O natal comercial, o amigo oculto, o presente…, é claro, animam nossas festas de família, mas a gente sabe que não é isso o Natal

Por Dom Lourenço Fleichman

Meus caríssimos irmãos…

Somos chamados nesta semana a uma última preparação do Natal porque a quarta semana de Natal não acontece este ano, já que o quarto domingo já é na véspera de Natal. Então, nesta terceira semana somos chamados a prestar um pouco mais atenção de dois modos: primeiro, pela novena de natal que começou ontem. É uma novena litúrgica que vai acompanhando os textos litúrgicos nesse tempo de Advento de Natal e Ela nos traz então uma certa união com tudo aquilo a que a Igreja nos apresenta ao longo deste mês de dezembro e sobretudo com a própria festa de Natal. Então, façam uma novena. No meio dessa novena temos também as orações, as antífonas Ó. A Igreja chama Nosso Senhor: Veni! Veni! Veni! Ela dá a Nosso Senhor diversos títulos do antigo testamento para que aqueles todos que foram figuras e aqueles nomes todos que foram usados para designar o Messias sejam agora usados para que nós chamemos o Messias a esse novo nascimento que liturgicamente nós comemoramos no Natal. Então é muito importante tudo isso, faz parte da cultura católica, faz parte da espiritualidade.

Nós precisamos desenvolver em nossos corações um conhecimento dessas coisas porque o Natal é sobretudo isso. Muito mais do que qualquer outra coisa que estejamos acostumados a ver, o Natal é Missa. O Natal são três Missas no dia de Natal. O Natal são quatro semanas de preparação. E, nessa terceira semana, além das antífonas Ó e da novena nós temos também as têmporas de dezembro. Ou seja, penitência. Não é na penitência que a gente faz o advento? Então, vamos fazer mais ainda. Vamos prestar mais atenção de fazer um jejum no meio da semana, na quarta, na sexta e no sábado, porque Nosso Senhor vai nascer para nós. Vale a pena um esforço desligar a televisão, sair desse celular que escraviza as almas e se dedicar um pouco mais a uma leitura, uma leitura espiritual, porque é muito importante. Se nós não temos isso então sobra o Natal comercial, sobra o amigo oculto, sobra o presente que, é claro, anima nossas festas de família, mas a gente sabe que não é isso o Natal.

Há uma importância muito grande para nós estarmos diante de Nosso Senhor num presépio, diante de Nosso Senhor na nossa Missa, porque Ele nasce e, ao nascer, inicia-se todo o ciclo que vai nos levar à Semana Santa, que vai nos levar no cerne do mistério de Nosso Senhor, nos salvando para que a gente possa ter o céu. Tudo isso é muito sério, muito importante.

Então, nessa semana de penitência, nessa semana de têmporas de dezembro, a Igreja nos chama São João Batista, mais uma vez São João Batista, em uma situação diferente. Agora são os fariseus que vão a João Batista, não mais os discípulos de São João Batista que vão a Nosso Senhor pra perguntar: és tu aquele que há de vir ou devemos esperar outro? Agora os fariseus vão a João Batista: és tu aquele que há de vir? Não, eu não sou o Cristo. Imediatamente São João responde: eu não sou o Cristo. Então quem és tu? Por que estais pregando esse batismo de penitência?  És tu um profeta que há de vir? Não sou. És tu Moisés? És tu Elias? Não sou. Eu sou a voz do que clama no deserto. Eu sou aquele que vem para preparar o Messias. Eu sou aquele que vem para endireitar os caminhos dos homens para que recebam o Messias, porque Ele não será recebido.

Então a Igreja nos faz olhar pra São João Batista para que nós possamos reconhecer Nosso Senhor. Não foi São João Batista que apontou Jesus no Jordão? Eis o Cordeiro de Deus. Eis aquele que tira os pecados do mundo. Nenhum profeta tira pecado do mundo, só Deus. E São João aponta Nosso Senhor e diz: este é o Messias, este é Deus, este vem para tirar os pecados dos homens, para nos salvar. E se Nosso Senhor Jesus Cristo é apontado por São João Batista, e ele diz aqui também no texto de hoje: eu vim para mostrar aquele que há de vir depois de mim, aquele que vem depois de mim e é antes de mim. Se Ele é antes de mim é porque é Deus. Aquele a quem eu não sou digno de desatar a correia dos seus sapatos. Ele aponta Nosso Senhor. Diversas vezes São João Batista aponta Nosso Senhor.

