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Como podemos reconhecer que a fé católica é a verdadeira?

Cristo provou a veracidade de sua missão pelos milagres que operou. É por isso que diz: “Não credes que Eu estou no Pai e que o Pai está em Mim? Crede ao menos por causa de minhas obras” (Jo 14,11). Os Apóstolos também se manifestaram por seus milagres: “Eles pregavam em todo lugar, o Senhor agia neles e confirmava a Palavra pelos milagres que a acompanha­vam” (Mc 16,20). Os milagres são, pois, provas da missão divina da Igreja.

Pode-se estar certo da existência de milagres?

Sempre houve milagres na Igreja, e a existência desses milagres nunca foi tão certa quanto hoje, quando se pode, graças aos conhecimentos e meios de investigação científicos, excluir as explicações naturais com muito mais facilidade do que no passado. A autossugestão e a alucinação não têm lu­gar aqui. Uma multiplicação de alimentos constatada por várias pessoas que não foram de nenhum modo influenciadas; a ressurreição de um morto; ou a cura súbita de um órgão quase completamente destruído não podem ser explicadas daquele modo. A Igreja não reconhece um milagre enquanto resta alguma possibilidade, ainda que mínima, de explicação natural.

Todos os milagres são de ordem física?

Ao lado dos milagres ditos “físicos” (fatos que são fisicamente inexpli­cáveis pelas meras forças da natureza), há também aqueles que se chamam milagres “morais” (fatos que são moralmente inexplicáveis pelas meras forças da natureza).

Dê-nos exemplos de milagres morais.

A difusão do Cristianismo é um milagre moral, pois nenhuma explicação natural pode dar conta do fato de que doze pescadores sem instrução e sem in­fluência possam ter convertido, em pouco tempo, uma grande parte do mundo, e isso apesar da oposição dos ricos e poderosos. A santidade multiforme que flo­resce sem interrupção na Igreja há dois mil anos é igualmente um milagre moral.

Os milagres provam as Verdades de Fé?

Os milagres não podem provar diretamente as Verdades de Fé, nem forçar a crer, pois então a Fé não seria mais a Fé, mas uma ciência. Eles mostram, no entanto, que a Fé não é uma confiança cega e sem fundamento, que ela não se opõe à razão, e que, ao contrário, não é razoável descrer!

Além das provas de veracidade do Catolicismo, há provas diretas da falsidade do protestantismo?

Que as frações protestantes do Cristianismo não podem estar na Ver­dade deriva do simples fato de serem tardias divisões da Igreja de Cristo. Lutero não reformou a Igreja, como pretendeu, mas inventou novas doutrinas que contradizem aquilo em que os cristãos creram no passado. Os cristãos sempre estiveram convencidos, por exemplo, de que a Eucaristia só poderia ser celebrada por um homem ordenado padre e que a Santa Missa é um ver­dadeiro Sacrifício. Como poderia ser verdadeiro pretender, de repente, mil e quinhentos anos depois, algo diferente? Como a Igreja Anglicana poderia ser a verdadeira, uma vez que ela deve sua existência somente ao adultério do Rei Henrique VIII?

Pode-se, então, facilmente, encontrar a verdadeira religião?

Devemos constatar com o Papa Leão XIII:

“Reconhecer qual é a verdadeira religião não é difícil a qualquer um que queira julgar com prudência e sinceridade. Com efeito, provas numerosas e estupendas; a verdade das profecias; a multidão de mi­lagres; a prodigiosa rapidez da propagação da Fé, mesmo entre seus inimigos e diante dos maiores obstáculos; os testemunhos dos már­tires e outros argumentos similares provam claramente que a única verdadeira religião é a que Jesus Cristo instituiu Ele mesmo e cuja guarda e propagação deu à Sua Igreja como missão.”

Se é simples encontrar a verdadeira religião, como explicar que tantos homens não a reconheçam?

Se tantos homens não reconhecem a verdadeira religião é sobretudo porque muitos pecam por negligência nesse assunto. Não se preocupam em conhecer a Verdade sobre Deus, mas se contentam com os prazeres deste mundo, com costumes e com superstições do meio em que vivem e que bastam para satisfazer seu sentimento religioso; eles não têm sede de Ver­dade. Muitos pressentem, além disso, que a verdadeira religião lhes exigirá sacrifícios que não desejam. Enfim, o homem é naturalmente um “animal social”: tem necessidade de ajuda em todos os domínios (físico, técnico, in­telectual e moral) e depende muito da sociedade onde vive. Se esta é islâmica ou ateia (como a nossa), se a escola e as mídias o afastam do Cristianismo (e também, embrutecem-no para o impedir de refletir), ser-lhe-á muito difícil nadar contra a corrente.

