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Judas e os pecadores que não querem se emendar

“Amigo, a que vieste?”

Judas, vindo por capitão dos que vinham prender a Jesus Cristo, chegou-se ao Senhor, e lhe disse: “Deus te salve, Mestre”; e abraçando-o, lhe deu um beijo de falsa paz em seu divino rosto. E o divino Jesus lhe respondeu: “Amigo, a que vieste?”

Judas na verdade fez o que quis, entregou a Jesus Cristo. Porém depois qual foi o seu destino? Bem o sabeis. Foi arrepender-se, desesperar, enforcar-se, e finalmente cair no inferno! Pois o mesmo tem de acontecer aos pecadores que se não querem emendar. Eles agora vão fazendo o que querem. Vão seguindo à rédea solta as suas paixões desordenadas. Não olham a Deus, nem aos seus preceitos. Nem lhes importa a eternidade. São como as criaturas irracionais que não tratam do Céu nem do inferno, mas depois qual será o seu destino?

Será tal como o de Judas, porque Continuar lendo Judas e os pecadores que não querem se emendar

A proporção entre o pecado grave e o castigo do inferno

O inferno é o castigo por uns aspectos passageiros de paixão, não carece ele de proporção?

Qual é, pois, o castigo devido ao pecado grave, com que  Deus deve vingar a sua majestade ultrajada?

Só pode ser o castigo do inferno eterno!

Está provado, pelo dogma da Redenção, que o pecado grave é a maior ofensa, infidelidade, revolta e traição contra Deus, constituindo uma culpa infinita. Ora, sendo o homem um ser limitado, e não cabendo nele um castigo infinito por intensidade, deve ele sofrer um castigo que seja infinito pela duração, como é o castigo do inferno. É bem verdade que os nossos sentimentos não querem admitir castigo tão horrendo. Muitos criminam a Deus por faltar à proporção devida num castigo sem fim, infinito, para um crime passageiro, tantas vezes de um só momento, cometidos por um homem miserável. Entretanto, a sã razão tem de admitir forçosamente o castigo do inferno eterno, em virtude de raciocínios, como rigorosamente exigido pela natureza do pecado grave.

Objeção

Até neste mundo há castigos análogos, por crimes semelhantes, porém incomparavelmente inferiores. Como é que são ás vezes vingadas e castigadas as infidelidade deste mundo? Por exemplo, a infidelidade conjugal, a revolta contra um príncipe, contra um rei, a traição à pátria? Às vezes pela morte! Ora, essas e outras infidelidades contra homens são incomparavelmente menores do que… (Clique para CONTINUAR LENDO NO SITE ARENA DA TEOLOGIA)