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O pecado que escondermos na confissão é o pior de todos

Do sermão de Dom Lourenço Fleichman

A Missa de hoje começa nos falando da misericórdia de Deus. O evangelho nos fala dos pecadores. Evidentemente nós temos que unir as duas coisas.

A misericórdia de Deus para conosco, que somos pecadores

Nós somos uma dessas ovelhas perdidas, nós nos desgarramos também do rebanho de Nosso Senhor. Nossos pecados, nossas misérias, nossas imperfeições mesmo que são coisas da natureza. O pecado é um ato: eu vou lá e faço, contra os mandamentos de Deus. Desobedeço! Algo consciente, algo que eu sei e quero. Sou fraco e não consigo resistir, e caio.

Contra o pecado vem um ato, também meu, em que eu digo: “Não vou fazer!”. É claro que nosso ato sozinho às vezes não tem força pra isso, precisamos da graça de Deus. Precisamos da ajuda divina para poder impor ao ato pecaminoso um ato virtuoso que vai eliminar o pecado, e nós vamos dizer: “Não farei o pecado! Não pecarei!” Antes a morte que o pecado, dizia São Domingos Sávio. “Eu prefiro morrer do que cometer um pecado”. Quantos e quantos mártires morreram porque um imperador, um prefeito ou um pagão qualquer impunha a eles um ato de religião, um ato de idolatria, um ato em favor de um falso deus, e eles diziam: “Antes a morte do que o pecado!” E morriam! Morriam um atrás do outro. E nós não temos coragem nem mesmo de dar nossa vida por Nosso Senhor.

Ato de pecado se resolve com ato de virtude. A virtude contrária àquele pecado. A gente pratica e sai do pecado. A natureza é mais difícil. As imperfeições da natureza estão enraizadas. É um certo vinco da nossa alma, uma marca indelével na nossa alma que nos conduz a certos atos de imperfeição que podem gerar atos de pecados. Não necessariamente são pecaminosos, mas já são fraquezas, já são inclinações ruins, já são coisas que não são da perfeição da alma de Deus. Quando nós pensamos na alma de Nosso Senhor Jesus Cristo, quando pensamos na alma da Virgem Maria, imaculada, protegida contra o pecado original, aqui nós encontramos natureza perfeita, nós encontramos natureza em que todas as forças espirituais, todas as forças da inteligência, da vontade, ou seja, a razão, vão em favor do domínio de si para que não aconteça de se cair no pecado. Nós, não! Nós fomos marcados pelo pecado original. O pecado original é perdoado no batismo, apagado no batismo, mas a natureza continua imperfeita, continua caindo nessas misérias, nessas imperfeições. Significa que nós não podemos aperfeiçoar a nossa natureza? Não é verdade! Nós podemos aperfeiçoar. Mas, não nós. Não por um ato nosso. “Eu não vou mais ser preguiçoso!” Nós podemos repetir isso diante do espelho todos os dias e nós vamos continuar sendo preguiçosos se temos esse defeito na nossa alma. Ou violento que, de certa forma, é o contrário do preguiçoso. E por aí vai…

Como fazer para corrigir nossa natureza?

Nosso Senhor Jesus Cristo corrige. Aquilo que nós não podemos fazer por obra própria, nós pedimos. Pedimos humildemente, pedimos incessantemente, com perseverança e, Nosso Senhor talvez ouça a nossa oração. Talvez não logo no início, talvez demore. Mas, um dia, Ele ouve. Então nós vamos mudando, nós vamos tendo atitudes já não mais tão próximas daquelas imperfeições. De repente, as pessoas começam a ver que houve um crescimento espiritual. “Aquela pessoa era tão violenta, batia em todo mundo, xingava todo mundo. Agora, não. Agora se controla!” E a gente percebe nas pessoas que vivem da oração, que vivem e que pedem que Nosso Senhor venha em socorro. Nós percebemos essa melhora. Isso é patente. Dentro de casa, uma criança que é bem educada pelos seus pais, os pais percebem que a criança está melhorando. E essas são as realidades que nós podemos considerar para nós mesmos, nós podemos melhorar na nossa natureza. É evidente que uma natureza aperfeiçoada pela graça consegue impor atos de virtude contra os atos de pecado com mais facilidade porque a virtude vai se acumulando e as perfeições que são adquiridas pela perfeição ajudam as virtudes a serem praticadas. Mas, de um modo geral, nós olhamos para o nosso coração e percebemos a nossa grande fraqueza, percebemos que somos ovelhas desgarradas. Nosso Senhor então vem, deixa as noventa e nove lá no redil e vem em busca das nossas almas. E ao nos encontrar no meio do deserto, todos feridos pelo pecado, todos famintos pela fome de Deus, Ele nos toma nos seus ombros.

