de omissão. Isto mesmo é expresso em várias partes do Evangelho.

Diz o Evangelho, que o homem que Continuar lendo Os pecados de omissão. Muitas almas se perdem por via deles

A Integridade de Dom Marcel Lefebvre – Parte II – Aplicação à crise

Texto publicado em 02 janeiro de 2018 por FSSPX.NEWS.
Tradução da Capela Santo Agostinho

Clique aqui para ler a Parte I

Aplicação à Crise

Voltemos às três posições em autoridade definidas anteriormente (na Parte I) para ver como elas são aplicadas para a decisão prudente de haver ou não um dever de estar sob a autoridade de uma hierarquia modernista:

  • Sedevacantistas:Modernistas não têm autoridade. Não se deve colocar de acordo com as autoridades em Roma de qualquer forma até que eles voltem à Tradição.
  • Neoconservadores:Modernistas têm toda a autoridade. É preciso colocar-se sob quem tem autoridade, não importa o que essas autoridades estão a ordenar.
  • Dom Lefebvre:Modernistas legitimamente exercem autoridade quando eles ordenam de acordo com a fé. Deve-se submeter-se à autoridade de Roma quando se pode ter certeza de que ela será capaz de manter sua fé católica. A base para essa garantia, no caso da FSSPX, seria a isenção da influência modernista pela concessão de uma entidade separada, como uma prelatura pessoal. Se à FSSPX foi concedido um reconhecimento canônico ‘como ela é’, então ela seria deixada como ela é, enquanto estiver sob a autoridade romana, e assim ser capaz de manter a fé.

Deve ficar claro que a posição do Arcebispo foi completamente consistente com a noção católica de autoridade. Também deve ficar claro que suas decisões prudentes em relação à regularização da FSSPX sob uma hierarquia modernista eram simplesmente uma aplicação dessa noção. Assim, ele era Continuar lendo A Integridade de Dom Marcel Lefebvre – Parte II – Aplicação à crise

Não me deixastes morrer quando me achava em estado de pecado

Por SANTO AFONSO DE LIGÓRIO
Meu Senhor e Deus de infinita majestade! Envergonho-me de aparecer ante vossa presença. Quantas vezes injuriei vossa honra, preferindo à vossa graça um indigno prazer, um ímpeto de cólera, um pouco de barro, um capricho, um fumo leve! Adoro e beijo vossas santas chagas, que vos infligi com meus pecados. Pelas mesmas espero meu perdão e salvamento. Fazei-me conhecer, ó Jesus, a gravidade da ofensa que cometi, sendo como sois a fonte de todo o bem e eu vos abandonei para saciar-me em águas corruptas e envenenadas. Que me resta de tantas ofensas, senão angústia, remorsos e méritos para o inferno? “Meu pai, não sou digno de chamar-me vosso filho” (Lc 15,21). Não me abandoneis, pai.
Verdade é que não mereço a graça de chamar-me vosso filho. Mas morrestes para salvar-me. Dissestes, Senhor: “Convertei-vos a mim e eu me voltarei para vós” (Zc 1,3). Renuncio, pois, a todas as minhas satisfações. Deixo no mundo quantos prazeres se me podem oferecer e me converto a vós.
Perdoai-me, pelo sangue que derramastes por mim. Senhor, arrependo-me e vos amo sobre todas as coisas. Não sou digno de vos amar, mas vós, que mereceis tanto amor, não desprezeis o amor de um coração que em outro tempo vos desprezava. A fim de que vos amasse, não me deixastes morrer quando me achava em estado de pecado.
Quero amar-vos na vida que me resta, e não amar a nada mais que a vós. Assisti-me, meu Deus; dai-me o dom da perseverança e o vosso santo amor.
Maria, meu refúgio, recomendai-me a Jesus Cristo.
Do livro “Preparação para a morte”
CONSIDERAÇÃO III – PONTO I – AFETOS E SÚPLICAS

O Choro da Bala Perdida

Dom Lourenço Fleichman OSB

Todos os dias, na cidade do Rio de Janeiro, acontecem tiroteios, confrontos entre policiais e bandidos, nas favelas e periferias. Todos os dias há mortos, há dramas, há choro.

A população da cidade e do país fica submetida a uma série de pressões, de stress, de medos. Vivemos assim e, como em toda guerra, procuramos levar a vida dentro de certa normalidade.

Acontece que, invariavelmente, essas situações dramáticas apresentam cenas muito parecidas, eu diria mesmo repetitivas, diante do olhar distraído de todos, sem que as pessoas pareçam saber como lidar com elas.

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Tradição, tradição católica e falsa tradição

por Paolo Pasqualucci

Sumário:

  1. A noção de tradição. 2. Tradição cristã e não “judaico-cristã”.  3. Definição da Tradição católica. 4. A Tradição católica não contém nada de secreto, ela não é esotérica. 5. A noção esotérica da tradição é irracional e falsa. 5a. A inversão do significado da Cruz por René Guénon.

Em geral, todos consideram bem conhecido o sentido da palavra “tradição”. Nós, todavia, julgamos importante defini-lo corretamente. É o que faremos neste artigo.

  1. A noção de tradição.

Antes de tudo, a ideia de tradição compreende a de certos valores transmitidos e preservados ao longo de gerações. Transmitidos e preservados, ou seja, ensinados e apresentados como valores a se respeitar, visto que constituem o fundamento inalterável de uma determinada concepção de mundo e, consequentemente, do modo de viver de uma sociedade — compreendida globalmente enquanto povo. Com efeito, a tradição se materializa nos costumes. A ideia de tradição está, portanto, ligada à de valor e costume. Não há aqui lugar para uma definição subjetiva do que é o valor: o valor preservado pela Tradição é precisamente aquele que Continuar lendo Tradição, tradição católica e falsa tradição

Comunidade de Tradição Católica em Parnaíba-PI. Tradição Católica no Brasil. Missa Tridentina no Piauí.