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A legítima defesa e demais exceções ao quinto mandamento “não matarás”

No relançamento do blog Arena da Teologia, nos remetemos ao caso que, recentemente, teve grande repercussão. A policial, em legítima defesa, matou o assaltante, mas ela não pecou. Aplique-se tal caso às exceções previstas.

Seguem, pois, trechos do Catecismo Romano que expõem a doutrina católica acerca do quinto mandamento:

“O quanto se torna necessária uma boa explicação deste Preceito, nós o  percebemos pelo fato de que, após o imenso Dilúvio universal, a primeira e a única proibição que Deus Impôs aos homens foi esta: “O sangue de vossa vida, Eu o vingarei da mão de todos os animais e da mão do próprio homem”. […]

Quanto à proibição de matar, devemos primeiro explicar quais espécies de morte não são proibidas por este Mandamento. 

Matar animais

Não é, pois, proibido matar os animais. Se Deus permitiu aos homens que se alimentassem deles, também permitiu que os matassem.

Sobre este particular, diz Santo Agostinho: “Quando ouvimos dizer: ‘Não matarás’, não entendemos que isto se refira às plantas, porque elas não tem nenhuma sensação, nem aos brutos irracionais, porque não se ligam a nós por nenhuma relação de sociedade”.

Executar criminosos

Outra espécie de morte licita é a que compete às autoridades. Foi-lhes dado o poder de condenar à morte, pelo que punem os criminosos e defendem os inocentes, de acordo com a sentença legalmente lavrada. Quando exercem seu cargo com espírito de justiça, não se tornam culpados de homicídio, pelo contrário, são fiéis executores da Lei Divina, que proíbe de matar. [CONTINUE LENDO NO ARENA DA TEOLOGIA]

Lições do catecismo sobre a morte de Cristo

Para remir o mundo com o seu precioso sangue, Jesus padeceu sob Pôncio Pilatos, governador da Judéia, e morreu no madeiro da Cruz, da qual foi descido, e no fim sepultado. A palavra padeceu exprime todos os sofrimentos suportados por Jesus Cristo na sua Paixão. Jesus Cristo padeceu enquanto homem somente, porque enquanto Deus não podia padecer nem morrer. O suplício da cruz era, naqueles tempos, o mais cruel e ignominioso de todos os suplícios.

Jesus Cristo podia livrar-Se das mãos dos judeus ou de Pilatos mas, conhecendo que a vontade do seu Eterno Padre era que Ele padecesse e morresse pela nossa salvação, submeteu-Se voluntariamente, e até saiu ao encontro dos seus inimigos, e deixou-Se espontaneamente prender e conduzir à morte.

Jesus Cristo na Cruz orou pelos seus inimigos, deu por Mãe ao discípulo São João, e na pessoa dele a nós todos, a sua mesma Mãe, Maria Santíssima; ofereceu a sua morte em sacrifício, e satisfez à justiça de Deus pelos pecados dos homens.

Não bastava que viesse um Anjo satisfazer por nós, porque Continuar lendo Lições do catecismo sobre a morte de Cristo

Não me deixastes morrer quando me achava em estado de pecado

Por SANTO AFONSO DE LIGÓRIO
Meu Senhor e Deus de infinita majestade! Envergonho-me de aparecer ante vossa presença. Quantas vezes injuriei vossa honra, preferindo à vossa graça um indigno prazer, um ímpeto de cólera, um pouco de barro, um capricho, um fumo leve! Adoro e beijo vossas santas chagas, que vos infligi com meus pecados. Pelas mesmas espero meu perdão e salvamento. Fazei-me conhecer, ó Jesus, a gravidade da ofensa que cometi, sendo como sois a fonte de todo o bem e eu vos abandonei para saciar-me em águas corruptas e envenenadas. Que me resta de tantas ofensas, senão angústia, remorsos e méritos para o inferno? “Meu pai, não sou digno de chamar-me vosso filho” (Lc 15,21). Não me abandoneis, pai.
Verdade é que não mereço a graça de chamar-me vosso filho. Mas morrestes para salvar-me. Dissestes, Senhor: “Convertei-vos a mim e eu me voltarei para vós” (Zc 1,3). Renuncio, pois, a todas as minhas satisfações. Deixo no mundo quantos prazeres se me podem oferecer e me converto a vós.
Perdoai-me, pelo sangue que derramastes por mim. Senhor, arrependo-me e vos amo sobre todas as coisas. Não sou digno de vos amar, mas vós, que mereceis tanto amor, não desprezeis o amor de um coração que em outro tempo vos desprezava. A fim de que vos amasse, não me deixastes morrer quando me achava em estado de pecado.
Quero amar-vos na vida que me resta, e não amar a nada mais que a vós. Assisti-me, meu Deus; dai-me o dom da perseverança e o vosso santo amor.
Maria, meu refúgio, recomendai-me a Jesus Cristo.
Do livro “Preparação para a morte”
CONSIDERAÇÃO III – PONTO I – AFETOS E SÚPLICAS