Voltando pra casa nos ombros de Nosso Senhor

Agora, imagine nossa situação de voltarmos para casa nos ombros de Nosso Senhor! Como não vem no coração de uma alma, de uma ovelha, um sentimento de agradecimento, de ação de graças, de reconhecimento, de abandono nas costas daquele Deus que nos sustenta? É assim que nós devemos nos considerar quando vemos a nossa miséria, os nossos pecados, a nossa fraqueza, mas, também vemos Jesus nos tomando nos ombros e nos carregando para casa. É necessário que haja em nossas almas um reconhecimento de que atitude? Nosso Senhor poderia perfeitamente, e seria justo, se Ele nos abandonasse no deserto. Seria justo se, por causa dos nossos pecados, nos largasse perdidos, morrendo de fome e de sede, sendo devorados pelos lobos. Não haveria injustiça nenhuma da parte de Deus porque nós merecemos isso por causa da gravidade dos pecados que nós cometemos. Um único pecado já tem valor infinito porque Deus é infinito. Então quando nós estamos nos ombros, o que nós podemos esperar senão um ato de misericórdia? Não de justiça, porque a justiça seria que Ele nos abandonasse, mas um ato de misericórdia. Que Deus olhe para nós com um olhar de misericórdia. Que Deus nos perdoe. Que Deus ouça o nosso grito de perdão: “Senhor, perdoai-me, eu não faço mais. Eu prometo que eu não faço mais”.

O orgulho pode tornar o pecado já cometido ainda maior

Então nós vamos vendo como que na nossa vida espiritual cabe entrarem aqueles elementos do ato próprio de misericórdia, que é o perdão. Deus precisa me perdoar dos meus pecados, mas como pode Deus perdoar os meus pecados se nem mesmo no confessionário eu quero ir? “Confessionário?! Eu estar ali falando todas as minhas misérias para um homem sentado ali do outro lado? Jamais da vida!”. Então o orgulho vem tornar aquele pecado maior ainda, porque nós não queremos nos confessar. É verdade, existe um constrangimento. Todos nós passamos por este constrangimento de revelar os segredos dos pecados que nós cometemos. Se fosse para revelar os segredos das virtudes, todo mundo ia pra internet para publicar. Mas os segredos do pecado machucam a gente. Então nós temos uma resistência e não queremos ir ao confessionário. Mas o confessionário é o sacramento que Jesus inventou para distribuir misericórdia, para ir ao deserto buscar a ovelha desgarrada. Então nós temos que obedecer a Ele. Vamos ao confessionário! O caminho da casa é o confessionário! Pois então estejamos no confessionário. […]

Regularmente nós precisamos de confissão. Precisamos de confissão porque caímos no pecado, somos fracos. E até quando Ele nos perdoará? Até quando Ele suportará a nossa indigência, a nossa fraqueza, a nossa fome, a nossa nudez? Até quando ele vai usar de misericórdia diante de um ato de justiça que para ele seria fácil, em que ele diria: “Largo essa alma no deserto porque merece estar no deserto”. E não é assim que Ele age. O confessionário está ali aberto todos os dias para que nós possamos pedir perdão dos nossos pecados. Então Ele realmente nos toma no ombro e nos leva pra casa.

