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Véspera de Primeiro de Maio. Iniciemos a prática da devoção do MÊS DE MARIA.

ORAÇÕES PARA TODOS OS DIAS DO MÊS

Oração preparatória

Abri, Senhor, a minha boca para louvar o vosso Santo Nome. Purificai também o meu coração de todos os vãos, perversos e estranhos pensamentos, iluminai meu entendimento, inflamai minha vontade para que digna, atenta e devotamente possa fazer esta devoção e mereça ser atendido diante de vossa Divina Majestade. Por Jesus Cristo, Senhor Nosso. Amém.

V. Sede em meu favor, Deus onipotente.
R. Em me socorrer sede diligente.
V. Glória seja ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo também.
R. Como era no princípio, seja agora e sempre. Amém.

Invocação ao Espírito Santo
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo de vosso amor.
V. Senhor, enviai o vosso Espírito e tudo será criado.
R. E renovareis a face da terra.

ORAÇÃO
Ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a iluminação do Espírito Santo, fazei que nos regulemos segundo o mesmo Espírito e que gozemos sempre da sua consolação. Por Jesus Cristo, Senhor Nosso. Amém.

Oração de São Bernardo à Santíssima Virgem
Lembrai-vos, ó puríssima Virgem Maria, que nunca se ouviu dizer que algum daqueles que tem recorrido à vossa proteção, implorado vossa assistência e reclamado vosso socorro, fosse por vós desamparado. Animado eu pois com uma igual confiança a vós, Virgem entre todas singular, como a Mãe recorro. De vós me valho; e gemendo com o peso de meus pecados, me prostro a vossos pés. Não rejeiteis minhas súplicas, ó Mãe do Filho de Deus humanado; mas dignai-vos de as ouvir propícia, e de me alcançar o que vos rogo. Amém.

Ato para antes da meditação
Eu estou na presença de Deus. Ele me vê, me ouve e penetra até o íntimo de minha alma, descobrindo nela os meus mais recônditos pensamentos e afetos. Ah, como poderei sustentar a face do Deus de toda a santidade? Sendo tão miserável pecador, quando penso em minhas numerosas infidelidades, em tantos e tão enormes atentados que tenho cometido contra o meu Criador, o temor e o remorso se apoderam de mim e Continuar lendo Véspera de Primeiro de Maio. Iniciemos a prática da devoção do MÊS DE MARIA.

Peça a Deus um diretor espiritual e conserve-o sem buscar outro

“Obedecei aos vossos superiores, porque eles velam como quem há de dar conta das vossas almas”(Hb 13, 17).

Aquele que obedece à Igreja de Cristo, não obedece a uma autoridade humana, mas ao próprio Deus, pois Ele disse: “Quem vos ouve, a mim ouve”. Jamais se perdeu uma alma com a obediência; jamais se salvou uma alma sem a obediência. (São Filipe Néri). Aquele que menospreza a obediência, diz São Bernardo, e deixa-se guiar por suas próprias luzes ou paralisar por seus temores, não precisa de demônio que o tente; ele mesmo se faz demônio para si.

Guardemo-nos de temer que um diretor prudente possa enganar-se no que nos prescreve, ou que ele não conheça suficientemente o estado de nossa consciência, porque julgamos não lha ter aberto com bastante clareza. Com semelhantes temores a obediência seria sempre eludida ou suspensa. Se o vosso diretor não vos tivesse compreendido e conhecido bem, ou se não vos tivésseis explicado com clareza, ele teria continuado a interrogar-vos. Se não o fez, é porque se acha suficientemente informado.

Não é a nós que Deus manifesta o estado de nossa alma, mas àquele que deve guiar-nos em seu lugar. Baste-te ouvir de sua boca que Continuar lendo Peça a Deus um diretor espiritual e conserve-o sem buscar outro

O pecado dos Santos e a misericórdia de Deus

Todo homem, por mais santo que seja, tem imperfeições, visto que foi feito do nada. De forma que não prejudicamos aos santos se, ao narrarmos as suas virtudes, contamos também os seus pecados e imperfeições. Aqueles que ocultam os defeitos e faltas dos santos com o pretexto de os honrar, fazem mal, porque não contam o princípio da sua conversão com medo que diminua assim a estima em que temos a sua santidade. Todos os grandes santos, escrevendo as vidas de outros santos, narraram sempre as faltas e imperfeições, pensando, e com razão, dar nisto tanta glória a Deus e aos seus mesmos santos como narrando as suas virtudes.

