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A Importância da Fé

Por Dom Antonio de Castro Mayer

O Primeiro concílio do Vaticano definiu a Infalibilidade do Romano Pontífice, em determinadas condições. Essas condições englobou-as o Concílio na expressão ex cathedra. Duas consequências: 1) nem todo ensinamento papal tem o mesmo grau de autoridade; 2) nem todo ensinamento papal é irreformável.

Toca, pois, ao próprio Pontífice indicar, em cada caso, e de modo claro que exclua qualquer sombra de dúvida, o peso da sua autoridade magistral empenhada. E ninguém, na Igreja, terá o poder de modificar o grau de autoridade determinado pelo Papa. A segunda consequência é que os ensinamentos não infalíveis são, eventualmente, passíveis de emendas e correções. O que o Concílio diz do Papa aplica-se também aos concílios, cuja autoridade deriva da autoridade do próprio Papa.

Semelhantes decisões do Primeiro Concílio do Vaticano adquirem especial atualidade após o segundo Concilio de mesmo nome que, literalmente, aplicou a indicação do primeiro no tocante ao modo de agir do magistério pontifício.

Com efeito, o Vaticano II declarou, formal e sobejamente, que não tinha intenção de formular definições dogmáticas. Isso já na alocução de João XXIII que abriu o Concílio, e depois em declaração oficial do mesmo Concílio. A doutrina, pois, do Vaticano II faz parte do magistério supremo da Igreja; no que tem de próprio, porém, não são definições, ou seja, não são afirmações válidas para todo o sempre.

Depois, a preocupação de se ajustar aos tempos modernos (cf. alocução de Paulo VI na clausura do Concílio) levou o grande sínodo a conclusões incompatíveis com doutrina já definida pela Santa Igreja. Tais conclusões devem ser rejeitadas pelos fiéis porque se opõem a pontos de Fé, como são os objetos de definições. Assim, a liberdade religiosa, entendida como direito de cada qual seguir sua religião, ainda que falsa, ou nenhuma, se for ateu, quando o que não corresponde à verdade e à moral não tem direito nem à existência nem à propaganda, nem à ação (Pio XII, Ciriesce no Cong. De Juristas Cat. Ital.).

Há portanto no Vaticano II pontos substanciais que nenhuma autoridade pode impor; pois a Fé obriga os fiéis a rejeitá-los. E São Roberto Belarmino declara que o fiel deve empenhar-se por que eventuais intervenções de autoridade, no sentido de impor esses pontos, não sejam executadas.

(Da obra O PENSAMENTO DE DOM ANTONIO DE CASTRO MAYER)

JESUS CRISTO: Rei da Igreja, Rei de todos os homens, Rei de todos os Estados

por Pe. Mathias Gaudron

JESUS CRISTO É REI DA SOCIEDADE TEMPORAL?

Jesus Cristo não é apenas Rei da Igreja ou dos fiéis, mas também de todos os homens e de todos os Estados. Ele mesmo o disse antes de Sua Ascensão: “Todo poder Me foi dado no Céu e sobre a Terra” (MT 28, 18). Ele é Rei do mundo inteiro, nada pode se subtrair ao Seu poder.

Quais são os fundamentos da Realeza de Cristo?

O Papa Pio XI ensina na Encíclica Quas primas que Cristo tem um duplo direito à Realeza: Ele é Rei por natureza, em razão de um direito inato (Ele é o homem-Deus); Ele é Rei por conquista, por um direito adquirido (tendo resgatado o mundo, adquiriu, para si, todos os homens no Seu Sangue).

Essa Realeza de Cristo não se restringe apenas aos batizados?

Pio XI cita a esse propósito seu predecessor, Leão XIII: “Seu Império não se restringe apenas, exclusivamente, às nações católicas, nem somente aos cristãos batizados (…): abrange, igualmente, sem exceção, todos os Continuar lendo JESUS CRISTO: Rei da Igreja, Rei de todos os homens, Rei de todos os Estados

Juramento Antimodernista de São Pio X que era feito por padres, bispos e professores até ser suprimido em 1967 por Paulo VI

Eu, N.N., abraço e aceito firmemente todas e cada uma das coisas que foram definidas, afirmadas e declaradas pelo magistério inerrante da Igreja:

Principalmente aqueles pontos de doutrina que diretamente se opõem aos erros do tempo presente.

  1. E em primeiro lugar: professo que Deus, princípio e fim de todas as coisas, pode ser certamente conhecido e, portanto, demonstrado, como a causa por seus efeitos, pela luz natural da razão, mediante as coisas que foram feitas (Rm 1,20), isto é, pelas obras visíveis da criação;
  2. Em segundo lugar: admito e reconheço como sinais certíssimos da origem divina da religião cristãos argumentos externos à Revelação, isto é, os feitos divinos, e em primeiro lugar os milagres e profecias, e sustento que são sobremaneira acomodados à inteligência de todas as idades e dos homens, mesmo os deste tempo;
  3. Em terceiro lugar: creio igualmente com fé firme que Continuar lendo Juramento Antimodernista de São Pio X que era feito por padres, bispos e professores até ser suprimido em 1967 por Paulo VI

Aderimos com firmeza a tudo o que a Igreja de sempre creu e praticou em matéria de fé… (Declaração de 21 de novembro de 1974)

Por Dom Marcel Lefebvre

Aderimos de todo coração e com toda nossa alma à Roma católica, guardiã da fé católica e das tradições necessárias para a conservação dessa fé; à Roma eterna, mestra da sabedoria e da verdade.

Pelo contrário, negamos e sempre nos havemos negado a seguir a Roma de tendência neomodernista e neoprotestante, que se manifestou claramente no Concílio Vaticano II e, depois do Concílio, em todas as reformas que dele nasceram.

De fato, todas essas reformas contribuíram e seguem contribuindo à demolição da Igreja, à ruína do sacerdócio, à destruição do sacrifício e dos sacramentos, ao desaparecimento da vida religiosa e à implantação de um ensino naturalista e teilhardiano nas universidades, seminários e catequeses, surgido do liberalismo e do protestantismo e condenado tantas vezes pelo Magistério solene da Igreja.

Nenhuma autoridade, nem sequer a mais elevada da hierarquia, pode obrigar-nos a

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