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Deus semeando trigo no seu campo

Sermão de Dom Lourenço Fleichman

Se nós compreendêssemos a beleza da criação

Caríssimos irmãos, assim foi no início do tempo, Deus plantou o seu trigo. Tudo que Ele criou, a maravilha da criação, todos os astros, a ordem que está nesses astros todos, desde o momento em que o mundo começou a se embelezar por obra da Providência Divina, preparando o lugar onde seria criado o homem para depois então nascer o Salvador, tudo isso é obra das mãos de Deus com uma beleza que poderia nos trazer uma certa contemplação suficiente pro resto das nossas vidas. Se nós compreendêssemos a beleza da criação, se nós pudéssemos vislumbrar um pouco aquilo que na sua pureza inicial estava presente na vida de Adão e Eva, aquele Paraíso era o menos de tudo. O Paraíso era para eles um lugar de delícias, mas era um lugarzinho no centro daquela terra maravilhosa que Deus criou para o homem. O centro daquelas estrelas, milhares e miríades de estrelas que Deus criou para o homem, todos os sóis e todos os sistemas planetários foram feitos para embelezar a noite do homem e iluminar o seu dia. E ali viviam Adão e Eva. Viviam em plena felicidade e não precisavam de Continuar lendo Deus semeando trigo no seu campo

Temos obrigação de continuar rezando pelo Brasil

Por Dom Lourenço Fleichman

Nós vivemos num mundo que não suporta que Jesus Cristo reine sobre as nações

Domingo passado foi a Festa de Cristo Rei. Do mesmo modo que na leitura do Apocalipse está dito que aquele Cristo, aquele Senhor que reina no Céu reina também sobre todas as nações, Nosso Senhor também é apresentado pela Igreja como Senhor de todos os povos, de todas as nações. Senhor de todas as políticas, chefe de todas as políticas que há na terra. Porém, nós vivemos num mundo que recusa o reinado de Nosso Senhor Jesus Cristo. Nós vivemos num mundo que não suporta que Jesus Cristo reine sobre as nações. E inventaram teorias, filosofias, políticas para tentar convencer os homens de que Continuar lendo Temos obrigação de continuar rezando pelo Brasil

Como devem ser nossas orações – ensina-nos São Tomás

As cinco qualidades requeridas para todas as orações

A Oração Dominical, entre todas, é a oração por excelência, pois possui as cinco qualidades requeridas para qualquer oração. A oração deve ser: confiante, reta, ordenada, devota e humilde.

Em primeiro lugar, a oração deve ser confiante.

Como São Paulo escreve aos Hebreus (4, 16): “Aproximemo-nos com confiança do trono da graça, a fim de alcançar a misericórdia e achar graça para sermos socorridos no tempo oportuno”.

A oração deve ser feita com fé e sem hesitação, segundo São Tiago (Tg 1,6): “Se algum de vós necessita de  Continuar lendo Como devem ser nossas orações – ensina-nos São Tomás

Que coisa extraordinária que deve ter sido essa primeira Missa!

[Por Dom Lourenço Fleichman]

Meus caríssimos irmãos, são nessas noites especiais que a Igreja nos oferece que, de repente, nós paramos o curso da nossa vida e nos concentramos nas cerimônias da Igreja. Não apenas por causa de uma festa como no caso de um natal, por exemplo, ou de uma festa de Nossa Senhora, mas todo esse envolvimento da Semana Santa que nos traz, além daquela preparação toda da Quaresma, além desses dias que antecedem a Quinta-feira Santa, com a paixão de São Mateus, de São Lucas, de São Marcos. Tudo isso vai envolvendo nossa alma, vai nos conduzindo espiritualmente a estarmos hoje dentro da nossa igreja, dentro da nossa casa espiritual, diante de Nosso Senhor que vai passar os seus momentos de Paixão.

O nosso pensamento deve voltar-se para Jerusalém porque, nesse momento da História Sagrada, Nosso Senhor reuniu-se com seus apóstolos no Cenáculo. Ele estava em Betânia. E saiu de Betânia durante o dia porque logo vinha a Páscoa, a festa da Páscoa, logo vinha o sábado e aquele sábado era de grande solenidade. Era a Páscoa, era a comemoração da passagem da escravidão do Egito para a Terra Prometida. Então todos se apressavam e Jesus também se apressa. Ele ainda não tinha morrido na cruz, ainda vivia no Antigo Testamento e quis passar por todos os rituais dando o exemplo. Ele acaba de dizer: “Eu vos dei o exemplo”, também deu exemplo pela perfeição da sua piedade. Como homem, ele cumpriu a lei exatamente como Deus a tinha revelado.

Então Ele sai de Betânia e Continuar lendo Que coisa extraordinária que deve ter sido essa primeira Missa!

