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Deus semeando trigo no seu campo

Sermão de Dom Lourenço Fleichman

Se nós compreendêssemos a beleza da criação

Caríssimos irmãos, assim foi no início do tempo, Deus plantou o seu trigo. Tudo que Ele criou, a maravilha da criação, todos os astros, a ordem que está nesses astros todos, desde o momento em que o mundo começou a se embelezar por obra da Providência Divina, preparando o lugar onde seria criado o homem para depois então nascer o Salvador, tudo isso é obra das mãos de Deus com uma beleza que poderia nos trazer uma certa contemplação suficiente pro resto das nossas vidas. Se nós compreendêssemos a beleza da criação, se nós pudéssemos vislumbrar um pouco aquilo que na sua pureza inicial estava presente na vida de Adão e Eva, aquele Paraíso era o menos de tudo. O Paraíso era para eles um lugar de delícias, mas era um lugarzinho no centro daquela terra maravilhosa que Deus criou para o homem. O centro daquelas estrelas, milhares e miríades de estrelas que Deus criou para o homem, todos os sóis e todos os sistemas planetários foram feitos para embelezar a noite do homem e iluminar o seu dia. E ali viviam Adão e Eva. Viviam em plena felicidade e não precisavam de mais nada. Toda essa criação posta para a admiração e a contemplação dos nossos primeiros pais. É o trigo, é trigo na nossa parábola. Está ali crescendo, amadurecendo, tornando-se aquela plantação dourada que sacode ao vento e que tanto fez escreverem os poetas sobre a beleza da plantação do trigo.

e vem, então, o pecado original

Muito mais variado do que o trigo. As florestas, os rios, as montanhas, tudo que acontece na natureza quando faz sol e as plantinhas crescem, quando chove e molha e rega as plantinhas, quando cai a neve para que no inverno aquelas plantinhas hibernem para poderem explodir de vida na primavera. Tudo foi feito nessa beleza inicial e estava assim no paraíso de Adão e Eva. Veio o inimigo do homem, diz o texto do evangelho, e semeou a cizânia, semeou a feiura, semeou o pecado. Começa com a serpente aparecendo para Eva, tentando a mulher naquela fraqueza do seu espírito: “Sereis como deuses” e vem, então, o pecado original. A mulher cai, desgraçadamente cai naquela conversa fiada do demônio e aceita, no seu orgulho profundo, ser mais do que era – que já não era tudo o que podia ser porque era dependente da costela de Adão, foi criada com aquela referência do homem. Ele, o chefe da família e, ela, a companheira. Ela, aquela que vinha para dar a ele os filhos e juntos formarem aquela primeira sociedade na família, que hoje está sendo destruída pelo mundo.

Assim, então, Adão e Eva poderiam ter vivido numa felicidade muito maior se seus filhos tivessem nascido na confirmação da glória. Se eles tivessem nascido depois de eles terem vencido a tentação, teriam sido confirmados na glória e todos os homens teriam nascido já no Paraíso, já na vida eterna, já na visão beatífica de Deus. Se Deus determinasse que haveria a humanidade, porque talvez bastaria para ele ter Adão e Eva na contemplação da Sua beleza, do Seu ser, e não precisaria de outros seres. A multiplicidade de homens vem um pouco pelo pecado, vem um pouco para resgatar o pecado e fazer com que aquela concentração de visão e de amor que eles teriam e que perderam pelo pecado seja então recuperada pela multidão dos eleitos, daqueles todos que Deus criou e viu que seriam salvos. Na sua pré-visão, Ele já sabe todos os que são salvos e todos os que são condenados. E não poderia deixar de ser assim, porque Deus vive no presente eterno, nós é que passamos o tempo, mas Ele, no Seu presente eterno, vê o início e o fim das nossas vidas.

