Novena de Natal – primeiro dia

16 DE DEZEMBRO

Oração para todos os dias

Ó Jesus vivendo em Maria
vinde viver em vosso servo
com o espírito de vossa santidade
com a plenitude de vossas forças
na retidão de vossos caminhos
na verdade de vossas virtudes
na comunhão de vossos mistérios
para dominar as forças adversas
com o vosso Espírito, para a glória do Pai. Amém.

Texto bíblico para meditação (São Marcos 1,1-8)

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Consagração ao Menino Jesus no Natal

Senhor Jesus, Filho eterno de Deus, que vos dignastes conhecer e santificar nossa condição humana, nós vos adoramos em Vossa Infância e Vos damos graças de nos ter aberto, por ela, o caminho ao Vosso Sagrado Coração. Nesta festa de Natal de 2019, nós nos consagramos a Vós e vos tomamos por modelo, para que Vosso Pai veja resplandecer em nossas almas a semelhança de Seu Filho amado. Nós vos suplicamos de nos comunicar as virtudes que praticastes nos trinta anos de Vossa vida escondida, onde queremos buscar o alimento da nossa vida cristã. Ó Menino Jesus, Rei dos corações, nós vos escolhemos como verdadeiro sacerdote de nossa pequena capela, como Mestre de vida interior, como modelo de obediência e guia no caminho da perfeição. Preservai-nos do espírito do mundo e derramai em nossas almas as graças que transbordam de Vosso Sacratíssimo Coração: a mansidão e a verdadeira humildade; a fé e o amor por Vossa Santa Igreja, perseguida até a morte; o desprezo pelas honras do mundo; a castidade, o espírito de sacrifício e uma caridade fraterna tão sólida que afaste para sempre as divisões, os falatórios e a discórdia. Para tanto, queremos imitar a docilidade do Vosso Coração às inspirações do Divino Espírito Santo e Vossa admiração contemplativa da Vontade do Pai. Dai-nos uma piedade filial, terna e profunda para com Vossa Santa Mãe, que recebeu poder sobre Vós nos dias de Vossa vida mortal. Senhor Jesus, fazei que tudo em nossas vidas seja feito segundo a vontade de Deus, que saibamos adorar na fé os desígnios de Sua atenção paternal e que nossa vida interior, toda marcada por Vossa presença, mergulhe cada dia mais no mistério de amor das Três Pessoas Divinas, onde reinais eternamente com o Pai, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Nossa Senhora, mãe que não sentiu dor no parto

Nossa Senhora realmente não sentiu dor no parto. O nascimento de Jesus foi algo sobrenatural. As dores de parto são uma consequência do pecado original (cf. Gn 3,16), mas Maria não teve esse pecado, logo, não teve dores de parto (cf. Is 66,7). 


O Papa Alexandre III na carta Carta Ex litteris tuis expôs que Maria “deu à luz sem dor e emigrou deste mundo sem corrupção, em conformidade com a palavra do anjo, aliás, de Deus por meio do anjo, para que fosse provado que ela é plena, não semiplena de graça…”

No mesmo sentido, o Catecismo Romano do Concílio de Trento reafirma “A Eva foi dito: Em dores darás a luz [teus] filhos. Maria ficou isenta desta lei. Conservando a integridade de sua virginal pureza, […] Maria deu à luz a Jesus, Filho de Deus, sem sofrer dor de espécie alguma.” 

Por sua vez, Santo Agostinho, referindo-se à Virgem Mãe, diz: “Assim como a sua concepção deixou-lhe intacta a virgindade, assim no seu parto nenhuma dor sofreu.”

Um arremate consistente para a questão encontramos em São Tomás de Aquino, que em sua Suma Teológica, disseca nestes termos:

As dores de uma parturiente são causadas pela compressão dos meatos por onde vem à luz o filho. Ora, Cristo veio à luz sem detrimento da virgindade de sua mãe que, portanto, não sofreu nenhuma espécie de compressão. Por isso, nesse parto não houve nenhuma dor, como não houve nenhuma corrupção, mas antes, houve uma alegria máxima por ter vindo ao mundo o homem Deus…