O pecado que escondermos é o pior de todos

É claro que quando Nosso Senhor Jesus Cristo penetra na nossa alma no confessionário, quando nós estamos arrependidos dos pecados e que nós cumprimos aquele rito de declarar os pecados, a confissão dos pecados, todos os pecados, não podemos esconder. Se nós escondermos um é esse o pior de todos, é esse que nós temos mais vergonha e é esse que nós não queremos confessar, ou porque nós temos uma vergonha que não cabe diante do Salvador, daquele que dá sua vida por nós, ou porque nós não estamos tão arrependidos assim. Então é necessário que haja essa confissão tranquila, essa confissão como de quem está realmente tendo uma visão de Deus. Imagine se nós tivéssemos Nosso Senhor Jesus Cristo aparecendo para nós como apareceu para Santa Margarida Maria no Sagrado Coração de Jesus, imediatamente nós diríamos tudo: “Senhor eu entrego os pontos. Eu falo todos os meus pecados. Agora não tem mais homem nenhum atrás de mim, é apenas a Vós que eu quero dizer todos os meus pecados”. E nós diríamos.  Diríamos chorando todos os nossos pecados e Ele poria a mão sobre nossa cabeça e diria: “Teus pecados estão perdoados”. Mas, como não é Nosso Senhor Jesus Cristo que nós vemos, não é uma visão mística, é simplesmente um rito da Igreja, um rito da Igreja que ela recebeu de Cristo para trazer essa visão do perdão até o último dia para todos nós. Imagina! Imagina o que é estar vivendo no Século XXI, 2019, 2020, 2050, 2400…, não importa, já é muito longe d’Ele. Já passou muito tempo do tempo em que Jesus morreu na cruz e, no entanto, Jesus está presente diante de nós porque Ele deu pra Sua Igreja o Batismo, a Crista, a Eucaristia, a Confissão, a Extrema-Unção…, todos os sacramentos para que chegassem 2000, 3000, 1500 anos depois de Cristo chegasse até nós o eco do Seu sangue, que ecoa ainda hoje e que vibra ainda hoje nos corações por causa desses sete sacramentos que Ele deu para a Igreja. A Igreja tem autoridade para dizer eu te perdoo dos teus pecados. Como que a Igreja faz isso? Através de um sacerdote que é o próprio Cristo sentado no confessionário para ouvir os nossos pecados. Então não há a visão de Cristo, mas há a verdade de Cristo. Alter Christus, o sacerdote de Cristo que está ali emprestando os seus ouvidos para ouvir, que está ali sentado como um juiz no tribunal para julgar, e que está ali levantando sua mão para perdoar. E é necessário que nós passemos por isso, que nós tenhamos essa simplicidade de dizer ao sacerdote todos os nossos pecados por mais graves que sejam, porque haverá uma mão de Deus pousada sobre a nossa cabeça. A misericórdia de Deus imediatamente se aplica sobre nós e nós somos perdoados.

Sair do confessionário dizendo: eu não faço mais isso

É verdade que existem algumas necessidades no nosso ato de confissão. Primeira é o arrependimento, eu já falei sobre isso. Segundo é a confissão, também já falei. Terceiro: o bom propósito. É necessário que a gente saia do confessionário dizendo para si mesmo: “Eu não faço mais isso”. Aquele ato que é ato de virtude e que impõe a nós uma força nova, uma vitória nova sobre nós mesmos. E nós vamos dizer: “Eu não farei mais esse pecado”. É evidente que quando nós dizemos isso, é toda uma estrutura que gira em torno do pecado que deve desabar. Ela precisa ser destruída. Começando com a internet. Hoje o maior foco de pecado é a internet. Então desligue! É foco de pecado o celular? Quebre-o! Jogue-o fora! “Vou viver sem o celular? Não posso viver sem o celular! Não posso fazer aquele contatozinho eletrônico, antes de dormir vou ficar uma hora, duas horas, três horas, quatros horas… transmitindo, transmitindo…, e mensagens… e fofocas”. Aí, uma hora não aguenta mais e dorme. Isso tem que acabar porque é por aí que entra o pecado. É necessário que haja uma certa consciência da alma que sai do confessionário, de romper com essa doença. Que seja o celular, que seja a internet, que seja alguma outra coisa qualquer, pode ser um livro. Tudo isso são situações que nós devemos por diante de nós quando nós saímos do confessionário, com bom propósito; “Não faço mais esse pecado!”

Estando colocadas essas circunstâncias da boa confissão, cabe ainda um certo juízo da nossa parte de saber o que significa ir ao confessionário, quando a Igreja nos chama ao confessionário. E ela diz: quando o pecado é grave, quando o pecado é mortal. Se aquele pecado está na alma e, não arrependida na hora da nossa morte, nós vamos pro inferno. E essa realidade de ir pro inferno não pode existir, não é possibilidade para nós de ir pro inferno. Mas quando nós somos apegados a um pecado mortal, nós acabamos aceitando isso. Se alguém pergunta “você quer ir pro inferno?”, “Não, de jeito nenhum”, mas nos nossos atos nós estamos dizendo “Sim, eu vou pro inferno. Eu prefiro ir pro inferno porque eu não quero me desvencilhar desse vício, não aguento, não consigo”. E não temos recurso à oração. Não queremos nem rezar. Então o orgulho vai se fechando como um animal que estrangula, como um lobo que devora a ovelha no deserto. Então é necessário que haja da nossa parte uma compreensão, atitude forte que nós devemos ter, e o Divino Espírito Santo vem nessa hora com Seus dons sagrados para nos dar a força para vencer. […]

Então, que seja por causa da misericórdia de Nosso Senhor a transmissão desse sacramento do perdão, desse sacramento do amor de Deus nos perdoando, a Igreja, que passa pelo sacerdote, o nosso confessionário na medida certa para o nosso crescimento espiritual, que tudo isso esteja representado nesse Bom Pastor que toma nossas almas sobre os seus ombros e nos leva de volta para casa. De modo que essa casa seja um dia a casa definitiva do Céu. Que nós possamos estar com Nosso Senhor, aí sim, na glória de Deus para sempre. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, amém!