continuamos nós vivendo das consequências do pecado

O pecado vem porque o inimigo do homem semeia o pecado no meio do trigo, no meio da criação, no meio da beleza daquele Paraíso terrestre. E Adão e Eva caíram no pecado. Não foi só Eva, não! Adão a acompanhou! Eva teve a fraqueza dela e Adão teve a dele. Eva teve a fraqueza de mulher, fraca no seu juízo, fraca no seu entendimento. Adão teve sua fraqueza: a sedução da mulher. Assim é até hoje. Até hoje continuamos nós vivendo dessas mesmas consequências do pecado. É aí que está a missa de hoje, é aí que está o resultado de eles terem pecado. Foram expulsos do Paraíso, Deus colocou o querubim com uma espada de fogo para fechar a porta do Paraíso, para que não acontecesse que algum dos seus filhos invadisse o Paraíso e comesse do fruto da árvore da vida, que estava no centro do Paraíso, que é a cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo. Foi necessário fechar o Paraíso, foi necessário transformá-lo num deserto, para que viesse no seu tempo o Salvador. E aí sim, a árvore da vida fosse plantada de vez no centro da Terra, em Jerusalém, onde Jesus Cristo morreu. O fato é que todos nós, filhos de Adão e Eva, nascemos com o pecado original. À exceção da Virgem Maria, todos nós, todos os homens – e isso é um dogma de fé – todo católico não tem nem que pestanejar, sabe que Adão e Eva existiram, sabe que eles pecaram no primeiro pecado e sabe que Deus transmitiu este pecado a todos os descendentes de Adão e Eva, que somos nós e toda a humanidade, exceção feita da Virgem Maria. Ela, preservada do pecado original para que dela nascesse o Salvador, isso nós sabemos também, não precisamos discutir.

uma privação da graça

Então, o pecado original é transmitido para nós. E todos os homens nascem com esse desregramento que é o pecado original. Não se trata de uma culpa. É preciso que, de vez em quando, nós voltemos à doutrina do pecado original porque hoje ele já não é mais considerado. Mesmo dentro das igrejas já não se fala mais do pecado original. Por causa disso chegam à conclusão que o inferno está vazio, ou mesmo não existe, que Deus é bom demais e vai levar todos pro Paraíso. Não acreditam nem em Adão e Eva, quanto mais no pecado original. Como poderiam acreditar no pecado original se eles não acreditam em Adão e Eva? Não são católicos, perderam a fé. Essa que é a realidade.

Mas nós acreditamos em Adão e Eva, e sabemos que eles pecaram. Está escrito na Bíblia, Deus revelou isso aos homens. E quando eles pecaram, Deus, por castigo transmitiu a toda a humanidade aquela marca do pecado. Não de um pecado atual, nós não nascemos pecadores no sentido de já termos um pecado atual nosso a pagar. É uma privação da visão de Deus, uma privação da graça. Todos os homens nascem sem alguma coisa, e essa alguma coisa é necessária para que o homem, no seu estado de natureza decaída, porque somos filhos de Adão e Eva, pecadores, então já não temos mais aqueles dons preternaturais que nos elevavam a não pecar mais, a não morrer, a não sofrer, a não ter dor, todos nós então nascemos com essa privação da graça. E essa privação da graça nos inclina a pecar. Então a criancinha chega na idade da razão, quando ela tem a noção exata de que se ela fizer aquele ato ela vai estar ofendendo a Deus – a criança chega aos seis…, sete… anos nessa compreensão – “não é apenas papai e mamãe que eu vou estar desobedecendo, é Deus. E isso me leva pro inferno, se eu fizer”, e ela faz assim mesmo, cometeu o seu primeiro pecado. É por isso que na educação das criancinhas é absolutamente necessário levar as crianças a treinar a obediência, a treinar a veracidade, a não aceitar que uma criança minta, não aceitar que ela desobedeça ou que ela seja egoísta com seus irmãozinhos e tudo mais que vocês conhecem, para que , chegando na idade da razão ela possa dizer “sim” a Deus e “não” ao pecado.

