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A legítima defesa e demais exceções ao quinto mandamento “não matarás”

No relançamento do blog Arena da Teologia, nos remetemos ao caso que, recentemente, teve grande repercussão. A policial, em legítima defesa, matou o assaltante, mas ela não pecou. Aplique-se tal caso às exceções previstas.

Seguem, pois, trechos do Catecismo Romano que expõem a doutrina católica acerca do quinto mandamento:

“O quanto se torna necessária uma boa explicação deste Preceito, nós o  percebemos pelo fato de que, após o imenso Dilúvio universal, a primeira e a única proibição que Deus Impôs aos homens foi esta: “O sangue de vossa vida, Eu o vingarei da mão de todos os animais e da mão do próprio homem”. […]

Quanto à proibição de matar, devemos primeiro explicar quais espécies de morte não são proibidas por este Mandamento. 

Matar animais

Não é, pois, proibido matar os animais. Se Deus permitiu aos homens que se alimentassem deles, também permitiu que os matassem.

Sobre este particular, diz Santo Agostinho: “Quando ouvimos dizer: ‘Não matarás’, não entendemos que isto se refira às plantas, porque elas não tem nenhuma sensação, nem aos brutos irracionais, porque não se ligam a nós por nenhuma relação de sociedade”.

Executar criminosos

Outra espécie de morte licita é a que compete às autoridades. Foi-lhes dado o poder de condenar à morte, pelo que punem os criminosos e defendem os inocentes, de acordo com a sentença legalmente lavrada. Quando exercem seu cargo com espírito de justiça, não se tornam culpados de homicídio, pelo contrário, são fiéis executores da Lei Divina, que proíbe de matar. [CONTINUE LENDO NO ARENA DA TEOLOGIA]

O domingo deve ser para ti dia de descanso, de devoção, de alegria

por Pe. MATIAS DE BREMSCHEID

Um dos Santos Padres da Igreja denominou o domingo: “Rei e Príncipe de todos os dias”. Outro opina que a vida sem domingo seria um grande deserto sem oásis. Certamente seria uma vida triste. Pode-se dizer que o domingo é como que a raiz da semana. De uma raiz boa e sã, brotam também galhos, folhas, flores e frutos sãos e bons. De modo análogo, a um domingo cristãmente festejado, sucede uma semana inteira de cunho cristão. Consiste a vida do homem em certo número de semanas, as quais trazem impresso o selo do valor que lhes comunica o domingo, por onde começam. Com muita razão se poderia dizer: assim como for o teu domingo, assim será também toda a tua vida. De que modo deverá, então passar o domingo, para que se torne uma fonte de bênçãos para a tua vida e para a eternidade futura? Eis uma pergunta de grande importância para ti.

O domingo deve ser, antes de mais nada, dia de descanso

O descanso dominical é uma necessidade para o corpo e para a alma. Poderá alguém trabalhar ininterruptamente, todos os dias, nos domingos e dias úteis, por um lapso do tempo; poderá fazê-lo mesmo durante alguns anos; mas, chegará com certeza o tempo em que as forças constantemente ativas entrarão a adormecer, ou se quebrarão de súbito. O descanso que, à tarde se desfruta, após o trabalho diário, e um bom sono pela noite adentro, são de grande proveito para o corpo; mas, quanto à duração não bastam para estabelecer o necessário equilíbrio das forças. Os médicos sustentam muito judiciosamente que, para se manter em pleno vigor, além do pequeno descanso diário, de tempo a tempo, necessita o corpo humano de uma pausa e folga mais longa, um maior relaxamento das forças. Isto se aplica, sobretudo, aos tempos atuais, que, pela crescente concorrência em todos os domínios, despertam em quase todos os homens, até mesmo nos rapazes e nas moças, maior dedicação ao trabalho. Com seu descanso maior e mais longo repouso, é, portanto, o domingo uma verdadeira bênção para a nossa vida corporal. Lord Palmerston, conhecido estadista inglês, conservava ainda, na velhice, grande atividade e vigor, que ele principalmente atribuía ao fato de se haver sistematicamente abstido do trabalho dominical, em todo o percurso de sua longa vida.
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