O grande São Jerônimo, escrevendo em epitáfio os louvores e as virtudes de Santa Paula, explica claramente as suas imperfeições, condenando com toda a lisura muitas das suas ações e sendo sempre claro e sincero ao escrever as suas virtudes e defeitos, pois sabia que uma coisa lhe era tão útil como a outra, porque vendo os defeitos dos santos e a sua vida basta-nos para conhecermos a vontade de Deus, que lhes perdoou e nos ensina a evitá-los e a fazer deles penitência como os santos fizeram, assim como lemos as suas virtudes para o imitar.

Quando os mundanos querem elogiar as pessoas que estimam, contam sempre as suas graças, virtudes, perfeições e excelências, dando-lhes todos os títulos e dignidades honrosas, procurando encobrir os seus pecados e imperfeições, e esquecendo tudo o que os poderia tornar desprezíveis. Mas a Santa Igreja Continuar lendo O pecado dos Santos e a misericórdia de Deus

Pecado venial: Deus ofendido por uma bagatela

Embora em grau inferior, o pecado venial oferece, todavia, os mesmos ca­racteres de malícia que o pecado mortal. A rainha Maria Teresa de França, es­posa de Luís XIV, chorava uma falta venial. A delicada consciência da Prin­cesa a deixava inconsolável.

— Como?! — disseram-lhe — tanta lágrima, por uma falta leve, um pe­cado venial?!

— Sim, pode ser venial, mas é mor­tal para o meu coração!

Tudo quanto ofende a Nosso Senhor nunca é leve ou coisa de somenos importância para uma alma fervorosa.

E o pecado venial é uma ofensa a Deus. Há nele três circunstâncias agra­vantes :

  • Uma injúria à Majestade Divina;
  • Revolta contra a Autoridade de Deus;
  • Ingratidão à Bondade Eterna.

Deus, em cuja presença estamos, é ofendido e por uma bagatela, um ato de preguiça, uma vaidade, uma deso­bediência! Não desprezemos o que fere tanto ao Sagrado Coração de Jesus! O pecado venial ofende a Deus. E não basta para que o aborreçamos?

Seja venial, embora, mas sempre é mortal para nosso coração e para a de­licadeza de nossa consciência. E’ uma injúria à Majestade Divina. Num dos pratos da balança coloca­mos a vontade de Deus e a sua glória, e no outro, o nosso capricho e nosso prazer, e ousamos preferi-los mais que a Deus!

Que ultraje! Diz S. Teresa: É co­mo se se dissesse: Senhor, apesar de esta ação Vos desagradar, não deixarei de a fazer. Não ignoro que Continuar lendo Pecado venial: Deus ofendido por uma bagatela

Os 8 sinais da tibieza e a pena pela mediocridade na prática da virtude

Os sinais da tibieza em geral são os oito seguintes:

1. Omissão fácil das práticas de piedade

A alma fervorosa tem a sua vida de piedade toda dirigida por um regulamento particular fácil de ser observado e bem criterioso. Não omite facilmente qualquer prática de piedade. E’ de uma fidelidade extrema, sobretudo à meditação. Se graves ocupações ou verdadeira necessidade a impedem, procura, logo que seja possível, suprir a falta. A alma tíbia sob qualquer pretexto omite os exercícios de piedade, passa dias sem meditação, e até mesmo sem práticas de piedade de qualquer espécie. Ora, isto é exatamente o contrário do fervor. “Não digo que isto prove tudo, diz o Pe. Faber, mas prova muito. Seja como for, sempre que existir tibieza, existirá este sintoma”.