aprendendo nos primeiros anos de vida

É muito importante que o primeiro ato da criança seja um ato de virtude, porque ela aprendeu, ela foi aprendendo nos primeiros anos de vida, ela foi aprendendo e formando o seu caráter nos seus primeiros aninhos da vida. Os pais não podem perder tempo na correção dos seus filhos. Nasceu, já tem que ser corrigido porque nasceu na natureza decaída. Então ele já nasce tendo que ser corrigido. Alguma coisa tem ali no olhar dele que já não é tão inocente quanto a gente acha porque a natureza dele vai em um caminho de perda do controle da razão sobre os seus sentimentos. É claro que a criança recém-nascida ainda não manifestou nada disso, mas é muito cedo que a criança manifesta, muito cedo a criança começa a fazer as suas birrinhas, e essa birrinha já tem que ser corrigida. Os pais precisam orientar os filhos: aqui quem manda são os pais e não a criança. E a criança tem que aprender que tem certas regras na vida desde muito cedo. E vai fazer chorando ou não chorando. Não tenham medo do choro da criança, é uma forma de ela reagir, de ela impor a sua vontade, e os pais não podem ter medo disso, ao contrário, tem que dar um sorriso e ordenar a coisa direito, segundo o bem daquela criança que é a vontade do pai e da mãe. Tudo isso é marca do pecado original na alma das criancinhas. É preciso que nos primeiros anos a criança já vá sendo formada porque aos quatro…, cinco anos ela já está preparada para fazer seu primeiro ato de virtude sobrenatural ou seu primeiro pecado. Qual será o desejo dos pais católicos que seja o primeiro ato de seus filhos? É claro que vai ser a virtude. Então trabalhem nesses primeiros anos de vida porque não é assim: “depois a gente vai ver o que que ele vai ser”. Não! É agora que é preciso formar essas crianças, no início da infância dos seus filhos.

a reposição daquilo que Adão e Eva perderam

Mas o fato é que não apenas as criancinhas sofrem pelo pecado original, mas nós carregamos essa tara a vida toda. E precisamos entender que a ausência da graça, que o pecado original sendo uma privação, é então necessário que haja a reposição daquilo que Adão e Eva perderam, e foi o que Nosso Senhor Jesus Cristo fez instituindo os sete sacramentos. O Batismo é a restituição de uma situação mediana, porque nós não vamos recuperar a natureza íntegra, isso só depois no Paraíso. A natureza íntegra com nossa razão, tanto natural quanto sobrenatural, dominando sobre nossas paixões, só no Paraíso. Mas a graça consegue pelo menos restaurar uma parte disso porque nós podemos voltar do pecado para a vida. Podemos voltar do pecado que mancha a alma para a vida que limpa nossa alma. Então o Batismo vai fazer com que a criança recupere a graça de Deus. Aquela criança torna-se filha de Deus. A gente diz isso de um modo um pouco banal, mas vamos parar e pensar: estamos voltando ao Paraíso perdido quando saímos da pia batismal. Mais um ponto para os pais prestarem atenção: seus filhos precisam não apenas do Batismo, mas também das atitudes próprias do batizado. Essas atitudes próprias significa vida de oração, em primeiro lugar. Se são filhos de Deus então têm que fazer companhia a Deus. Mas Deus está lá no Paraíso. Então a companhia a Deus significa oração. Oração constante, oração todo dia. E não tem choro de criança que vai impedir a criança de rezar. Vai rezar chorando, mas tem que habituar-se em rezar todos os dias. E o que nós vemos? Os pais se incomodam com o choro da criança, atrapalha a vida deles. A criança fica pirracenta e, então, não reza, não obedece não faz o que os pais querem e isso vai viciando a criança e caminhando ela para o drama do pecado. Então é ali, nesse momento em que, batizada, a criança tem obrigações para com Deus.

introduzir costumes católicos nas crianças

Vamos ensinar nossas crianças a rezarem de verdade, a se habituarem com a oração, porque na idade da inocência, batizadas e não ainda na idade da razão a oração da criança tem um poder que nós não podemos imaginar, porque são inocentes. É necessário não apenas fazer com que as crianças rezem, mas contar com a oração das crianças. Explicar para a criança que tem uma pessoa doente na família e a ela vai rezar pelo tio, pela tia, pela avó… Tudo isso faz parte da vida de uma família católica. Onde está o Sagrado Coração de Jesus? Onde está o oratoriozinho onde a criança vai rezar? Essas coisas são necessárias.

Outro ponto: é preciso introduzir costumes católicos nas crianças. Missa dominical, a criança precisa entrar no ritmo da missa dominical desde pequenininha porque aquilo vai se tornando para ela uma respiração, vai se tornando para ela o mesmo do comer e do dormir, a criança sabe quais são os ritmos da casa e quando não tem alguma coisa ela estranha. Hora de dormir, hora de visitar a vovó… a criancinha vai percebendo isso. A missa também:  Quantas vezes as crianças falam para os seus pais: “Ué, não vamos para a missa hoje?”, porque os pais trocaram o horário da missa ou alguma coisa assim. É necessário dar às crianças essa formação de elas se acostumarem, se habituarem com o horário da missa e, dentro do horário da missa, é claro que a criança muita pequenininha tem as suas dificuldades, mas logo ela tem que se habituar com a ordem da missa. E a ordem da missa significa silêncio. Papai está em silêncio, a criança tem que ficar em silêncio também. E são os pais que vão mais uma vez que vão dar à criança o critério e se ela não obedecer ela precisa ser corrigida para se habituar com aquele momento em que ela está ali para rezar, mesmo que a sua capacidade de oração ainda seja muito pequena para o tempo que se passa na missa.