A dor que a mulher sofre no parto resultou da concepção. Donde, depois de ter dito a Escritura: Em dor parirás teus filhos, acrescenta: e estarás sob o poder de teu marido. Donde o dizer Agostinho, que dessa sentença foi excluída a Virgem Mãe de Deus que, por ter sido isenta do pecado e ter concebido a Cristo sem nenhuma união carnal, gerou sem dor e, sem violação da sua integridade, permanecendo totalmente virgem…

Assim como Cristo, morrendo, livrou-nos da morte eterna, assim com as suas dores livrou-nos das nossas. Por isso quis morrer no meio delas. Mas, as dores do parto de sua mãe não seriam as de Cristo, que veio para satisfazer pelos nossos pecados. Logo, não era necessário que sua mãe tivesse um parto doloroso.

O Evangelho diz que a Santa Virgem enfaixou e reclinou numa manjedoura o filho que deu à luz. Donde diz Jerônimo: Nenhuma parteira aí esteve, nenhum cuidado de mãos servis e práticas. A própria mãe cuidou do fruto das suas entranhas. Enfaixou, diz o Evangelho, e reclinou o menino numa manjedoura.

Por Claudiomar Filho

Vida de tribulações que Jesus Cristo começou a levar desde o seu nascimento

Defecit in dolore vita mea, et anni mei in gemitibus — “A minha vida tem desfalecido com a dor, e os meus anos com os gemidos” (Ps. 30, 11).

Sumário. A vida de Jesus Cristo foi um martírio contínuo, e mesmo um duplo martírio, porque tinha continuamente diante dos olhos todas as dores que haviam de atormentá-Lo até à morte. Entre todas aquelas dores, porém, a que mais o afligiu, foi a previsão dos nossos pecados e da nossa ingratidão depois de tamanho amor da sua parte. É, pois, verdade, ó Jesus, que com os meus pecados Vos tenho causado aflição durante toda a vossa vida!

Jesus Cristo podia salvar-nos sem padecer nem morrer; mas não quis. A fim de nos fazer conhecer até que ponto nos amava, quis escolher uma vida toda de tribulações. Por isso, o profeta Isaías o chamou: virum dolorum — “Homem das dores”, porque a vida de Jesus Cristo devia ser uma vida toda cheia de dores. A sua Paixão não teve seu princípio no tempo da sua morte, mas sim, no começo da sua vida.

Vêde que Jesus, apenas nascido, é posto na manjedoura de uma estrebaria, onde tudo concorria para o atormentar. É atormentado na vista, que não descobre na gruta senão paredes grosseiras e negras. É atormentado no olfato, pelo fedor das imundícies dos animais que ali se acham. É atormentado no tato, pelas picadas da palha que lhe servia de cama. Pouco depois de nascido, vê-se obrigado a fugir para o Egito, onde passou vários anos da infância, na pobreza e no desprezo. Nem diferente foi a sua vida depois em Nazaré; e eis que finalmente termina a sua vida em Jerusalém, morrendo sobre uma cruz, pela veemência dos tormentos. 

De sorte que a vida de Jesus foi um martírio contínuo, e mesmo um duplo martírio, por ter sempre diante dos olhos todos os sofrimentos que em seguida deviam atormentá-Lo até à morte. À soror Maria Madalena Orsini, queixando-se um dia a Jesus crucificado, disse-lhe: “Mas, Senhor, Vós passastes somente três horas pregado na cruz, ao passo que eu já estou sofrendo vários anos” Jesus, porém respondeu-lhe: “Ó ignorante! Que estás dizendo? Desde antes de nascer sofri todas as dores da minha vida e da minha morte.”

Não foram precisamente as dores futuras que atormentaram Jesus Cristo, visto que de livre vontade aceitara os padecimentos. O que O afligiu foi a previsão dos nossos pecados e da nossa ingratidão depois de tão grande amor seu. Santa Margarida de Cortona não se cansava de chorar as ofensas feitas a Deus, até que um dia o confessor lhe disse: “Margarida, basta; não chores mais porque Deus já te perdoou.” A Santa, porém, respondeu: “Ah, meu Pai, como poderei deixar de chorar, sabendo que os meu pecados têm afligido o meu Jesus durante sua vida toda?