2. Fazer os exercícios de piedade com negligência

Na tibieza também há oração, missas, confissões, comunhões, terços, etc., mas Continuar lendo Os 8 sinais da tibieza e a pena pela mediocridade na prática da virtude

Tibieza: contentar-se com não ofender a Deus pelo pecado mortal, mas não querer evitar o pecado leve

Que é a tibieza

A tibieza é uma doença espiritual e das mais graves e perigosas. É o verme roedor da piedade. Micróbio terrível! Mina o organismo espiritual sem que o enfermo perceba. Enfraquece a pobre alma. Amortece as energias da vontade. Inspira horror ao esforço. Afrouxa vida cristã. Espécie de langor ou torpor, diz Tanquerey, que não é ainda a morte, mas que a ela conduz sem se dar por isso, enfraquecendo gradualmente as nossas forças morais. Pode-se compará-la a estas doenças que definham, como a tísica, e consomem pouco a pouco algum dos órgãos vitais. É uma sonolência, um sistema de acomodações na vida espiritual.

O tíbio não quer lutar. Tem horror ao combate da vida cristã. Não compreende a palavra de Nosso Senhor: Eu não vim trazer a paz, mas a guerra!

Guerra ao pecado, guerra às paixões, guerra à indiferença.

Quem não é por mim, é contra mim!

O tíbio não compreende este radicalismo sublime do Evangelho e da cruz. Numa palavra o define bem o Espírito Santo: é morno. Nem frio, nem quente.

Nem o ardor da caridade, o fogo do amor, nem o gelo da descrença e da impiedade e da morte da alma.

A tibieza é uma inércia espiritual. Um estado lamentável da alma.

É a mediocridade que se contenta com não ofender a Deus pelo pecado mortal, mas não quer evitar o pecado leve, fugir do relaxamento da vida espiritual.

Enfim, para defini-la com precisão e distingui-la do que Continuar lendo Tibieza: contentar-se com não ofender a Deus pelo pecado mortal, mas não querer evitar o pecado leve

Como proceder na tentação [PARTE III]: Após a tentação

Por Adolph Tanquerey

(Clique para ler a parte I: Prevenir a tentação)

(Clique para ler a parte II: Resistir a tentação)

 

Após a tentação

Após a tentação é necessário evitar o minucioso exame sobre se consentimos ou não: esta imprudência poderia fazer voltar a tentação e criar novo perigo. E depois, é muito fácil ver, pelo testemunho da consciência, sem profundo exame, se ficamos vitoriosos.

Se tivemos a felicidade de triunfar, demos graças de todo o coração Àquele que nos deu a vitória: é um dever de gratidão e o melhor meio de obter novas mercês em tempo oportuno. Ai dos ingratos que se atribuíssem a si mesmos a vitória, sem pensarem em dar graças a Deus! Não tardariam em experimentar a sua fraqueza.

Se, pelo contrário, Continuar lendo Como proceder na tentação [PARTE III]: Após a tentação

Como proceder na tentação [Parte II]: Resistir à tentação

Por Adolph Tanquerey

Esta resistência será diversa conforme a natureza das tentações. Há umas que são frequentes, mas pouco graves. Para essas a melhor tática é o desprezo, como tão bem explica São Francisco de Sales: “Quanto a essas pequenas tentações de vaidade, suspeita, tristeza, ciúme, inveja, afeiçõezinhas e outras semelhantes ninharias, que, como moscas e mosquitos nos andam passando por diante dos olhos, e umas vezes nos picam nas faces, outras no nariz… a melhor resistência que lhes podemos fazer é não nos afligirmos, porque nada disto nos pode causar dano, ainda que nos pode enfadar, contanto que tenhamos firme resolução de querer servir a Deus. Desprezai, pois, estes pequenos assaltos e não vos ponhais nem sequer a considerar o que querem dizer. Deixai-os zunir à roda dos ouvidos, quanto quiserem… como se faz com as moscas.

Aqui ocupamo-nos sobretudo das tentações graves: é preciso combate-las prontamente, energicamente, com constância e humildade. Continuar lendo Como proceder na tentação [Parte II]: Resistir à tentação