E o que fazemos nós com Jesus quando São João Batista nos mostra ele? Viramos as costas. Nós temos um uma comunicação muito importante pra fazer aqui no celular agora nós temos que entrar nesse Facebook pra poder socialmente estarmos vivos, quando, na verdade, quem nos dá a vida é Nosso Jesus Cristo e sem Ele não há vida nessa terra. Sem Nosso Senhor não há vida para os homens e sem Nosso Senhor não há vida para os povos. E é por isso que os povos não vão encontrar a paz porque desviaram seus olhos do rosto de Nosso Senhor Jesus Cristo. Não querem mais Nosso Senhor como sendo seu Deus. Recusam a realeza de Nosso Senhor Jesus Cristo, que conquistou com seu sangue na cruz este direito de reinar sobre todos os povos, sobre todas as almas, sobre nossas famílias. Quando que Nosso Senhor vai realmente estar presente em nossas famílias como soberano? Como Deus adorado, louvado, com todos os fins da oração colocados aos seus pés para que nós possamos crescer espiritualmente? Quando que nós vamos olhar pra Nosso Senhor e dizer: Este é aquele que há de vir. Este é o Messias esperado. E esta espera que aquele povo fez durante séculos nós não precisamos mais fazer, porque ele já veio.

Então, nós podemos olhar para Nosso Senhor, nós podemos estar na beira do Jordão. Nós podemos estar com São João Batista recebendo esses fariseus que tinham maldade no coração, que eram orgulhosos, que não queriam saber de Nosso Senhor porque vinha atrapalhar a política deles. E São João então aponta Nosso Senhor: eu sou só o amigo do esposo. Ele é o esposo. Ele vem pra restaurar a humanidade com Deus. Ele vem para fazer esta união de matrimônio espiritual da humanidade com Deus, lavando os nossos pecados com o Seu sangue. Nós não podemos tirar do Natal a realidade de Nosso Senhor. Ele não nasce bonitinho em Belém simplesmente pra ser uma criancinha. Ele vem para morrer, Ele vem para oferecer seu sangue, Ele vem para nos salvar. E é isso que a Igreja faz quando chama Nosso Senhor nesse tempo do advento. Vem para nos salvar, vem para nos levar pro céu.

Tudo isso é um dos aspectos do advento que deve estar presente em nossas almas para que nós possamos nos lembrar que tudo acontece nessas quatro semanas em preparação à vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo. A Encarnação do verbo já aconteceu lá em 25 de março: a anunciação do Anjo Gabriel à Virgem Maria. Ele já está aqui na terra, está no seio da Virgem Maria. Passam-se nove meses e, em 25 de dezembro, Nosso Senhor nasce em Belém. Todos conhecem a história. As crianças representam a historinha de São José e Nossa Senhora chegando em Belém, não tendo lugar para eles na estalagem. E eles vão para essa estrebaria. E ali, naquela estrebaria, na companhia dos animais, ainda não chegaram nem mesmo os pastores, nasce o Salvador do mundo. Nasce a Estrela de Belém, nasce Aquele que vem para realmente iluminar nossas almas e nos transformar por dentro.

Natal é essa transformação espiritual de nossas almas em Nosso Jesus Cristo. É nos tornarmos semelhantes a Ele, é termos pela graça santificante que Ele conquista na cruz, a semelhança. Aquela semelhança lá que está no início do Gênesis, quando Deus cria Adão e Eva à Sua imagem e semelhança. A semelhança é a graça. Ser criado à imagem de Deus é ser inteligente e ter a vontade livre para amar a Deus acima de todas coisas. Mas só com a graça santificante é que nós somos semelhantes a Deus, ou seja, feitos um só com Ele, amalgamados com Ele, transformados n’Ele, divinizados n’Ele, como dizem os Padres da Igreja. Nós nos tornamos Deus com Ele, claro que espiritualmente, não fisicamente. Mas, para isso é necessária uma certa atenção. Se nós estivermos sonolentos, se nós estivermos na nossa vida profana de todo dia, nós vamos passar o Natal e vai sobrar só os brinquedos, vai sobrar só os presentes, o que é muito pouco pra nós, é muito pouco pra Igreja. A Igreja reclama de nós algo mais do que isso. Reclama o rosto de Jesus transformando nossas almas. Reclama a graça santificante nos fazendo semelhantes a Ele para que nós possamos já conhecer algo do que é o céu aqui na terra pela liturgia. Pelo ciclo da liturgia nós vamos acompanhando o que é verdadeiramente nossa adoração no céu, que virá um dia, depois da nossa morte. Estaremos lá, face a face diante de Deus, transformados para sempre n’Ele, para cantar e louvar Sua majestade para sempre. E a Igreja diz: para sempre lá, não. Para sempre aqui. Nossa obrigação de católicos é fazer essa adoração e esse louvor aqui. E é por isso que ela nos traz esses textos tão maravilhosos que servem de meditação, que servem de alívio para essa confusão de vida que nós estamos, nesse mundo estranho. Nesse mundo estranho porque recusa Nosso Senhor Jesus Cristo, recusa o Império da Igreja sobre nós. […] Mas é necessário que Ele reine, é necessário que Ele seja nosso Deus. É necessário que nossa oração se dirija a Ele todos os dias. E não é uma oraçãozinha rápida, não. É parar, rezar, e se concentrar. Porque se não nós não vamos nos transformar n’Ele, não vamos viver da graça. Vamos cumprir um obrigaçãozinha ali de rezar mas… de que adianta isso?