Niterói, 30/06/2019

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DETESTAÇÃO DOS PECADOS – Coletânea de citações do Catecismo Romano

Consiste a penitência interior em converter-nos a Deus de todo o coração; em aborrecer e  odiar os pecados cometidos; em firmar-nos no determinado propósito de mudar de vida e corrigir os maus costumes: mas tudo isso na esperança de conseguirmos perdão da misericórdia divina. A esta penitência se associa, quase como companheira da detestação dos pecados, uma certa dor e tristeza, uma perturbação sensível a que muitos dão o nome de paixão. Continue lendo DETESTAÇÃO DOS PECADOS – Coletânea de citações do Catecismo Romano

Aos homens que querem enfrentar o pecado de espada em punho

Transcrevemos abaixo o texto de apresentação da criação da Confraria dos Homens para a Castidade, por Dom Lourenço Fleichman.

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Confraria dos Homens para a Castidade

Dom Lourenço Fleichman OSB

Capelão responsável

Confraria dos Homens para a Castidade é uma iniciativa da Capela Nossa Senhora da Conceição, de propor a todos os homens católicos, jovens e adultos, solteiros, casados ou viúvos, um combate mais eficaz e duradouro contra a pornografia e os pecados de impureza que assolam a sociedade moderna de modo assustador. S. Excelência, Dom Alfonso de Galarreta aprovou oficialmente a criação da Confraria.

Oferecemos esta Confraria, este combate singular, aos homens e não às mulheres, por acreditarmos que os homens devem recuperar seu papel na sociedade familiar e na sociedade civil. Papel este deixado de lado por 200 anos de Liberalismo, de hedonismo e de decadência moral da humanidade. Se um homem recupera sua saúde espiritual e a fortaleza própria do seu estado, as mulheres de sua casa, sejam elas mãe, irmãs, esposa ou filhas, seguirão o exemplo dos homens fortes e castos. O resultado esperado é o restabelecimento da ordem da natureza na sociedade, com os homens sendo valorosos, fortes, virtuosos, e as mulheres se espelhando no belo exemplo dos soldados de Cristo para serem elas também santas e virtuosas.

Mas, por favor, não vejam nessa distinção nenhuma sombra de desprezo ou diminuição do papel das mulheres. Não se trata de nada disso, pois é uma questão de vida espiritual, e não de vida social. A espiritualidade masculina é diferente da espiritualidade feminina. A Confraria trabalha nos homens, para favorecer toda a sociedade. Os homens castos elevarão a casa e a cidade a uma vida sob o domínio da graça. Isso é o que importa.

Se você deseja se ver livre da escravidão desse pecado e da moleza do homem moderno, leia esta apresentação e tome a decisão certa: – quero enfrentar o pecado de espada em punho, agredindo o pecado, indo ao encontro do mal que me corrói para destruí-lo dentro de mim, através de atitudes corajosas, vigorosas e constantes, capazes de me tirar dessa atitude de defesa enfraquecida e inócua, que só faz o pecado recuar por uns dias e voltar com mais força.

Expliquemos melhor: quando um homem virtuoso, católico, entra dentro de um ciclo ininterrupto de tentativas de dominar o vício e não o consegue, sua vida corre perigo. Fica muito mais fácil a caída no inferno, sobretudo diante de um mundo cheio de violências como o nosso. Mais importante ainda é a fraqueza da Caridade, do amor de Nosso Senhor Jesus Cristo, que já não se pode manifestar na alma de modo livre e habitual. O remédio habitual até aqui utilizado não funciona. O impacto das imagens, dos vídeos, a facilidade de acesso a essas imagens, a falta de vergonha e de pudor que os amigos têm ao enviar pornografia para os celulares de todos, as redes sociais fomentadoras desses vícios, tudo isso é forte demais para ser remediado com uma oração aqui, uma confissão ali… e tudo continua no mesmo ritmo do pecado.

Ao mal feroz, remédio explosivo! Quando a infecção não é controlada por um remédio, os médicos receitam outro mais forte. O remédio que a Confraria dos Homens para a Castidade propõe é uma mudança drástica na atitude do católico. Em vez de ficar se defendendo do pecado, acuado, sem ver resultados duradouros, o membro da Confraria partirá ao ataque contra o inimigo da sua alma. Recusará todos os meios que produzem o pecado. Armará sua casa com as armas eficazes; ferirá a Terra com sua espada, espantando para longe de si o mundo sensual, a fácil sedução e qualquer atitude que favoreça a recaída no pecado.