 (Pe. Matthias Gaudron, no “Catecismo Católico da Crise na Igreja)

Fatos históricos que comprovam a intervenção de Nossa Senhora em favor da Igreja, quando invocada através do Santo Rosário durante época de grande tribulação

Intervenções de Maria na história da Igreja

Trecho da encíclica Supremi Apostolatus Officio, de Leão XIII

“Mas esta ardente e confiante piedade para com a augusta Rainha do Céu foi posta em mais clara luz quando a violência dos erros largamente difundidos, ou a transbordante corrupção dos costumes, ou o assalto de inimigos poderosos, pareceram pôr em perigo a Igreja militante de Deus.

As memórias antigas e modernas e os sagrados fastos da Igreja relembram, de uma parte, as súplicas públicas e particulares e os votos elevados à divina Mãe, e, de outra parte, os auxílios por meio dela obtidos, e a tranquilidade e a paz pelo Céu concedidas. Daí tiveram origem esses títulos insignes com que os povos católicos a saudaram: Auxiliadora dos cristãos, Socorredora e Consoladora, Dominadora das guerras, Senhora das vitórias, Pacificadora. Entre os quais é principalmente digno de menção o titulo, tão solene, do Rosário, que consagra à imortalidade os seus assinalados benefícios em favor da inteira Família cristã.

Nenhum de vós, ó Veneráveis Irmãos, ignora quantas dores e quantas lágrimas, no fim do século XII, proporcionaram à santa Igreja de Deus os hereges Albigenses, que, nascidos da seita dos últimos Maniqueus, haviam infectado de perniciosos erros a Continuar lendo Fatos históricos que comprovam a intervenção de Nossa Senhora em favor da Igreja, quando invocada através do Santo Rosário durante época de grande tribulação

A FÉ PODE AUMENTAR OU SE PERDER. Como Aumenta? Como se Perde?

Pe. Emmanuel-André

A Fé pode aumentar, a Fé pode diminuir e se perder. A Fé, consistindo essencialmente na adesão de nosso espírito à verdade revelada, aumenta ou diminui segundo seja a adesão mais ou menos firme.

Ora, sendo a alma humana ativa por natureza, é indispensável que sua Fé aumente ou diminua. Ela aumenta se a alma avança no conhecimento do Pai e do Filho e do Espírito Santo, se a alma penetra melhor nas verdades do Credo, em uma palavra, se a alma progride no caminho da verdade.

Mas como a Fé requer, juntamente com assentimento do espírito, o movimento de piedade da vontade que quer crer, evidentemente a Fé também pode e Continuar lendo A FÉ PODE AUMENTAR OU SE PERDER. Como Aumenta? Como se Perde?

A Integridade de Dom Marcel Lefebvre – Parte II – Aplicação à crise

Texto publicado em 02 janeiro de 2018 por FSSPX.NEWS.
Tradução da Capela Santo Agostinho

Clique aqui para ler a Parte I

Aplicação à Crise

Voltemos às três posições em autoridade definidas anteriormente (na Parte I) para ver como elas são aplicadas para a decisão prudente de haver ou não um dever de estar sob a autoridade de uma hierarquia modernista:

  • Sedevacantistas:Modernistas não têm autoridade. Não se deve colocar de acordo com as autoridades em Roma de qualquer forma até que eles voltem à Tradição.
  • Neoconservadores:Modernistas têm toda a autoridade. É preciso colocar-se sob quem tem autoridade, não importa o que essas autoridades estão a ordenar.
  • Dom Lefebvre:Modernistas legitimamente exercem autoridade quando eles ordenam de acordo com a fé. Deve-se submeter-se à autoridade de Roma quando se pode ter certeza de que ela será capaz de manter sua fé católica. A base para essa garantia, no caso da FSSPX, seria a isenção da influência modernista pela concessão de uma entidade separada, como uma prelatura pessoal. Se à FSSPX foi concedido um reconhecimento canônico ‘como ela é’, então ela seria deixada como ela é, enquanto estiver sob a autoridade romana, e assim ser capaz de manter a fé.

Deve ficar claro que a posição do Arcebispo foi completamente consistente com a noção católica de autoridade. Também deve ficar claro que suas decisões prudentes em relação à regularização da FSSPX sob uma hierarquia modernista eram simplesmente uma aplicação dessa noção. Assim, ele era Continuar lendo A Integridade de Dom Marcel Lefebvre – Parte II – Aplicação à crise

A integridade de Dom Marcel Lefebvre – Parte I

Texto publicado em 02 janeiro de 2018 por FSSPX.NEWS.
Tradução da Capela Santo Agostinho

Neste artigo, Pe. Paul Robinson considera se Dom Lefebvre mudou sua política sobre as relações com Roma depois das consagrações de 1988.