Estejamos então aos pés de Nosso Senhor. Peçamos a São João Batista: mostre-nos Jesus, aponte-nos o Agnus Dei, o Cordeiro de Deus, aquele que veio como um cordeirinho que não reclama ser tosquiado e ser sacrificado para salvar a humanidade e que nós estejamos mergulhados nesse sangue Salvador para termos com Ele a felicidade da vida no céu. Em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo, amém.

Niterói, 17 de dezembro de 2017.

Por que razão o Natal tem tanta preparação

Por Dom Lourenço Fleichman

Meus caríssimos irmãos, nós sabemos que este caminho que São João Batista vem preparar, que Nosso Senhor cita agora no Evangelho, é um caminho que leva até o Presépio de Belém. Nós estamos preparando o Natal. E quando nós pensamos que estamos preparando a nossa ida até o Presépio de Belém, ao lugar onde Jesus nasceu, aquela manjedoura pobre e humilde, muitas vezes passa em nosso coração uma certa soberba, uma isenção do que realmente nós deveríamos ter como preparação, porque dizemos: é um presépio que está na minha casa, é um presépio que nós montamos na igreja, é uma liturgia que nos lembra o Natal. Mas, eu não estou diante de Jesus! Então essa preparação não seja assim tão forte, tão importante que nós tenhamos. E rapidamente nós vamos deixando de lado uma verdadeira preparação que está presente nesta liturgia austera do advento, nas cores roxas, na ausência do glória, na ausência das flores e do órgão. Tudo isso para nos mostrar que nós temos algo a fazer nessas quatro semanas de preparação pro Natal. Mais do que simplesmente montar nosso presépio ou uma árvore de Natal em que distribuiremos nossos presentes.

No encerramento do colégio nós fizemos subir a ladeira ao Papai Noel. Para nós, Papai Noel não é Papai Noel no sentido mundano, profano, comercial. Então nós o chamamos de São Nicolau, que a origem mesmo do Papai Noel. Um bispo santo que na época do Natal distribuía presentes para as crianças pobres. Esse é o verdadeiro significado do Papai Noel. Então no Colégio São Bernardo sobe lá o velhinho de algodãozinho na barba para mostrar: Olha! Houve um bispo! Ele tem mitra. Ele não tem esse chapeuzinho ridículo, não. Ele tem uma mitra. Ele tem um báculo, ele se apresenta como Bispo, como de fato foi. São Nicolau, aquele bispo santo que distribuía presentes. Então, as crianças se preparam para receber presentes. Então nós vamos dar os presentes de natal. Faz parte dos nossos costumes. Desde que nosso coração esteja preparado para receber o grande presente que é nosso Jesus Cristo. Ah! Mas, Ele já não está presente em nós? Nós não somos batizados, nós comungamos… Por que razão o Natal tem tanta preparação se todos os dias nós temos que estar diante de Nosso Senhor Jesus Cristo?

É verdade, essa preparação deveria ser a preparação de todos os dias. Mas, ao mesmo tempo a liturgia não é um teatro. A liturgia é uma realidade mística, uma realidade sacramental que Igreja nos traz para que nós possamos viver aquilo que aconteceu há 2000 anos atrás. Nós vivemos na realidade dela. E a liturgia tem essa força, esse poder de trazer a realidade 2000 anos depois, do mesmo modo que a Santa missa é a realidade do sacrifício da Sexta-feira Santa, do sacrifício da cruz de Nosso Senhor, assim também o nosso Natal se torna realidade pela liturgia.

Então, São Paulo vem na epístola aos romanos dizer: tudo que está escrito nas escrituras, na Bíblia, está escrito para vossa edificação, ou seja, nós temos que tomar esses momentos em que a Igreja vai nos destilando o mel da Sagrada Escritura, os mistérios da vida de Jesus, da Virgem Maria, para crescermos de alguma forma, para fazermos esta preparação espiritual que nos falta. Nos falta porque o dia a dia não nos permite parar, porque os trabalhos são inúmeros, porque não temos tempo de rezar um terço, porque não sabemos nem mesmo nos ajoelhar diante de um presépio. A gente monta o presépio, mas rezar diante do presépio a gente não reza.