Tudo isso é Deus semeando trigo no seu campo, tudo isso é Deus corrigindo o nascimento da cizânia, da erva daninha que o inimigo do homem lançou no seu campo. Tudo isso é Deus dizendo àqueles operários: “Deixem crescer a erva junto com o trigo e na época da colheita nós separamos o trigo para o celeiro de Deus, que é o Céu, o Paraíso, e queimamos a erva daninha“. É esse o ensinamento que nós temos pra tirar da missa de hoje: lembrarmos da existência dessa inclinação perversa que nós guardamos dentro de nós por causa do pecado original, trabalharmos ativamente para corrigirmos essa tendência através da vida de oração, através da vida de estudo sério, e através dessa educação dada às crianças para formar na família um núcleo de presença diante de Deus de oração verdadeira e de vida da virtude, que deve brilhar na vida do católica. Em  nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, amém!

Niterói, 11/11/2018

 

 

 

Temos obrigação de continuar rezando pelo Brasil

Por Dom Lourenço Fleichman

Nós vivemos num mundo que não suporta que Jesus Cristo reine sobre as nações

Domingo passado foi a Festa de Cristo Rei. Do mesmo modo que na leitura do Apocalipse está dito que aquele Cristo, aquele Senhor que reina no Céu reina também sobre todas as nações, Nosso Senhor também é apresentado pela Igreja como Senhor de todos os povos, de todas as nações. Senhor de todas as políticas, chefe de todas as políticas que há na terra. Porém, nós vivemos num mundo que recusa o reinado de Nosso Senhor Jesus Cristo. Nós vivemos num mundo que não suporta que Jesus Cristo reine sobre as nações. E inventaram teorias, filosofias, políticas para tentar convencer os homens de que Continuar lendo Temos obrigação de continuar rezando pelo Brasil

Devoção dos Sete Domingos de São José. Quarto Domingo: Profecia de Simeão

CONSIDERAÇÃO

E depois que se cumpriram os dias da purificação de Maria segundo a lei de Moisés, levaram o Menino a Jerusalém, para oferecê-lo ao Senhor. (Lc 2, 22). E ele (Simeão) tomou a Jesus em seus braços e bendizia ao Senhor. (Lc 2, 28) E Simeão lhes abençoou e disse a Maria, mãe de Jesus: “eis está posto para queda e levantamento de muitos em Israel, em sinal de contradição, e tua mesma alma traspassará uma espada. (Lc 2, 34-35)

PONTO 1. — Considera a pontualidade com que São José cumpre todas as leis do Antigo Testamento, apesar de Jesus não estar obrigado a nenhuma delas, e nem tão pouco ele, no que dizia respeito a seu divino Salvador. Foi ao templo, pois, para cumprir a lei da purificação de Maria e da oferta e resgate dos primogênitos. Aprende a obediência até nas cousas difíceis e humilhantes. Encontraram no templo dois santos velhos, Simeão e Ana, a profetisa; e como estes vissem entrar a Jesus em companhia de São José e de sua Mãe Santíssima, logo principiaram a louvá-lo. E Simeão tomando em seus braços o Menino Jesus começou a dizer em alta voz que Continuar lendo Devoção dos Sete Domingos de São José. Quarto Domingo: Profecia de Simeão

A salvação da alma depende geralmente do tempo da juventude

Por Dom Bosco

Dois são os lugares que nos estão reservados na outra vida: para os maus, o inferno, onde se sofre todos os tormentos; para os bons, o Paraíso, onde se goza todos os bens. Mas o Senhor vos diz claramente que se vós começardes a ser bons no tempo da juventude, sereis igualmente no resto da vida, a qual será coroada com uma eternidade de glória.Pelo contrário, se começardes a viver mal no tempo da juventude, muito facilmente continuareis assim até a morte, e isto vos conduzirá inevitavelmente ao inferno.