Pertencer à Confraria dos homens castos é algo simples, sem outras obrigações do que as atitudes propostas aqui ou nos Estatutos. Cada um continua em seu Priorado, em sua Capela, a seguir sua vida católica normal, com seu confessor de sempre, e as orientações do seu Prior. Algo como ter o Escapulário imposto, ou pertencer à Confraria do Rosário. Praticamente o único vínculo será a Renovação anual, e os textos ou áudios que receberão por e-mail.

Com a ajuda de Nossa Senhora e dos santos padroeiros da Confraria, acreditamos conseguir levar a muitos no caminho da verdadeira Castidade.

São José, rogai por nós!

São Bento, rogai por nós!

São Tomás de Aquino, rogai por nós!

Santa Joana d´Arc, rogai por nós!

Santa Maria Goretti, rogai por nós!

Inscreva-se aqui ou envie um e-mail  para capela@capela.org.br, dando os seguintes dados:

– Nome completo

– e-mail para receber as comunicações

– Cidade em que mora

– Data de nascimento

– Estado civil: solteiro – casado – viúvo.

Você receberá no retorno o Pdf dos Estatutos e algumas informações adicionais. A Estampa da Confraria será enviada assim que ficar pronta.

Fonte: https://permanencia.org.br/drupal/node/5471

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A modéstia para a mulher católica

É verdadeiramente duvidoso que qualquer cristão católico ou não católico possa questionar a necessidade de modéstia. A modéstia é uma virtude, e mais do que isso, é um instinto. Uma vez que somos criaturas decaídas, sujeitas ao pecado original, nós também nos encontramos sujeitos, em maior grau, a tentações pecaminosas da carne. Isso nos dá uma vontade de cobrir a nós mesmos, de acordo com a lei natural que Deus inscreveu no coração de cada homem. No entanto, devido aos efeitos insidiosos da secularização da nossa sociedade, o que antes, não há muito tempo, era aparentemente senso comum, é agora uma questão altamente carregada e emocional.

Para o bem ou para o mal, é um fato da vida que o sexo masculino não é muito controverso, no que diz respeito a modéstia. Temos um pouco mais de margem de manobra, embora ainda estejamos obrigados a sempre vestir-nos com decoro e decência. Nossos corpos são templos do Espírito Santo, e devem ser tratados como tal. Pode-se facilmente ter isso como “boa conduta” e escrever livros inteiros sobre o porte adequado, boas maneiras e civilidade em geral.

Infelizmente, entre os católicos, a modéstia do homem não é muito controversa, mas a modéstia exigida das mulheres, é. Isto deriva de uma diferença inerente entre os sexos, de tal forma que, enquanto a maioria das mulheres, naturalmente, não se concentre somente sobre a aparência à primeira vista, e normalmente não são tentadas a luxúria pela estimulação visual, os homens, infelizmente, são. Exceções existem, claro, e no nosso tempo, com as influências da moderna “cultura” desordenada do unisexual-masculino, e os vícios predominantes nela, muitas meninas, infelizmente, são tentadas facilmente pela carne. Alguns homens não são, é claro, e se não forem, então isso é uma coisa maravilhosa. No entanto, exceções fazem regras pobres, e temos de lidar com o que é a consistente e objetiva verdade.

Os homens, pela sua própria natureza, são tentados a olhar para as mulheres e a cobiçá-las. Por conseguinte, como nós realmente somos guardiões de nossos irmãos, as mulheres devem considerar isto em seu vestuário. Um padrão “homem razoável” pode ser seguido. Este padrão “homem razoável” é certamente mais elevado (em ambos os sentidos da palavra) do que se poderia imaginar a princípio, dada as modas vergonhosas do nosso tempo. A Santa Igreja, na sua infinita sabedoria, nos deu algumas orientações, felizmente, e estas são consistentes com as normas constantes dos trajes modestos que têm sido praticadas por cristãos devotos, essencialmente nos últimos 2.000 anos. Existem, certamente, “regulamentos”, muitas vezes citados como “Vestidos devem ter mangas, deve estender-se abaixo do joelho ou pelo menos até o joelho, não devem ter decotes pronunciados, nem devem ser excessivamente apertados, nem com fendas excessivas, etc.” Isso, no entanto, foi jogado no chão, e espera-se que qualquer garota com um Sensus Catholicus (sentido da fé católica) adequadamente formado irá, naturalmente, ser capaz de sentir se uma peça de vestuário é indecente ou apropriada para uma dada situação. Não obstante, o seguinte princípio básico é de extrema importância: a roupa feminina tem de ser feminina, e as roupas masculinas devem ser masculinas. Ficam estabelecidas diferenças entre os sexos, tanto na “construção física,” socialmente, e entre as mentes. Como este é o caso, é lógico que as mulheres, naturalmente, vestem-se de maneira diferente dos homens.