Então, São Paulo vem nos lembrar: existe a necessidade de uma preparação. É necessário assumir esta presença de algo de novo nas Sagradas Escrituras para nossa edificação, para tirarmos delas a esperança. Então nós começamos a focar um pouco mais. A preparação que nós devemos fazer faz crescer em nossos corações a esperança. E quando nós dizemos virtude teologal da esperança, a ajuda divina para quê? Qual o fim da esperança? Para que Deus nos dá essa virtude especial que nos dá a certeza de um auxílio divino? Evidentemente para que o nosso presépio seja o presépio eterno na vida eterna, o presépio eterno diante de Deus. Então há uma esperança necessária para nós e, se há uma esperança, significa que olhando para o nosso próprio coração nós não encontramos forças suficientes para, sozinhos, chegarmos no céu. Então vem a liturgia e diz: Natal, advento, prepare-se! Prepare-se para ter esperança, prepare-se porque celebrando o Natal todos os dias talvez quem sabe você alcance a vida eterna. Aí, tendo alcançado o céu nós repousamos em Deus, nós repousamos na visão beatífica de Deus, nós repousamos no seu amor, na sua felicidade. Mas enquanto nós não chegamos lá, precisamos desses apoios. Apoios da escritura, apoios da liturgia, nosso terço diário para ir convertendo nossos corações, para ir mudando aquilo que nós somos, para que algo de novo aconteça porque Jesus nasceu em Belém, algo de novo aconteça porque Jesus morreu na cruz, algo de novo aconteça: A ressurreição de Cristo.

O Deus da paciência e da consolação vos conceda ter uns para com os outros os mesmos sentimentos em Jesus Cristo. Então venha a conversão. Vejam como a conversão é dura. São Paulo exige de nós que, por causa dessa esperança, nós tenhamos pelo Deus da Consolação bons sentimentos, que nós tenhamos os mesmos sentimentos segundo Jesus Cristo, para haver o uníssono, para haver um só pensamento glorificando a Deus pai de nosso Jesus Cristo. Por isso acolhei uns aos outros como também Cristo vos acolheu para glória de Deus. Por que razão Ele compara o modo como nós devemos receber uns aos outros? – e não é receber em sua casa pra dormir, não. Receber aqui é qualquer relação humana, e ele compara com Nosso Senhor nos recebendo a nós. Ora, evidentemente é porque nós não merecemos isso. Nós não merecemos que Nosso Senhor nos receba. Nós somos pecadores, nós sabemos disso. E no entanto Ele nos recebe. Ele abriu seu coração com a lança para nos salvar. Ele nos recebeu, Ele abre o céu para nós porque nós perseveramos na oração. Ele nos recebeu, então não vamos nós também abrir o nosso coração uns aos outros?

Digo, pois, que Jesus Cristo foi o ministro dos circuncidados, a fim de mostrar a veracidade de Deus para confirmar as promessas feitas a nossos pais. E, depois, os gentios. Ele fala longamente dos gentios. Que recebem eles também essa esperança. Eles também recebem a salvação. Todas as nações devem engrandecer a Deus. Então ele volta. O Deus, pois, da esperança vos encha de todo gozo e paz na vossa fé para que abundeis na esperança e na virtude do Espírito Santo. O que vem ser a virtude do Espírito Santo? Para a virtude do Espírito Santo é a santidade, a virtude do Espírito Santo são os dons do Espírito Santo nos conduzindo, soprando sobre nossas velas, nossas almas, para nos conduzir à vida eterna. Então, nessa hora nós compreendemos o que o que acontece no Evangelho em que Nosso Senhor Jesus Cristo apresenta o Santo para aqueles discípulos que estão ali, os seus discípulos. Vieram os discípulos de João perguntar a Jesus se Ele era o messias ou deviam esperar outro. E depois de Jesus ter respondido a eles: Olhem! Vejam o que está acontecendo no mundo, vejam os milagres que estão acontecendo. E São João Batista vai entender quem eu sou. Depois Ele diz para os discípulos: o que fostes ver no deserto? Ele apresenta São João Batista como modelo. Nós temos um modelo deste homem que, abandonando todos os apegos desta vida, santifica-se como profeta. Verdade! Mas, santifica-se também na penitência, santifica-se preparando seu coração para vinda do Messias que ele viu, que ele conheceu, que era seu primo, pelo qual ele morre. Dá sua vida por causa da verdade.

Então, Nosso Senhor chama os discípulos e diz: fostes ver um profeta, mais do que um profeta: aquele que prepara os caminhos do Senhor para nos levar à gruta de Belém, para preparar o nosso Natal. Nós temos um modelo de São João Batista para a conversão dos nossos corações e com isso podemos festejar um Natal decente, um Natal santo, um Natal nessa amizade íntima com Deus, que é a caridade e que faz refletir do nosso coração para com o próximo todo aquele amor que nós devemos ao próximo. O programa é árduo, não é fácil. Porque santificar-se, nós sabemos muito bem que é difícil. Nós temos que lutar todos os dias mas a Igreja nos traz esses apoios, essas consolações, essa esperança. Nos traz São João Batista como nos traz também Isaías. E cada um desses profetas vai nos mostrando, contando quem Ele é, esse menino que nasce em Belém para que nós possamos realmente na noite de Natal termos uma felicidade espiritual. Sabemos que mais uma vez, mais um ano passa e mais um ano nós renovamos nossas intenções. Nós nos convertemos a Ele. Nós queremos imitar seus gestos. Nós queremos imitar aquele ensinamento que Ele revelou aos homens para nossa edificação.