Por isso, quando virdes homens de idade avançada entregues ao vício da embriaguez, do jogo, da blasfêmia, podereis quase sempre dizer que tais vícios começaram na juventude. Ah! filho querido, diz Deus, recorda-te do teu criador no tempo de tua juventude. Em outro lugar declara feliz o homem que Continuar lendo A salvação da alma depende geralmente do tempo da juventude

Devoção dos sete domingos de São José. Terceiro domingo: Circuncisão de Jesus

 

CONSIDERAÇÃO

E depois que se cumpriram os oito dias em que devia ser circuncidado o Menino, foi chamado com o nome de Jesus, que já lhe dera o anjo antes de ser concebido. (Lc 2, 21).

PONTO 1. — Que admirável é a divina Providência em seus Santos! Como sabe Deus misturar divinamente as consolações com aflições terríveis! Passara São José oito dias de verdadeira felicidade, fazendo companhia a Jesus, apesar das muitas privações e sofrimentos que padecera em Belém, repetiria ele sem dúvida em seu coração o que depois disse São Pedro: Bom é ficarmos aqui. Pobre São José! Passados oito dias ele mesmo por si, ou o sacerdote em sua presença, circuncidou a Jesus! Que dor para o coração do ilustre Patriarca! Ele que amava a Jesus como a seu Deus com todo seu coração. Ele que o amava como a um filho que lhe confiara o Eterno Pai. Ele que sabia que Continuar lendo Devoção dos sete domingos de São José. Terceiro domingo: Circuncisão de Jesus

Devoção dos Sete Domingos de São José – Segundo Domingo: NASCIMENTO DE JESUS

CONSIDERAÇÃO

E deu a luz Maria a seu Filho primogênito, e o envolveu em paninhos, e encostou numa manjedoura, porque não havia lugar nas pousadas. (Lc 2, 7) Estava no mundo e o mundo foi feito por Ele, e o mundo não o conheceu. (Jo 1, 10) Veio aos seus e os seus não o conheceram. (Jo 1, 11)

PONTO 1. — Disse Jesus, quando pregava depois o seu Evangelho: “As aves do céu têm seus ninhos e as raposas seus covis, mas o Filho do homem não tem onde encostar sua cabeça”. Cumpriu isso Jesus não só na vida pública senão que começou no seu nascimento: Continuar lendo Devoção dos Sete Domingos de São José – Segundo Domingo: NASCIMENTO DE JESUS

O Choro da Bala Perdida

Dom Lourenço Fleichman OSB

Todos os dias, na cidade do Rio de Janeiro, acontecem tiroteios, confrontos entre policiais e bandidos, nas favelas e periferias. Todos os dias há mortos, há dramas, há choro.

A população da cidade e do país fica submetida a uma série de pressões, de stress, de medos. Vivemos assim e, como em toda guerra, procuramos levar a vida dentro de certa normalidade.

Acontece que, invariavelmente, essas situações dramáticas apresentam cenas muito parecidas, eu diria mesmo repetitivas, diante do olhar distraído de todos, sem que as pessoas pareçam saber como lidar com elas.

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José na Encarnação do Filho do Deus 

 Devoção dos Sete Domingos de São José – PRIMEIRO DOMINGO 

CONSIDERAÇÃO

Como estivesse desposada Maria, sua Mãe com José, antes de morarem juntos, foi achada tendo concebido do Espírito Santo. (Mt 1, 18) José seu esposo, sendo justo, não quis denunciá-la, mas quis deixá-la ocultamente. (Mt 1, 19). E quando consigo revolvia estas coisas, apareceu-lhe o anjo do Senhor em sonhos e lhe disse: JOSÉ, FILHO DE DAVID, NÃO TEMAS RECEBER A MARIA TUA ESPOSA, PORQUE O QUE LEVA EM SUAS ENTRANHAS É OBRA DO ESPÍRITO SANTO. (Mt 1, 20).

PONTO 1. — Grande era, devoto josefino, o mistério verificado em Maria, quando ela pertencia já a São José, com quem estava desposada. Parecia, porém, ser conveniente. para evitar dissabores a nosso Santo, prevenir-lhe do que havia de acontecer. Não fez Deus assim, mas quis prová-lo no crisol da tribulação. Seria porque não amasse Deus a São José? Amava-o tanto, que o escolheu para esposo de Sua Mãe Santíssima. Mas prova-o e acrisola-o, porque Continuar lendo José na Encarnação do Filho do Deus