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O pecado das pessoas casadas acerca do ato conjugal

Quando é que uma parte está obrigada a prestar o débito conjugal à outra parte? Quando está dispensada? O que caracteriza pecado leve? O que caracteriza pecado grave?

O ato conjugal e sua liceidade – Apontamentos de Teologia Moral

Os apontamentos a seguir abordam complexas questões da moral católica acerca dos pecados dos casados no que dizem respeito ao ato conjugal. Trata-se de uma texto aglutinado extraído de tradicionais compêndios de teologia moral e pode servir de auxílio quando, por circunstâncias da crise atual, o fiel venha a encontrar-se sem o devido encaminhamento orientativo na prática da fé e da moral, colaborando para a superação de dúvidas que por vezes inquietam a alma verdadeiramente católica. Rezemos incessantemente por sacerdotes orientadores espirituais que exalem santidade e encaminhemos fiéis no caminho da santidade.

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Os principais pecados graves que os casados podem cometer acerca do ato conjugal são: pecados contra a vida nascente, atos adulterinos, relações conjugais em circunstâncias em que não são lícitas,atos praticados sem razão suficiente que tenham grande influxo na polução, como também os atos praticados na intenção de provocá-la, recusa do débito conjugal e atos que frustram o fim primário do matrimônio.

O ato conjugal é lícito quando se faz com o fim de procriar filhos ou por outros motivos honestos.

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Os maus pensamentos e as dúvidas acerca do consentimento neles

por Santo Afonso de Ligório

A respeito dos maus pensamentos encontra-se, muitas vezes, um duplo engano:

a) Almas que temem a Deus e não possuem o dom do discernimento e são inclinadas aos escrúpulos, pensam que todo mau pensamento que lhes sobrevêm é já um pecado. Elas estão enganadas, porque os maus pensamentos em si não são pecados, mas só e unicamente o consentimento neles. A malícia do pecado mortal consiste toda e só na má vontade, que se entrega ao pecado com claro conhecimento de sua maldade e plena deliberação de sua parte. E, por isto, Santo Agostinho ensina que não pode haver pecado onde falta o consentimento da vontade.

Por mais que sejamos atormentados pelas tentações, pela rebelião de nossos sentidos, pelas comoções ou sensações desregradas de nossa natureza corpórea, não existe pecado algum enquanto Continue lendo Os maus pensamentos e as dúvidas acerca do consentimento neles

O demônio só tenta as almas que querem sair do pecado. As outras são dele, ele não precisa tentá-las.

Conselhos para o tempo da tentação, do Cura d’Ars

 

Assim como o bom soldado não tem medo do combate, assim também o bom cristão não deve ter medo da tentação.

Todos os soldados são bons em guarnição. É no campo de batalha que se faz a diferença dos corajosos e dos covardes.

A maior das tentações é não ter tentações. Quase se pode dizer que somos felizes de ter tentações. É o momento da colheita espiritual em que ajuntamos para o céu. É como no tempo da ceifa: a gente se levanta de manhã bem cedo, dá-se muito trabalho, mas não se queixa porque junta muito. Continue lendo O demônio só tenta as almas que querem sair do pecado. As outras são dele, ele não precisa tentá-las.

Como proceder na tentação [PARTE III]: Após a tentação

Por Adolph Tanquerey

(Clique para ler a parte I: Prevenir a tentação)

(Clique para ler a parte II: Resistir a tentação)

 

Após a tentação

Após a tentação é necessário evitar o minucioso exame sobre se consentimos ou não: esta imprudência poderia fazer voltar a tentação e criar novo perigo. E depois, é muito fácil ver, pelo testemunho da consciência, sem profundo exame, se ficamos vitoriosos.

Se tivemos a felicidade de triunfar, demos graças de todo o coração Àquele que nos deu a vitória: é um dever de gratidão e o melhor meio de obter novas mercês em tempo oportuno. Ai dos ingratos que se atribuíssem a si mesmos a vitória, sem pensarem em dar graças a Deus! Não tardariam em experimentar a sua fraqueza.

Se, pelo contrário, Continue lendo Como proceder na tentação [PARTE III]: Após a tentação

Como proceder na tentação [Parte II]: Resistir à tentação

Por Adolph Tanquerey

Esta resistência será diversa conforme a natureza das tentações. Há umas que são frequentes, mas pouco graves. Para essas a melhor tática é o desprezo, como tão bem explica São Francisco de Sales: “Quanto a essas pequenas tentações de vaidade, suspeita, tristeza, ciúme, inveja, afeiçõezinhas e outras semelhantes ninharias, que, como moscas e mosquitos nos andam passando por diante dos olhos, e umas vezes nos picam nas faces, outras no nariz… a melhor resistência que lhes podemos fazer é não nos afligirmos, porque nada disto nos pode causar dano, ainda que nos pode enfadar, contanto que tenhamos firme resolução de querer servir a Deus. Desprezai, pois, estes pequenos assaltos e não vos ponhais nem sequer a considerar o que querem dizer. Deixai-os zunir à roda dos ouvidos, quanto quiserem… como se faz com as moscas.

Aqui ocupamo-nos sobretudo das tentações graves: é preciso combate-las prontamente, energicamente, com constância e humildade. Continue lendo Como proceder na tentação [Parte II]: Resistir à tentação

Como proceder na tentação [PARTE I]: Prevenir a tentação

Por Adolph Tanquerey

Para triunfar das tentações e fazê-las servir ao bem espiritual da nossa alma, três coisas principais se devem observar: 1º Prevenir a tentação; 2º Combatê-la vigorosamente; 3º Agradecer a Deus depois da vitória, ou levantar-se após a queda.

Trata-se especificamente de cada um destas três coisas em três postagens distintas. Nesta primeira postagem da série aborda-se a questão de como prevenir a tentação

Prevenir a tentação

Conhecemos o provérbio: Mais vale prevenir que remediar. É também o que aconselha a sabedoria cristã. Quando Cristo Senhor Nosso conduziu os três apóstolos ao jardim da Oliveiras, disse-lhes: “Vigiai e orai, para não entrardes em tentações”(Mt 26, 41). Vigilância e oração, eis pois, os dois grandes meios de prevenir a tentação.

Vigiar é estar de atalaia em torno da própria alma, para não se deixar colher de sobressalto. E é tão fácil sucumbir num momento de surpresa! Esta vigilância implica duas disposições principais: desconfiança de si mesmo e confiança em Deus.

É, pois, necessário Continue lendo Como proceder na tentação [PARTE I]: Prevenir a tentação