Tenhamos então pelo advento uma devoção muito especial. Tenhamos nosso presépio e façamos a preparação espiritual para o presépio, para o Natal. Não vamos passar essas semanas de dezembro simplesmente pensando em férias, simplesmente pensando em ganhar dinheiro, simplesmente em 13º. Não é assim. Isso tudo é coisa do mundo e nós temos é que nos concentrar numa grutinha: um boi e um burro, as ovelhinhas, os pastores, os Reis Magos e nós ali admirando e contemplando a face dessa criança que nasce, que é nosso Deus, diante do qual nós dobramos nosso joelho.

Niterói, 10 de dezembro de 2017

O nascimento de Maria Santíssima

Pelo Padre Manoel José Gonçalves Couto

O nascimento de Maria Santíssima é todo cheio de glória para ela, e todo cheio de vantagem para nós. Para ela foi o princípio de sua grandeza, e para nós foi a origem de nossa felicidade. Se contemplamos o nosso nascimento e o de Maria, que total diferença? No nosso tudo motivos de tristeza, lágrimas e temor, e no de Maria tudo motivos de prazer, consolação e esperanças.

Como entramos nós todos neste mundo? Como principiamos os nossos dias? Amaldiçoados pelo pecado original, nós aparecemos neste mundo escravos do demônio, marcados com o selo de sua maldade, aborrecidos aos olhos do nosso Criador, excluídos de ver a Deus e de o gozarmos jamais, enfim, inteiramente desgraçados.

Tudo isto são motivos de tristeza, lágrimas e temor.

Mas já não acontece assim com o nascimento de Maria Santíssima, nem pode temer-se coisa alguma semelhante. Conhecida por Deus desde a eternidade como a mais fiel às suas graças e mais obediente à sua lei, ele a encheu de bênçãos logo desde o princípio e a fez feliz e bem-aventurada logo no seu nascimento. O dragão infernal nunca teve império sobre ela.

Nunca foi infeccionada de culpa, porque o Criador a privilegiou logo na sua origem, e a enriqueceu de graças ainda mesmo antes dela nascer. Tantas foram estas graças, que excedem as de todos os Santos e Anjos, diz São Vicente.

Santificada por Deus dentro ainda do ventre de sua mãe Santa Ana, ela recebeu graça, não gota a gota, mas sim em grande enchente. Quando Deus escolhe alguém para algum empreendimento raro, Ele lhe concede as graças proporcionadas, assim o diz São Vicente.

Logo que grande multidão de graças não derramaria Deus sobre Maria, logo desde seu nascimento, se o mesmo Deus a escolhera para o mais alto empreendimento, isto é, para Mãe do Divino Salvador?! Ah! É por isso que o Arcanjo Gabriel a saudou, dizendo: – Deus vos salve, cheia de graça. Sim, Maria é cheia de graça, é um brilhante raio da luz eterna e um espelho sem mancha da divina Majestade.

Nasce Maria, nasce uma flor toda bela e engraçada. Sempre cheirosa e imarcescível, que desde a sua origem brilha mais do que a rosa entre os espinhos. Nasce Maria, e nasce a glória de Jerusalém, a alegria de Israel e honra do seu povo. Nasce Maria, e nasce a brilhante aurora que dissipa as trevas da medonha noite da culpa. Nasce a luminosa estrela da manhã, que com os seus luminosos raios das melhores virtudes há de mostrar o caminho da salvação: nasce Maria finalmente, nasce uma menina cheia de bênçãos e luzes do Céu, com o seu Criador a enriqueceu por um raro privilégio.

Dizem muitos Santos Padres, que Maria logo na sua conceição recebeu de Deus um perfeito uso de razão, uma grande luz divina correspondente à graça de que foi enriquecida. De sorte que podemos acreditar que Maria, logo desde sua conceição, conhecia as verdades eternas, a beleza das virtudes, a bondade infinita de Deus, o direito que Deus tem de ser amado, principalmente por ela, por causa das imensas graças que já lhe tinha concedido. Já eram imensas as graças que Maria recebera na sua conceição, e como desde então ela nunca esteve ociosa, como faria frutificar este tão grande capital de graças?! Ah, Maria é um mar de graças sobrenaturais!

Desde a sua conceição toda aplicada em amar a Deus, ela o amava sempre e com todas as forças do seu espírito, crescia sempre no amor divino e nas mais sublimes virtudes. Finalmente crescia mais na virtude e na perfeição, do que no corpo e na idade!…
Maria, quantas mais graças recebia, tanto mais se adiantava em perfeição e santidade, de sorte que se no primeiro momento ela recebeu mil graus de graça, no segundo recebeu dois mil, no terceiro três mil, no quarto quatro mil, e assim em graças bem como em virtudes! Ó Virgem Santíssima, com toda a razão podeis dizer: Eu sendo pequenina já comecei a agradar ao Altíssimo… Imitai, meninos, imitai Maria Santíssima nos seus primeiros anos.