Isso nos amarra no tópico extremamente volátil de “calças X saias.” Calças são, na civilização ocidental e na cultura (que foi formada ao longo dos últimos 2.000 anos diretamente pelo cristianismo Católico e, portanto, objetivamente a melhor cultura do mundo, pois o Cristianismo é objetivamente a Religião Verdadeira) predominantemente roupa de homens. Isso é fundamental, na medida em que em uma família tradicional, a mulher trabalha em casa para cuidar dos filhos, enquanto o homem é o único que está fora “sustentando a família”, ou “trabalhando nas minas de sal”, ou como se queira colocar isso. É esperado que os homens realizem a maioria dos trabalhos pesados, e eles geralmente exigem uma maior flexibilidade na perna. É difícil ficar em cima do feixe de um telhado para aplicar telhas (ou montar um cavalo, ou qualquer dessas coisas) quando se está sobrecarregado com um vestido longo. Além disso, Peeping Tom* chamava-se Thomas e não Sally ou Eliza. Isto pode parecer um pouco bizarro, mas ilustra um maior ponto que foi mencionado anteriormente. Os homens, em geral, não precisam se preocupar com escandalizar o sexo frágil com seus trajes, que podem se agarrar às pernas e enfatizar as formas. (Embora, é claro, ter as formas muito enfatizadas é tão errado no homem como na mulher, de acordo com os princípios básicos da modéstia.) As mulheres são, no entanto, mais vulneráveis ​​a tais olhares, e é indiscutível que uma saia “bem longa”, caindo solta, sem uma fenda comprometedora, é muito mais modesta do que mesmo a mais modesta das calças conservadoras, não importa o horrível jeans agarrado, que enfatiza todas as áreas que não deveria e que poderia facilmente incitar a terríveis pensamentos na mente de um homem.

Feminilidade é outro grande fator. Já foi estabelecido que existem diferenças marcantes entre homens e mulheres, que correspondem a diferentes papéis na família e na sociedade. Sendo este o caso, o vestido como um traje feminino na cultura ocidental é bastante apropriado para uma dama. É claro que é mais modesto, não se agarra e expõe a região da virilha que não deve ser enfatizada, e, como qualquer mulher que tenha se acostumado a usar saias e, então, tenta vestir um par de calças irá dizer-lhe, sente-se muito mais livre, graciosa e incentiva um tipo completamente diferente de movimento do que um par de calças. Hoje em dia, desde o advento do chamado movimento “feminista”, o sentido do feminino verdadeiro no mundo está sendo rapidamente perdido. Mulheres estão agindo, vestindo e até mesmo falando como os homens. Homens ainda estão falando e se vestindo como homens, mas no meio do ataque das feministas, estão começando a agir como mulheres, alternando os papéis naturais e contribuindo para a desordem. Assim, mesmo se as calças usadas por mulheres fossem objetivamente OK, e saias/vestidos fossem meramente “acessórios agradáveis,” certamente poderia se argumentar que as mulheres têm a obrigação de usá-los mesmo assim. Papéis tradicionais de gênero deve ser preservados, e as mulheres devem ter orgulho de resistir aos apelos da cultura secular, vestindo suas saias como se fossem bandeiras de guerra por Cristo-Rei.

Por Frère Ignatius

Traduzido por Andrea Patricia

Fonte: DOMINUS EST

Notas da tradutora:

*Peeping Tom: é o apelido que se dá ao homem que espreita mulheres para ver sua intimidade. Surgiu da lenda de Lady Godiva, quando um homem chamado Tom a espreitou e ficou cego.

Oração de reconhecimento do pecador a Maria

Ó Mãe toda bondosa daquele que disse : “Não são os que tem saúde que precisam de médico, mas sim os enfermos”, e de outra vez: “Perdoai até setenta vezes sete vezes”, quando é, pois, que as nossas repetidas quedas poderão esgotar o vosso poder ou a ternura da vossa solicitude maternal? Ides em busca do pecador, que todos repelem, no dizer do vosso devoto São Boaventura, e, ao encontra-lo, o abraçais, o aqueceis ao vosso seio e não descansais enquanto não o vedes curado.

Eu sou um dos vossos doentes, salvai-me. “Tuus sum ego, salvum me fac!” (Sl 118). Nos dias do meu auxílio será sempre este o brado da minha esperança. E ao passo que eu for recordando minhas quedas passadas, assim vo-las irei lembrando, pois pudestes e quisestes levantar-me delas, e nem esse poder nem essa bondade haveis de perder jamais. Por isso, mais seguro e tranquilo estou que não haveis de me abandonar no meio da cura. Hão de dar-me forças para seguir os vossos conselhos tão amigos, o reconhecimento que a vossa solicitude me inspira e o desejo vivo que sinto de patentear o vosso poder.

