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O principal motivo da perdição

(Diálogo entre o discípulo e o mestre)

Mestre — Conta-se certa moça, tendo caído por desgraça num desses pecados que tanto envergonham na confissão, vivia triste e desconsolada. Passaram-se assim muitos meses, sem que nenhuma das companheiras da coitada descobrisse a causa de tanta aflição. Nesse ínterim, aconteceu que a sua melhor amiga, muito virtuosa e devota, morreu santamente. Uma noite, a chamam pelo nome, quando está no melhor do sono; reconhece perfeitamente a voz da amiguinha morta que vai repetindo: Confesse-se bem… se você soubesse o quanto Jesus e bom! A moça tomou aquela voz por uma revelação do céu, criou coragem e, decidida, confessou o pecado que era a causa de tanta vergonha e de tantas lágrimas. Naquela ocasião, tamanha foi a sua comoção, tão grande o seu alívio que depois disso, contava o fato a todo o mundo, e repetia por sua vez: “Experimentem e vejam o quanto Jesus é bom”.

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Explicação: Noção dos Sacramentos

CATECISMO ROMANO – II PARTE: DOS SACRAMENTOS – excertos

Explicação real: Noção dos Sacramentos

Embora haja várias explicações boas e admissíveis, nenhuma iguala à justa e luminosa definição de Santo Agostinho, perfilhada mais tarde por todos os teólogos escolásticos.”Sacramento, diz ele, é o sinal de uma coisa sagrada”. Noutros termos, que exprimem a mesma ideia: “Sacramento é o sinal visível de uma graça invisível, instituído para a nossa justificação”. 

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Atitudes e gestos litúrgicos

As cerimônias que evolucionam em torno de elementos materiais, expressão dos sentimentos religiosos do homem e símbolos em certo modo produtivos da graça – Sacramentos, Sacramentais – figuram e realizam eficazmente o comércio do homem, prisioneiro das aparências sensíveis, e de Deus, “que habita uma luz inacessível”.

Mas não basta. Por causa da mútua dependência fisiológica atual do espírito e da matéria que se compõe, o homem tem necessidade de recorrer constantemente à atividade do corpo para excitar e manifestar a atividade da alma. Continuar lendo “Atitudes e gestos litúrgicos”

Com que idade deve a criança fazer a Primeira Comunhão? Responde-nos São Pio X

CONGREGAÇÃO DOS SACRAMENTOS

Decreto “Quam singulari”

  1. As paginas do Santo Evangelho manifestam às claras o singular amor que Jesus Cristo teve aos meninos, durante os dias da sua vida mortal. Eram suas delícias estar no meio deles; costumava impor-lhes as mãos, abraçava-os e abençoava-os. Levou a mal que os seus discípulos os apartassem dele, repreendendo-os com aquelas graves palavras:deixai que os meninos venham a mim, e não os proibais, pois deles é o Reino de Deus (Mc 10, 13. 14. 16). E quanto estimava a sua inocência e a candura de suas almas, bem o manifestou quando, chamando a um menino, disse a seus discípulos: Na verdade vos digo, se não vos fizerdes como meninos, não entrareis no reino dos céus. Todo aquele que se humilhar como este menino, este é o maior no reino dos céus: E aquele que receber um menino tal como estes em meu nome, a Mim é que recebe (Mt 18, 3. 4. 5).

      A disciplina da Igreja primitiva 

  1. Tendo presente tudo isto, a Igreja Católica, logo desde seus princípios, curou de aproximar os pequeninos de Cristo, valendo-se da Comunhão Eucarística, que costumava administrar-lhes sendo ainda meninos de peito. Isto, como aparece prescrito em quase todos os Rituais antigos até o século XII, fazia-se no ato do Batismo, costume que em alguns sítios perseverou até tempos posteriores, e que ainda subsiste entre os gregos e os orientais. E para arredar o perigo de que os meninos de peito vomitassem o Pão consagrado, logo de princípio se generalizou o costume de administrar-lhes a Sagrada Eucaristia debaixo da espécie de vinho.
  2. E não só no ato do Batismo, mas também depois, e repetidas vezes, os meninos eram alimentados com esse divino manjar, pois Continuar lendo “Com que idade deve a criança fazer a Primeira Comunhão? Responde-nos São Pio X”

Deus quis que assim se procedesse quanto ao Sacramento da Confissão

Quem manda, faz leis! (Diálogo entre o discípulo e o mestre)

(Discípulo) Padre, tenha a bondade de esclarecer ainda mais alguns pontos. Antes de tudo, a Confissão é mesmo necessária para apagar os pecados?

(Mestre) Sim, a confissão é indispensável. Assim como a água é necessária para lavar as manchas, não podemos lavar e destruir os pecados sem a confissão. Foi estabelecida por Deus, e Jesus Cristo a confirmou.

(Discípulo) Não lhe teria sido possível estabelecer as coisas diferentemente?