Ela logo desde pequenina ia aumentando sempre nas virtudes, e vós? Vós sempre aumentando nos vícios, por meio de modas indecentes, por via de pragas e más palavras, por desobediência aos vossos pais e mães ou mestres, já irados, já teimosos, cheios de preguiça, finalmente por estes e outros pecados já tereis perdido a inocência, já sereis amigos e aliados do demônio, deserdados do Céu, e herdeiros do inferno.

Ó, quão cedo começastes a dar passos para o inferno! Que bem depressa perdestes a inocência! Vós deveis imitar a vossa Mãe Santíssima nos seus primeiros anos, no amor de Deus, na obediência, na humildade, no silêncio, na diligência, na pureza, e nas demais virtudes. Mas já vedes que não a tendes imitado: logo que há de ser de vós? Que deveis agora fazer, e nós todos? Arrepender-nos do passado e emendar-nos para o futuro, imitando-a daqui por diante, amando sempre a Deus, praticando sempre a virtude, e fugindo do vício: sobretudo consagremo-nos a ela, tomemo-la por nossa Mãe, sem nunca deixarmos de lhe rezar a sua coroazinha todos os dias.

Retirado do livro “Missão Abreviada”.

O verdadeiro humilde será exaltado. Acontecimentos na vida de São Francisco

Por São Boaventura

Preferindo a pobreza para si e seus irmãos acima de qualquer honra deste mundo, Deus que ama os humildes julgou-o digno de maior honra. Esse fato foi revelado a um dos irmãos, homem virtuoso e santo, numa visão que teve do céu.

Estava viajando com Francisco, quando entraram numa igreja abandonada, onde oraram com todo fervor. Este irmão teve então uma visão em que via uma multidão de tronos no céu, um dos quais era radiante de glória e adornado de pedras preciosas e era o mais elevado de todos. Estava maravilhado com tanto esplendor e se perguntava a quem ele caberia. Ouviu então uma voz que lhe dizia: “Esse trono pertenceu a um dos anjos caídos. Agora está reservado ao humilde Francisco”.

Ao voltar a si do êxtase, o irmão seguiu o santo que estava saindo da igreja. Retomaram o caminho e continuaram conversando sobre Deus. O irmão recordou-se então da visão e discretamente perguntou a Francisco o que achava de si mesmo. Respondeu o humilde servo de Cristo: “Reconheço que sou o maior pecador do mundo”. Replicou-lhe o irmão que ele não podia fazer semelhante afirmação em consciência tranquila, nem mesmo pensar assim. Francisco continuou: “Se Cristo houvesse tratado ao maior celerado dos homens com a mesma misericórdia e bondade com que me tem tratado, tenho certeza que ele seria muito mais reconhecido a Deus do que eu”. Ao ouvir palavras de tanta humildade, o irmão teve a confirmação de que a sua visão era verdadeira, sabendo perfeitamente que, segundo o santo Evangelho, o verdadeiro humilde será exaltado ao trono de glória de que o soberbo é excluído.

Extraído da obra “Legenda Maior”

Papel especial de Maria nos últimos tempos

por São Luis Maria Grignion de Montfort

Por meio de Maria começou a salvação do mundo e é por Maria que deve ser consumada. Na primeira vinda de Jesus Cristo, Maria quase não apareceu, para que os homens, ainda insuficientemente instruídos e esclarecidos sobre a pessoa de seu Filho, não se lhe apegassem demais e grosseiramente, afastando-se, assim, da verdade. E isto teria aparentemente acontecido devido aos encantos admiráveis com que o próprio Deus lhe havia ornado a aparência exterior. […]

Mas, na segunda vinda de Jesus Cristo, Maria deverá ser conhecida e revelada pelo Espírito Santo, a fim de que por ela seja Jesus Cristo conhecido, amado e servido, pois já não subsistem as razões que levaram o Espírito Santo a ocultar sua esposa durante a vida e a revelá-la só pouco depois da pregação do Evangelho.[…]

Nesses últimos tempos, Maria deve brilhar, como jamais brilhou, em misericórdia, em força e graça. Em misericórdia para reconduzir e receber amorosamente os pobres pecadores e desviados que se converterão e voltarão ao seio da Igreja católica; em força contra os inimigos de Deus, os idólatras, cismáticos, maometanos, judeus e ímpios empedernidos, que se revoltarão terrivelmente para seduzir e fazer cair, com promessas e ameaças, todos os que lhes forem contrários. Deve, enfim, resplandecer em graça, para animar e sustentar os valentes soldados e fiéis de Jesus Cristo que pugnarão por seus interesses.

