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Jesus morreu por nós. Mas, porque teve de morrer?

Estando bastante alheio quanto ao significado teológico da morte do Filho de Deus, o mundo, nestes dias, faz referência – ressalte-se que muito tímida – apenas aos fatos históricos que envolvem o calvário de Jesus. Assim, aqui faremos uma reflexão acerca do motivo pelo qual Cristo teve de encarnar-se como homem e morrer sendo inocente.

Tudo se deu por uma questão de necessidade da redenção, resgate, emenda, reparo do homem diante de uma ofensa praticada contra Deus.

Quando se ofende alguém, a razão nos evoca o entendimento de que, por justiça, seja praticado pelo ofensor um ato de reparação diante do ofendido. Este ato reparador é o preço que se paga por se ter violado a dignidade daquele a quem se ofende. Deve ser um ato de magnitude proporcional à ofensa praticada. E a ofensa se reveste de diversos graus de acordo com as circunstâncias e contra quem se pratica. É certo que uma ofensa disparada por um torcedor a um juiz de futebol, nos ânimos de uma partida, não seja equivalente a uma ofensa contra um juiz de direito em um tribunal. Analogamente, um ato de desafeição de um filho para com seu pai lhe traz mais consequências do que quando isso se dá com um parceiro de brincadeiras. Dá pra imaginar então o que se dá com uma ofensa a Deus? Ofender a Deus, seu criador, fez recair trágica consequência sobre a criatura, pois, o ato reparador que se exige deve ser proporcional à dignidade do ofendido.

Eis que o mundo, e nele o homem, foram criados por Deus em seus desígnios e em um projeto perfeito. Infinitamente bom, o Criador presenteou gratuitamente o homem que era nada e passou a existir e a submeter o mundo criado.

Com o pecado original, o homem subestimou o ordenamento que Deus lhe havia concebido. O homem ofendeu aquele Ser infinitamente perfeito. Sendo criatura, atentou contra o Criador. Sendo limitado, atentou contra Aquele que é infinito. Fez desmoronar uma estrutura que jamais poderia reerguer sozinho. Por forças próprias não poderia jamais praticar um ato individual para se recompor, pois era necessário um ato de amor de valor infinito para emendar-se diante do ato de desamor ao Deus infinito. Somente um homem de natureza divina poderia realizar esse ato de amor infinito.

Foi, pois, assim que clique para continuar lendo no Arena da Teologia

Façamos a genuflexão para a cruz

A Tradição finalmente começa a atrair a atenção das pessoas que estão aí nas paróquias, que ouvem já há tantos anos seus padres falando coisas que não são muito bem católicas. Pouco a pouco este trabalho, esta insistência, esta espiritualidade, a fé começa a fazer o seu trabalho. Nosso Senhor nos corações atraindo as almas para onde está o Filho de Deus, para onde está o Seu Santo Sacrifício, para onde está a Sua Missa.

Nosso Senhor morreu hoje para nós, Nosso Senhor entregou o seu corpo e sua alma ao suplício da cruz e nós acompanhamos mais uma vez estes mesmos ritos e quanto mais a gente acompanha, quanto mais nós vivemos a Semana Santa mais as coisas vão acontecendo com uma certa simplicidade.

E o que resta para nós? Resta para nós a cruz, a cruz gloriosamente posta sobre o altar para que nós possamos nos lembrar de Jesus crucificado, nosso redentor, que nos trouxe a salvação. Nada disso é brincadeira, nada disso é teatro, nada disso é para nos alimentar um sentimento religioso. Todos os homens nascem com um sentimento religioso, todos os homens fazem algum culto a algum deus por causa de sentimento religioso, menos nós. Nós não fazemos por sentimento religioso, nós fazemos porque recebemos o dom da fé no coração, a fé sobrenatural.

O mundo de Deus, o mundo do céu está presente dentro de nós. Não é por motivos de sentimentos religiosos que nós estamos aqui, é por Continuar lendo Façamos a genuflexão para a cruz

Cristo para morrer, disse: “Eu tenho sede”. Não diz que tem dores, diz que tem sede. E que sede será esta?

[Pelo Pe. Manoel José Gonçalves Couto]

Jesus Cristo estando para morrer sobre a cruz, seus carrascos não cessavam de o atormentar e desprezar cada vez mais com injúrias e escárnios. Diziam outros: “Ele tem livrado os outros e agora não pode se livrar a si?” Diziam outros: “Se Ele é o Rei de Israel, que desça agora da cruz”. Porém, enquanto eles o insultavam, Jesus Cristo por eles estava pedindo a seu Eterno Pai.

Vingativo, põe aqui os teus olhos. Olha para o teu Divino Mestre. Ele pediu a seu Eterno Pai perdão para os seus inimigos, e tu? Tu, nem para os teus inimigos, nem para ti o pedes. Dos inimigos desejas vingar-te. Se assim continuas, que esperança de salvação podes ter? Nenhuma, porque Continuar lendo Cristo para morrer, disse: “Eu tenho sede”. Não diz que tem dores, diz que tem sede. E que sede será esta?

Ai de ti, pecador, que cantando e rindo andas a fazer pecados e mais pecados sem considerar nos tormentos de Jesus Cristo

Considera, cristão, que Pilatos querendo livrar a Jesus Cristo e dizendo que não podia condená-lo por ser inocente, o judeus o aterraram com estas palavras: “Se soltais a Jesus Cristo não sois amigo de César”. Então Pilatos, temendo perder a amizade de César, tendo reconhecido e tantas vezes declarado que Jesus Cristo era um inocente, ultimamente o condena a morrer sobre uma cruz.

Ó meu Jesus! Que crimes tendes vós cometido para serdes condenado a morrer sobre uma cruz! Ah, eu bem sei os vossos crimes. Os vossos crimes são o grande amor que tendes às almas. Este amor é o que vos prendeu no horto. Este amor é o que vos faz caminhar para o Calvário. Finalmente, este amor é o que nos faz morrer sobre uma cruz. Ó, que excessos de amor! Caridade sem limites.

Jesus Cristo ouvindo ler a injusta sentença de morte, a aceita de boa vontade. Não se queixa de injustiça do juiz, nem apela para César, mas Continuar lendo Ai de ti, pecador, que cantando e rindo andas a fazer pecados e mais pecados sem considerar nos tormentos de Jesus Cristo

A Igreja se modifica para o primeiro domingo da Paixão

[Por Dom Lourenço Fleichman]

Meus caríssimos irmãos, a Igreja se modifica para o primeiro domingo da Paixão: os véus roxos cobrem as nossas imagens, já não há mais a cruz, ela está velada para que a crucifixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, sua morte na cruz, não esteja apenas representada num pedaço de pau, num pedaço de gesso, mas dentro do nosso coração. Nós é que somos a cruz, nós é que carregamos Jesus crucificado a partir desse domingo.

Quinze dias que nós temos para viver esta crucifixão, para viver esta morte de Cristo, para acompanhar passo a passo a sua paixão para poder estar com Ele na ressurreição. Então, aproveitemos o tempo. Se até agora, quatro semanas de quaresma não foi o suficiente para que nós nos convertêssemos, para que Continuar lendo A Igreja se modifica para o primeiro domingo da Paixão