O Arcebispo Marcel Lefebvre era bem conhecido ao longo de sua vida por ser um homem de grande integridade. Ele era inabalável nos seus princípios, honesto em todas as suas relações, e caridoso a uma falha. Entre as ideias fundamentais que o nortearam estavam as noções católicas de autoridade e obediência, que dirigia a prudência heroica do Arcebispo nas muitas decisões difíceis que teve de fazer em suas relações com Roma.

Algumas figuras, no entanto, parecem negar que o arcebispo era um homem de integridade de princípios nas suas ideias sobre a Igreja e em suas relações com as autoridades romanas. Alguns o acusam de ter princípios contraditórios, enquanto outros o acusam de ter mudado seus princípios depois das consagrações episcopais.

Este artigo vai tentar defender o seu bom nome, considerando a posição do arcebispo e mostrando que ele nunca mudou. Vamos primeiro considerar a noção de autoridade e como essa noção influenciou sua atitude para com as autoridades romanas. Então, em segundo lugar, vamos mostrar que as consagrações não fizeram o Arcebispo mudar seus princípios ou a aplicação deles.

Princípios do Arcebispo sobre autoridade

A maneira mais útil de considerar os princípios do arcebispo sobre a autoridade é comparar três diferentes posições que foram tomadas no que diz respeito à autoridade da hierarquia pós-conciliar, em que a maioria dos clérigos foi infectada com o Modernismo, em maior ou menor grau. Estas três posições são as seguintes: Continuar lendo A integridade de Dom Marcel Lefebvre – Parte I

A purificação do coração e o temor filial de Deus são condições do progresso da nossa santificação

Pelo Diácono Rafael

Descendo do monte o Senhor, acudiu a Ele a multidão porque não podiam subir mais alto. Assim as palavras de São Jerônimo ao comentar o evangelho de hoje. Evangelho que relata que Nosso Senhor desce da montanha depois de haver pregado o sermão da montanha. Nosso Senhor desce por misericórdia, pra poder levar às almas dos judeus que ainda não eram capazes de compreender a doutrina que ele tinha ensinado durante o sermão da montanha. Essa doutrina consistia na virtude da fé aperfeiçoada até o mais alto grau, até estar unida com a caridade. Nosso Senhor vê os judeus que ainda não estavam prontos para entender essa doutrina. E não só não estavam prontos pra entender, mas também não estavam prontos para praticar. Elevando a fé dos judeus quando Ele desce, o evangelho de hoje já nos mostra dois exemplos desta fé unida à caridade: o exemplo se vê no leproso que se aproxima de Nosso Senhor e no servo do centurião. Continuar lendo A purificação do coração e o temor filial de Deus são condições do progresso da nossa santificação

O verdadeiro católico e o herege

por São Vicente de Lérins

De tudo o que dizemos, parece evidente que o verdadeiro e autêntico católico é o que ama a verdade de Deus e a Igreja, corpo de Cristo; aquele que não antepõe nada à religião divina e à fé católica – nem a autoridade de um homem, nem o amor, nem o gênio, nem a eloquência, nem a filosofia – mas que, desprezando todas estas coisas e permanecendo solidamente firme na fé, está disposto a admitir e a crer somente o que a Igreja sempre e universalmente acreditou.
Sabe que toda doutrina nova e nunca antes ouvida, insinuada por uma só pessoa, fora ou contra a doutrina comum dos fiéis, não tem nada a ver com a religião, e que constitui, antes, uma tentação, instruído especialmente pelas palavras do Apóstolo Paulo: “Pois é conveniente que até haja heresias, para que também os que são de uma virtude provada sejam manifestados entre vós”. Como se dissesse: Deus não extirpa imediatamente os autores de heresias para que os que são de uma virtude provada se manifestem, isto é, para mostrar até que ponto se é tenaz, fiel e constante no amor à fé católica.
da obra “Comonitório”

Símbolo Quicumque

Atribuído a Santo Atanásio

Todo o que quiser ser salvo, antes de tudo é necessário que mantenha a fé católica; se alguém não a conservar íntegra e inviolada, sem dúvida perecerá para sempre.

A fé católica é que veneremos um só Deus na Trindade e a Trindade na unidade, não confundindo as pessoas, nem separando a substância, pois uma é a pessoa do Pai, outra a do Filho, outra a do Espírito Santo; mas uma só é a divindade do Pai e do Filho e do Espírito Santo, igual à glória, coeterna a majestade. Continuar lendo Símbolo Quicumque