Maria deve ser, enfim, terrível para o demônio e seus sequazes como um exército em linha de batalha, principalmente nesses últimos tempos, pois o demônio, sabendo bem que pouco tempo lhe resta para perder as almas, redobra cada dia seus esforços e ataques. Suscitará, em breve, perseguições cruéis e terríveis emboscadas aos servidores fiéis e aos verdadeiros filhos de Maria, que mais trabalho lhe dão para vencer”.

(Do livro: TRATADO DA VERDADEIRA DEVOÇÃO À SANTÍSSIMA VIRGEM)

Oração dos Pais pelos Filhos

Glorioso São José, esposo de Maria, concedei-nos Vossa proteção paterna, nós Vos suplicamos pelo coração de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Vós, cujo poder se estende a todas as necessidades, sabendo tornar possíveis as coisas impossíveis, volvei Vossos olhos de pai sobre os interesses de Vossos filhos.

Na dificuldade e tristeza que nos afligem, recorremos a Vós, com toda a confiança.

Dignai-Vos tomar sob o Vosso poderoso amparo este assunto importante e difícil, causa de nossas preocupações.

Fazei que o seu êxito, sirva para a glória de Deus e bem de seus dedicados servos. Amém.

São José, Pai e protetor, pelo amor tão puro que tivestes ao Menino Jesus, preservai meus filhos – os amigos de meus filhos e os filhos dos meus amigos – das corrupções das drogas, do sexo e de outros vícios e de outros males.

São Luís de Gonzaga, socorrei os nossos filhos.

Santa Maria Goretti, socorrei os nossos filhos.

São Tarcísio, socorrei os nossos filhos.

Santos Anjos, defendei meus filhos – e os amigos de meus filhos e os filhos de meus amigos, dos assaltos do demônio que quer perder suas almas.

Jesus, Maria, José, ajudai-nos a nós pais de família.

Jesus, Maria, José, salvai nossas famílias.

Por que devemos amar o nosso próximo?

Por que devemos amar o nosso próximo? Porque é amado por Deus. Com toda a razão o apóstolo S. João chama de mentiroso quem diz que ama a Deus, e entretanto odeia a seu próximo. Jesus Cristo disse que há de olhar como feito a si mesmo o bem que fizermos ao mínimo de seus irmãos; “Em verdade, vos digo, o que fizestes um de meus irmãos mais pequenos, a mim o fizestes” (Mt 25, 40). Do que conclui S. Catarina de Gênova que, para se conhecer quanto alguém ama a Deus, basta examinar-se quanto ama ao próximo.

A caridade cristã é um dos frutos mais preciosos da redenção. O profeta Isaías a predisse com as palavras: “Então habitará o lobo com o cordeiro e o leopardo se alojará junto ao carneiro… e não prejudicará um ao outro, nem o matará”(Is 11, 6).Com isso queria dizer que os futuros discípulos de Jesus Cristo, ainda que tendo inclinações e caracteres diversos e pertencendo a várias nacionalidades, haveriam de viver em toda a paz um com o outro, já que cada um cuidaria de se amoldar, pela caridade, à vontade e inclinação do outro. E na realidade, assim viviam os primeiros cristãos. “A multidão dos fiéis tinha um só coração e uma só alma” (At 4, 32). Isso foi o resultado da oração do divino Salvador dirigida a seu Eterno Pai antes de sua morte: “Pai santo, conservai em vosso nome aqueles que me destes, para que sejam um,como nós o somos” (Jo 17, 11).

É impossível amar a Deus sem amar ao mesmo tempo ao próximo. O mesmo mandamento que nos obriga ao amor de Deus nos impõe o amor do próximo.”Temos este mandamento de Deus, que quem ama a Deus ame igualmente a seu próximo” ( 1 Jo 4, 21).

São Tomás de Aquino conclui dessas palavras do Apóstolo que a única virtude da caridade abrange não só o amor de Deus, como também o amor do próximo, pois a única e mesma caridade faz que amemos não só a Deus, como também ao amor do próximo, pois a única e mesma caridade faz que amemos não só a Deus, como também o próximo por amor de Deus. Assim se explica o que São Jerônimo narra de São João Evangelista. Perguntado por seus discípulos por que recomendava tão repetidas vezes a caridade fraterna, respondeu: Porque é o preceito do Senhor e a sua observância só basta para a bem-aventurança eterna.

Santa Catarina de Gênova disse uma vez ao Senhor: Ó meu Deus, vós me mandais amar a meu próximo, e eu não posso amar senão a vós. Ao que lhe respondeu o Senhor: Minha filha, quem me ama, ama tudo que eu amo. De fato, quando se ama uma pessoa ama-se também seus parentes, seus servos, seu retrato e até suas vestes, e por quê? Porque são estimadas pela pessoa amada.