Assim começa a Semana Santa

Meus caríssimos irmãos, assim começa a Semana Santa, começa diferente, começa com a benção dos ramos para que nós possamos, nós também, irmos adiante. Ir atrás de Nosso Senhor, juncando o nosso caminho com os ramos bentos para que nos alegremos no nosso coração, porque nosso Rei entra em Jerusalém hoje. A Igreja veste-se de vermelho por causa da realeza de Cristo. Esconde as cores roxas até certo ponto, porque estamos em festa. Nosso Rei chegou, ele vem montado num jumento, filho daquela que leva o julgo. Ele, Cristo, leva o julgo. Ele carregou aquela trave nas costas, ou seja, sua cruz. Então ele vem sentado num jumentinho por causa da sua cruz; e ele vem montado num jumentinho por ser Rei. Não andará a pé porque é rei, estará montado num modo de transporte mais rico, digamos assim, mais nobre do que o normal de Nosso Senhor, que era caminhar por aquelas estradas na Palestina, ensinando seu evangelho, ensinando a sua doutrina. Agora já não é tanto a sua doutrina que Ele tem que ensinar, é o exemplo, é sua vida, é sua cruz e sua morte.

Ele entra em Jerusalém para cumprir as escrituras, Ele Rei de Israel, Ele Rei de todas as nações, Ele Rei, nosso Rei, entra em Jerusalém para tomar posse da cidade santa, para transformar aquela cidade santa na sua sede, na sede do seu reino aqui na terra que é a santa Igreja. O que quer Ele de nós? Qual a atitude que eu devo tomar nessa Semana Santa? Talvez para compensar toda a Quaresma que eu fiz Continuar lendo Assim começa a Semana Santa

A Igreja se modifica para o primeiro domingo da Paixão

[Por Dom Lourenço Fleichman]

Meus caríssimos irmãos, a Igreja se modifica para o primeiro domingo da Paixão: os véus roxos cobrem as nossas imagens, já não há mais a cruz, ela está velada para que a crucifixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, sua morte na cruz, não esteja apenas representada num pedaço de pau, num pedaço de gesso, mas dentro do nosso coração. Nós é que somos a cruz, nós é que carregamos Jesus crucificado a partir desse domingo.

Quinze dias que nós temos para viver esta crucifixão, para viver esta morte de Cristo, para acompanhar passo a passo a sua paixão para poder estar com Ele na ressurreição. Então, aproveitemos o tempo. Se até agora, quatro semanas de quaresma não foi o suficiente para que nós nos convertêssemos, para que Continuar lendo A Igreja se modifica para o primeiro domingo da Paixão

A penitência prepara o santo. Sermão do 4º Domingo da Quaresma

Por Dom Lourenço Fleichman, Fortaleza, 2014

Meus caríssimos irmãos, não deixa de ser interessante nós vermos esses homens da Palestina, judeus que esperavam a séculos a vinda do Messias, ao verem o milagre que Jesus fizera com cinco pãezinhos alimentando uma multidão de quatro mil homens, imediatamente conceberam na sua cabeça naturalista, ou seja, muito terrena, muito horizontal, pouco espiritual, a ideia de que aquele homem devia ser rei, porque o rei vai distribuir pão para toda a gente e não haverá mais pobreza no mundo. Diversas vezes no evangelho nós vemos essa diferença entre a pobreza e a riqueza. O pobre querendo ser rico e Jesus dizendo: não é por aí! Não vim aqui para trazer riquezas para vocês, eu vim para trazer a vida sobrenatural, eu vim para que vocês entendessem que não é o horizontal que nos interessa, porque não só de pão vive o homem. Nem só de pão vive o homem, mas Jesus multiplicou os pães porque eles estavam com fome e enfraquecidos, pois há dias seguiam Nosso Senhor e estavam necessitados daquele alimento material. Ah, Ele dá! Nosso Senhor nos dá o alimento material. Ele nos dá o necessário para viver desde que nós tenhamos nossas mentes e espíritos colocados nas coisas do Céu, nas coisas de Deus e não nas coisas da terra.

Essa diferença entre a vida natural e a vida sobrenatural, infelizmente, nós temos uma tendência muito grande de perder. Temos a tendência muito grande de não compreender e de estarmos sempre voltados para as coisas da terra, para as coisas da nossa casa, da nossa vida, que são importantes, têm seu lugar. Nós temos responsabilidades a cumprir também nessa ordem, mas não quando Deus está na nossa frente. Não quando as coisas de Deus estão na nossa frente.

Nós acabamos de ouvir uma epístola, uma leitura em que Continuar lendo A penitência prepara o santo. Sermão do 4º Domingo da Quaresma

A purificação do coração e o temor filial de Deus são condições do progresso da nossa santificação

Pelo Diácono Rafael

Descendo do monte o Senhor, acudiu a Ele a multidão porque não podiam subir mais alto. Assim as palavras de São Jerônimo ao comentar o evangelho de hoje. Evangelho que relata que Nosso Senhor desce da montanha depois de haver pregado o sermão da montanha. Nosso Senhor desce por misericórdia, pra poder levar às almas dos judeus que ainda não eram capazes de compreender a doutrina que ele tinha ensinado durante o sermão da montanha. Essa doutrina consistia na virtude da fé aperfeiçoada até o mais alto grau, até estar unida com a caridade. Nosso Senhor vê os judeus que ainda não estavam prontos para entender essa doutrina. E não só não estavam prontos pra entender, mas também não estavam prontos para praticar. Elevando a fé dos judeus quando Ele desce, o evangelho de hoje já nos mostra dois exemplos desta fé unida à caridade: o exemplo se vê no leproso que se aproxima de Nosso Senhor e no servo do centurião. Continuar lendo A purificação do coração e o temor filial de Deus são condições do progresso da nossa santificação