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JESUS CRISTO: Rei da Igreja, Rei de todos os homens, Rei de todos os Estados

por Pe. Mathias Gaudron

JESUS CRISTO É REI DA SOCIEDADE TEMPORAL?

Jesus Cristo não é apenas Rei da Igreja ou dos fiéis, mas também de todos os homens e de todos os Estados. Ele mesmo o disse antes de Sua Ascensão: “Todo poder Me foi dado no Céu e sobre a Terra” (MT 28, 18). Ele é Rei do mundo inteiro, nada pode se subtrair ao Seu poder.

Quais são os fundamentos da Realeza de Cristo?

O Papa Pio XI ensina na Encíclica Quas primas que Cristo tem um duplo direito à Realeza: Ele é Rei por natureza, em razão de um direito inato (Ele é o homem-Deus); Ele é Rei por conquista, por um direito adquirido (tendo resgatado o mundo, adquiriu, para si, todos os homens no Seu Sangue).

Essa Realeza de Cristo não se restringe apenas aos batizados?

Pio XI cita a esse propósito seu predecessor, Leão XIII: “Seu Império não se restringe apenas, exclusivamente, às nações católicas, nem somente aos cristãos batizados (…): abrange, igualmente, sem exceção, todos os Continuar lendo JESUS CRISTO: Rei da Igreja, Rei de todos os homens, Rei de todos os Estados

A criação do mundo e do tempo, e que interpretação se deve dar ao descanso de Deus

Por Santo Agostinho

É único e simultâneo o princípio da criação do mundo e dos tempos

O início da criação do mundo e o início do tempo são simultâneos. Sendo correta a distinção entre eternidade e tempo, […] as Sagradas Escrituras, que gozam da máxima veracidade, dizem que no princípio fez Deus o céu e a terra, dando a entender que antes nada fez, pois, se houvesse feito algo antes do que fez, diriam que no princípio o houvera feito. O mundo não foi feito no tempo, mas com o tempo. O que se faz no tempo faz-se depois de algum tempo e antes de algum, depois do passado e antes do futuro. Mas não podia haver passado algum, porque não existia criatura alguma, cujos mutáveis movimentos o fizessem. O mundo foi feito com o tempo e em sua criação foi feito o movimento mutável. É o que parece indicar também a ordem dos seis ou sete primeiros dias. Nomeiam-se, neles, a manhã e a tarde, até a criação de todas as coisas feitas por Deus. Qual a natureza desses dias é coisa inexplicável, talvez mesmo incompreensível.

Como eram os primeiros dias, que tiveram, segundo a narração, manhã e tarde, antes da criação do Sol

Vemos que os dias conhecidos não tem tarde, senão em relação com o pôr do Sol, nem manhã, senão em relação com seu nascimento. Pois bem, os três primeiros dias transcorreram sem Sol, pois Continuar lendo A criação do mundo e do tempo, e que interpretação se deve dar ao descanso de Deus

Como podemos reconhecer que a fé católica é a verdadeira?

Cristo provou a veracidade de sua missão pelos milagres que operou. É por isso que diz: “Não credes que Eu estou no Pai e que o Pai está em Mim? Crede ao menos por causa de minhas obras” (Jo 14,11). Os Apóstolos também se manifestaram por seus milagres: “Eles pregavam em todo lugar, o Senhor agia neles e confirmava a Palavra pelos milagres que a acompanha­vam” (Mc 16,20). Os milagres são, pois, provas da missão divina da Igreja.

Pode-se estar certo da existência de milagres?

Sempre houve milagres na Igreja, e a existência desses milagres nunca foi tão certa quanto hoje, quando se pode, graças aos conhecimentos e meios de investigação científicos, excluir as explicações naturais com muito mais facilidade do que Continuar lendo Como podemos reconhecer que a fé católica é a verdadeira?

Pena de morte, modernismo e Papa Francisco

Por Pe. Mauro Tranquillo, FSSPX

Com uma mensagem ex audientia Sanctissimi, a Congregação da Doutrina da Fé nos informou que um outro elemento da religião católica deve se considerar modificado oficialmente: a doutrina sobre a licitude da pena de morte.

O Catecismo publicado por João Paulo II, mesmo contendo inovações conciliares, ainda admitia (ainda que de maneira mais teórica) que a autoridade estatal pudesse cominar a pena capital em casos gravíssimos. Ao contrário, a modificação do número 2267 do referido catecismo nos diz que, contrariamente ao afirmado no passado, “a Igreja ensina, à luz do Evangelho, que ‘a pena de morte é inadmissível porque atenta contra a inviolabilidade e dignidade da pessoa’ e se empenha com determinação na sua abolição em todo o mundo” Especifica-se, seguindo a doutrina conciliar, que a dignidade humana nunca se perde, nem mesmo por crimes gravíssimos (Santo Tomás ensinava o oposto).

Tal inovação fora anunciada no Discurso de 11 de outubro de 2017 aos participantes do encontro promovido pelo Pontifício Conselho para a Promoção da nova Evangelização, por nós comentado no Convegno di Rimini de outubro de 2017. Por ser gravíssima uma alteração da doutrina católica mesmo no menor dos pontos, toca-nos sublinhar os Continuar lendo Pena de morte, modernismo e Papa Francisco

Lições do catecismo sobre a morte de Cristo

Para remir o mundo com o seu precioso sangue, Jesus padeceu sob Pôncio Pilatos, governador da Judéia, e morreu no madeiro da Cruz, da qual foi descido, e no fim sepultado. A palavra padeceu exprime todos os sofrimentos suportados por Jesus Cristo na sua Paixão. Jesus Cristo padeceu enquanto homem somente, porque enquanto Deus não podia padecer nem morrer. O suplício da cruz era, naqueles tempos, o mais cruel e ignominioso de todos os suplícios.

Jesus Cristo podia livrar-Se das mãos dos judeus ou de Pilatos mas, conhecendo que a vontade do seu Eterno Padre era que Ele padecesse e morresse pela nossa salvação, submeteu-Se voluntariamente, e até saiu ao encontro dos seus inimigos, e deixou-Se espontaneamente prender e conduzir à morte.

Jesus Cristo na Cruz orou pelos seus inimigos, deu por Mãe ao discípulo São João, e na pessoa dele a nós todos, a sua mesma Mãe, Maria Santíssima; ofereceu a sua morte em sacrifício, e satisfez à justiça de Deus pelos pecados dos homens.

Não bastava que viesse um Anjo satisfazer por nós, porque Continuar lendo Lições do catecismo sobre a morte de Cristo