Da obra “ESCOLA DA PERFEIÇÃO CRISTÔ , compilada dos escritos de

Santo Afonso de Ligório pelo Pe. Saint-Omer, C.SS.R.

Necessidade se entender as orações e as cerimônias da Santa Missa

Extraído do Catecismo da Santa Missa

É necessário conhecer profundamente a Missa?

Um ato de religião praticado com tanta frequência, tão precioso em suas graças, e tão consolador em seus frutos, é desejoso que se conheça o mais possível, na medida das nossas capacidades.

Como podemos conhecer mais profundamente a Santa Missa?

Podemos conhecê-la mais profundamente estudando seus mistérios, seus dogmas, a moral que ela encerra, e até os menores detalhes de suas cerimônias e orações.

Para que devemos conhecer tudo isto?

Para que a Missa, que é o centro do culto católico, desperte os mais vivos sentimentos de religião e de piedade.

Que mais devemos conhecer da Missa?

Devemos conhecer suas palavras sagradas em que encontramos todo o sabor da unção de que estão repletas; cada ação e cada movimento do sacerdote; cada palavra que ele pronuncia para lembrar nossa alma e nosso coração que um Deus se imola para nós, e que nós também devemos nos imolar com Ele e por Ele.

Com que estado de espírito devemos assistir a Santa Missa?

Devemos deixar fora do santuário a indiferença e o tédio, a dissipação e o escândalo, e sermos, no templo, adoradores em espírito e verdade.

Deus exige de todos os fiéis uma instrução profunda e detalhada da Missa?

Não. Deus supre a sensibilidade da fé ao conhecimento que não foi possível adquirir e jamais irá desprezar o sacrifício de um coração arrependido e humilhado. (Sl 50, 19)

Quais as disposições essenciais e suficientes para aproveitarmos do santo sacrifício da Missa?

Devemos assistir a Santa Missa com a alma penetrada de dor pelas faltas cometidas, e nos aproximarmos confiadamente deste trono da graça, unindo-nos à vítima, Nosso Senhor Jesus Cristo, e à intenção da Igreja, na pessoa do sacerdote, e por seu ministério.

Que mais é salutar conhecer?

Devemos saber as grandes vantagens espirituais que um conhecimento mais íntimo da Santa Missa proporciona aos fiéis, com a explicação literal de suas orações e cerimônias.

A Igreja, acaso, ocultaria aos fiéis algum mistério da Santa Missa?

Não. Na Igreja nada há de oculto e ela jamais pretendeu ocultar qualquer mistério aos fiéis, seja da Santa Missa, como de qualquer outra cerimônia litúrgica, como será demonstrado neste Catecismo.

Qual a principal preocupação da Igreja quanto aos mistérios da Missa?

A Igreja somente teme que o pouco discernimento sobre os mistérios possa causar má interpretação às palavras neles contidas.

Como a Igreja procura evitar possíveis más interpretações?

Apresentando sempre explicações claras dos mistérios aos fiéis.

Há orientação explícita da Igreja para explicar os mistérios da Missa aos fiéis?

Sim. Os Concílios de Mogúncia, de Colônia e de Trento, como mais adiante veremos, ordenaram claramente que se prestassem aos fiéis as explicações necessárias para o melhor entendimento possível dos mistérios da Santa Missa, evitando, assim, más interpretações.

Que outras medidas tomou a Igreja para facilitar o entendimento dos mistérios da Missa?

A Igreja colocou à disposição de todos os fiéis o ordinário da Missa, e impôs como dever dos sacerdotes a explicação das orações e das cerimônias da Santa Missa.

Além do ordinário da Missa, há outras obras específicas sobre o Santo Sacrifício?

Sim; há inúmeras obras ao alcance dos fiéis sobre a Santa Missa, publicadas através dos séculos.

A explicação da Missa é dever somente dos sacerdotes?

Não. Além dos sacerdotes é dever também dos fiéis, e seremos felizes mesmo se, com pouco conhecimento, colocarmos algumas pedras nos muros de Jerusalém, enquanto outros manejam com mão hábil a espada da palavra santa para cuidar da sua defesa.

Qual o melhor método para nos aprofundarmos no conhecimento da Santa Missa?

Para compreendermos exatamente o verdadeiro sentido das orações da Santa Missa, é necessário conhecermos todas, palavra por palavra, o significado de cada termo, dos dogmas e dos mistérios nelas contidos.

Que mais é necessário conhecer sobre as orações?

É preciso, também, conhecer os objetivos da Igreja ao estabelecer as orações, bem como deduzir ao máximo possível as intenções dos santos padres, dos antigos escritos eclesiásticos e da tradição. Para isto torna-se necessária também uma explicação histórica, literal e dogmática de tudo o que constitui a Missa.

Comunidade de Tradição Católica em Parnaíba-PI. Tradição Católica no Brasil. Missa Tridentina no Piauí.