“Hei de amar-vos, hei de glorificar-vos, porque me tirastes das minhas baixezas” (Sl 85, 11). No Céu, finalmente, quando timidamente eu for tomar lugar entre os que vos devem a salvação, porque, nas suas misérias, puseram em vós toda a sua esperança, farei então a vossa glória, como um doente é a glória do médico que o arrancou da morte já às portas dela, e não uma vez somente, senão muitas.

Então, e será este o mais delicioso proveito que a graça tirou delas, hão de ser as minha faltas o pedestal da vossa glorificação e ao mesmo tempo o trona das divinas misericórdias, que eu eternamente quero cantar; “Misericordias Domini in aeternum cantabo!” Amém! Amém! Amém!

Da obra “A arte de aproveitar-se das próprias faltas” Pe. José Tissot

A violação do descanso dominical – afresco medieval

Bela exposição de uma realidade que muitos católicos já não consideram como deveriam.

Atenção para:

– os instrumentos de trabalho ligados ao sangue das chagas de Cristo;
– os demônios atormentando quem está trabalhando;
– quem descansa ou reza não sofre tormentos dos demônios.

trabalho-domingo

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Tornar a pecar mortalmente! Dificultoso é o remédio para o pecado nas pessoas espirituais

O pecado nas pessoas espirituais é gravíssimo!

Depois de uma confissão geral…

Depois de frequentar muito a oração e os sacramentos…

Depois de muitas instruções, desenganos e conselhos…

Depois de muitas luzes e benefícios divinos…

Tornar a cair em algum pecado mortal, de propósito e com plena advertência, este pecado, meus irmãos, é gravíssimo e de todos o mais agravante, o seu perdão é moralmente impossível!

O perdão deste pecado é mais dificultoso do que o de cem mil pecados mortais na primeira confissão geral!! Não vos admireis desta doutrina, nem vos pareça rigorosa, porque Continue lendo Tornar a pecar mortalmente! Dificultoso é o remédio para o pecado nas pessoas espirituais

Os maus pensamentos e as dúvidas acerca do consentimento neles

por Santo Afonso de Ligório

A respeito dos maus pensamentos encontra-se, muitas vezes, um duplo engano:

a) Almas que temem a Deus e não possuem o dom do discernimento e são inclinadas aos escrúpulos, pensam que todo mau pensamento que lhes sobrevêm é já um pecado. Elas estão enganadas, porque os maus pensamentos em si não são pecados, mas só e unicamente o consentimento neles. A malícia do pecado mortal consiste toda e só na má vontade, que se entrega ao pecado com claro conhecimento de sua maldade e plena deliberação de sua parte. E, por isto, Santo Agostinho ensina que não pode haver pecado onde falta o consentimento da vontade.

Por mais que sejamos atormentados pelas tentações, pela rebelião de nossos sentidos, pelas comoções ou sensações desregradas de nossa natureza corpórea, não existe pecado algum enquanto Continue lendo Os maus pensamentos e as dúvidas acerca do consentimento neles

Por que os santos se consideravam grandes pecadores

Lemos nas vidas dos santos que eles se consideravam como grandes pecadores. Alguns não compreendiam como Deus os deixava viver neste mundo, como lhes concedia a luz do sol e os bens da terra. Entre eles alguns havia que costumavam firmar as suas cartas com a assinatura: “Fulano, o pecador”. São João Batista, intimado a batizar a Jesus, disse que nem era digno de lhe desatar as correias dos sapatos. Por outro lado, há tantos homens mundanos que se julgam isentos de toda culpa e imperfeição moral.

Por que esta diferença? Será que os Santos eram de fato tão grandes pecadores, e que certas outras pessoas se dizem prodígios de virtude e santidade? Continue lendo Por que os santos se consideravam grandes pecadores

“Estou preparando o fogo que me há de queimar”

Por um instante de prazer, uma eternidade de suplícios

(Pensamentos do Cura d”Ars)

Meus, filhos, nós temos medo da morte, bem o creio. É o pecado que nos faz ter medo da morte. É o pecado que torna a morte horrorosa, tremenda. É o pecado que apavora o mau na hora do terrível trânsito para a eternidade.

Ai, meu Deus, há realmente de que ficar apavorado: pensar que se é amaldiçoado! Amaldiçoado por Deus, isto faz tremer. Maldito de Deus! E por quê? Por que os homens expõem-se a ser amaldiçoados por Deus? Por uma blasfêmia, por um mau pensamento, por uma garrafa de vinho, por dois minutos de prazer perder a Deus, a própria alma, perder o céu para sempre.