(Mestre) Sim, podia tê-lo feito, sendo Ele Deus, mas desde que achou preferível proceder assim, não nos resta senão obedecer. De mais a mais haveria uma maneira mais fácil? Não! Suponhamos que, por exemplo, para cada pecado tivesse ordenado uma esmola grande: quantas não a achariam penosa e impossível? Suponhamos ainda que tivesse estabelecido um jejum; quantos não poderiam ou não quereriam fazê-lo? Suponhamos ainda que tivesse exigido uma longa peregrinação; quantos nesse caso, mesmo querendo, não a poderiam realizar? Mas com a confissão não há nada disso, para quem quer que seja, por qualquer pecado e número de vezes, só é necessária uma coisa: confessar-se a um Ministro, cuja escolha é livre, no modo mais secreto e tudo está perdoado. Ah! diga-me: se a lei humana ou civil agisse da mesma maneira, se bastasse apresentar-se a um juiz e confessar a culpa para receber o perdão, haveria ainda prisões e penitenciárias?

(Discípulo) Absolutamente não! todos se confessariam, mesmo os mais velhacos.

(Mestre) Por que, então, achamos penosa a confissão sacramental?

(Discípulo) Pois seja: mas não bastaria uma confissão feita diretamente a Deus? Quê necessidade há de se, correr ao Sacerdote, pondo-o ao corrente dos nossos interesses?

(Mestre) Quem manda faz leis! Ouça: O Presidente e o governo mandam que paguemos impostos; pois bem, faça uma experiência; vá à capital do país para pagar diretamente ao Presidente e ao Governo. Dir-lhe-iam: vá ter com o nosso encarregado, o coletor e pague a ele, você poderia protestar à vontade que a situação não mudaria. Querem que paguemos, mas ao coletor. O mesmo dá-se com a confissão. Deus perdoa, mas por meio dos seus encarregados, que são os confessores. Continuar lendo “Deus quis que assim se procedesse quanto ao Sacramento da Confissão”

Método de confessar-se bem ajudado pelo patriarca São José

Vinde, Espírito Santo, enchei os corações de vossos fiéis e acendei neles o fogo de vosso divino amor.

V. Mandai o vosso Espírito e tudo será criado.

R. E renovareis a face da terra.

Oremos

Ó Deus, que doutrinastes os corações dos fiéis pela ilustração do Espírito Santo, concedei-nos, que pelo mesmo Espírito Santo saibamos o que é reto, e gozemos sempre de sua preciosa consolação. Amém.

Rezemos três Ave-Marias, pedindo a Nossa Senhora a graça de conhecer nossas faltas e de confessar-nos devidamente.

Ave Maria,… Ave Maria,… Ave Maria,…

Oração para antes do exame

Santíssimo e inocentíssimo José, vós sempre guardastes a vossa alma limpa de qualquer pecado, que pudesse manchá-la e ofender a Deus; não fiz eu assim, senão que muitas vezes desgostei sua divina Majestade, ofendendo meu Deus e quebrantando sua santa lei. Perdi meu Deus, pobre de mim!

Como aparecerei em sua presença tão carregado de pecados? Eu não ouso, santo meu de minha alma, senão me acompanhado de vós; acudi-me, pois, vinde em meu auxílio agora que me chego a Sua Majestade para pedir-lhe perdão de meus pecados e Continuar lendo “Método de confessar-se bem ajudado pelo patriarca São José”

A purificação do coração e o temor filial de Deus são condições do progresso da nossa santificação

Pelo Diácono Rafael

Descendo do monte o Senhor, acudiu a Ele a multidão porque não podiam subir mais alto. Assim as palavras de São Jerônimo ao comentar o evangelho de hoje. Evangelho que relata que Nosso Senhor desce da montanha depois de haver pregado o sermão da montanha. Nosso Senhor desce por misericórdia, pra poder levar às almas dos judeus que ainda não eram capazes de compreender a doutrina que ele tinha ensinado durante o sermão da montanha. Essa doutrina consistia na virtude da fé aperfeiçoada até o mais alto grau, até estar unida com a caridade. Nosso Senhor vê os judeus que ainda não estavam prontos para entender essa doutrina. E não só não estavam prontos pra entender, mas também não estavam prontos para praticar. Elevando a fé dos judeus quando Ele desce, o evangelho de hoje já nos mostra dois exemplos desta fé unida à caridade: o exemplo se vê no leproso que se aproxima de Nosso Senhor e no servo do centurião. Continuar lendo “A purificação do coração e o temor filial de Deus são condições do progresso da nossa santificação”

Cânon acerca do Batismo dos hereges, no I Sínodo de Arles

Papa Silvestre I

Com referência aos africanos, já que aplicam um costume próprio deles, a saber, de rebatizarem, foi decidido que, se alguém vem para a Igreja procedente de uma heresia, deve-se interroga-lo sobre o Símbolo da fé e, se se constatar que foi batizado no Pai, no Filho e no Espírito Santo, imponha-se-lhe tão somente a mão, para que receba o Espírito Santo; se às perguntas demonstrar que não conhece esta Trindade, seja batizado.

 I Sínodo de Arles, Cân. 9. Iniciado em 01/08/314, sob o pontificado do Papa Silvestre I. (Denzinger-Hunermann, 123)