Ver-se-á subir ao céu em corpo e alma, esse pai, essa mãe, essa irmã, esse vizinho, que estavam lá junto de nós, com quem havíamos vivido, mas a quem não imitamos, ao passo que nós desceremos em corpo e alma ao inferno par aí ardermos. Os demônios rolarão sobre nós. Todos aqueles cujos conselhos houvermos seguido virão atormentar-nos.

Meus filhos, se vísseis um homem erguer uma grande fogueira, amontoar gravetos uns sobre os outros e, perguntando-lhe o que faz ele, vos respondesse: “Estou preparando o fogo que me há de queimar” que pensaríeis? E se vísseis esse mesmo homem aproximar-se à chama da fogueira e, quando estivesse acessa, precipitar-se dentro, que diríeis? Cometendo o pecado, é assim que fazemos. Não é Deus que nos lança no inferno, somos nós que nos lançamos nele pelos nossos pecados. O condenado dirá; “Perdi Deus, minha alma e o céu. Foi por minha culpa, por minha culpa, por minha máxima culpa.”

Não, verdadeiramente, se os pecadores pensassem na eternidade, nesse terrível SEMPRE, converter-se-iam in continenti. Faz perto de seis mil anos que Caim está no inferno, e parece que acabou de entrar nele.

Como queres receber de Deus os castigos por teus pecados?

Por São Luiz Maria Grignion de Montfort

Com efeito, queridos Amigos da Cruz, sois todos pecadores. Não há um só dentre vós que não mereça o inferno, e eu mais que ninguém. É preciso que nossos pecados sejam castigados neste mundo ou no outro. Se o forem neste, não o serão no outro.

Se Deus os castigar neste mundo de acordo conosco, esta punição será amorosa: quem há de castigar será a misericórdia, que reina neste mundo, e não a justiça rigorosa. O castigo será leve e passageiro, acompanhado de atenuantes e de méritos, seguido de recompensas no tempo e na eternidade.

Mas se o castigo necessário dos pecados que cometemos for no tempo reservado para o outro mundo, a punição caberá à justiça vingadora de Deus, que leva tudo a fogo e sangue! Castigo espantoso, horrendo, inefável, incompreensível: Quem conhece o poder de tua cólera?” ( Sl 89, 2). Castigo sem misericórdia, sem piedade, sem alívio, sem méritos, sem limite e sem fim. Sim, sem fim: esse pecado mortal de um momento, que cometestes; esse pensamento mau e voluntário, que escapou a vosso conhecimento, essa palavra que o vento levou; essa açãozinha contra a lei de Deus, que durou tão pouco, será punida eternamente, enquanto Deus for Deus, com os demônios no inferno, sem que o Deus das vinganças tenha piedade de vossos soluços e de vossas lágrimas, capazes de fender as pedras! Sofrer para sempre sem mérito, sem misericórdia e sem fim!

Será que pensamos nisto, queridos Irmãos e Irmãs, quando sofremos alguma pena neste mundo? Como somos felizes de poder trocar tão vantajosamente uma pena eterna e infrutífera por outra, passageira e meritória, carregando nossa cruz com paciência! Quantas dívidas temos a pagar! Quantos pecados temos, cuja expiação, mesmo após amarga contrição e confissão sincera, será preciso que soframos no purgatório durante séculos inteiros, porque nos contentamos, neste mundo, de penitências leves demais! Ah! Paguemos neste mundo de forma amigável, levando bem nossa cruz! Tudo deverá ser pago rigorosamente no outro, até o último centavo, mesmo uma palavra ociosa. “No dia do castigo deveremos dar conta de toda palavra ociosa que houvermos dito” (Mt 12, 36). Se pudéssemos arrebatar ao demônio o livro de morte, onde anotou os nossos pecados todos e a pena que lhes corresponde, que grande “debet” verificaríamos, e como nos sentiríamos encantados de sofrer durante anos inteiros neste mundo, para não sofrer um só dia no outro!

CARTA AOS AMIGOS DA CRUZ

O demônio só tenta as almas que querem sair do pecado. As outras são dele, ele não precisa tentá-las.

Conselhos para o tempo da tentação, do Cura d’Ars

 

Assim como o bom soldado não tem medo do combate, assim também o bom cristão não deve ter medo da tentação.

Todos os soldados são bons em guarnição. É no campo de batalha que se faz a diferença dos corajosos e dos covardes.

A maior das tentações é não ter tentações. Quase se pode dizer que somos felizes de ter tentações. É o momento da colheita espiritual em que ajuntamos para o céu. É como no tempo da ceifa: a gente se levanta de manhã bem cedo, dá-se muito trabalho, mas não se queixa porque junta muito. Continue lendo O demônio só tenta as almas que querem sair do pecado. As outras são dele, ele não precisa tentá-las.