É, pois, verdade, ó meu doce Amor, que eu também, pelos meus pecados, Vos tenho afigido todo o tempo da vossa vida? Dizei-me agora, ó meu Jesus, o que tenho de fazer, para me poderdes perdoar; que de boa vontade o hei de fazer. Arrependo-me, ó Bem supremo, de todas as ofensas que Vos tenho feito. Arrependo-me e amo-Vos mais do que a mim mesmo. Sinto-me com um grande desejo de Vos amar, sois Vós que me destes este desejo; dai-me portanto também forças para Vos amar muito. Justo é que Vos ame muito, eu que tantas vezes Vos tenho ofendido.

Lembrai-me sempre o amor que me tendes mostrado, a fim de que a minha alma esteja sempre abrasada em vosso amor, sempre pense em Vós, não suspire senão por Vós, e só a Vós procure agradar. Ó Deus de mor, a Vós me entrego todo, eu que em outros tempos fui escravo do inferno. Aceitai-me por piedade e prendei-me com os laços de vosso amor. Meu Jesus, para o futuro quero sempre viver amando-Vos, e amando-Vos quero morrer. — Ó Maria, Mãe e Esperança minha, ajudai-me a amar o vosso e meu Deus amado; é esta a única graça que vos peço e de vós a espero. (II 359.)

Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo I – Santo Afonso

O Natal do católico

Para nós, católicos, que procuramos viver neste mundo sem desmerecer o nome de Cristo, que procuramos guardar um mínimo de coerência e de fidelidade, quando não um sincero desejo de santidade, chegamos neste final de 2008 2019 a mais um Natal. Para eles não.

Nós, católicos, que, ao levantar pela manhã, dobramos os joelhos e piedosamente fazemos o Sinal da Cruz e a oração da manhã; que durante o dia, entre conduções e cachações, tentamos rezar uma dezena do Terço ou, quem sabe, o Terço inteiro; nós que, ao regressar ao lar, antes de deitar, agradecemos por termos sobrevivido, por termos correspondido a alguma graça, e mesmo amado, de amor canhestro e sem jeito, nesses dias de Natal poderemos cantar com júbilo nosso Adeste Fidelis e nossa felicidade será pura e verdadeira. A deles não!

Para nós é mais um Natal, sempre novo porque a graça é a única novidade neste mundo; para eles tudo é velho, pior! velhaco, corrompido, ultrapassado, pois não há nada de novo sob o sol. Por que festejam, então? Porque trocam presentes, se não buscam a santidade, se não rezam, se não crêem nesta Criança, nesse Deus, “que hoje nasceu para nós”? Ah!, se ao menos eles fossem coerentes com sua soberba, se soubessem rechaçar de todo o Cristo, não tentando desejar uma Felicidade que não lhes pertence e que, no fundo, desprezam. Permitam-me dizer: eu odeio a tal Solidariedade. Nada mais falso do que a falsa bondade dessa gente que sai por aí dando abraços em todos que encontram, os mesmos que na véspera desprezavam e de quem se riam. Que paz é essa? Que mundo é esse?

Esse mundo ainda treme de um estremecimento profundo. Seus alicerces ainda vibram enquanto telhas e janelas racham em pedaços; esse mundo ainda teme ver desabar toda a sua estrutura. Evacuar! é o grito que seguram na garganta e que deverá ser gritado quando a coisa toda desabar. “E não ficará pedra sobre pedra”. O problema é que o mundo não é um edifício. O mundo globalizado que sonhou com o governo mundial, que pregou a religião única da Liberdade Religiosa a todo preço, criou essa situação: evacuar para onde? O que acontece com as pessoas quando, presas no alto de um edifício que desaba ou pega fogo, não encontram mais saída? Num ato de desespero, de medo, de terror, lançam-se no abismo porque têm medo de sofrer. Assim acontecerá com esses homens das finanças, com os governantes falsos de um mundo de mentirinha. Porém, eles não têm para onde correr. Descobriram a grande mentira. O mundo financeiro já ruiu, e os governantes foram obrigados a mexer suas peças no tabuleiro, mudar sua estratégia e fingir que oferecem muita segurança às empresas quebradas e aos cidadãos assustados. Parece fácil e parece um alívio: alguns bilhões disso para você, outros bilhões daquilo para o outro… e não esqueçam de produzir novelas para as 6, para as 7, para as 8 horas, porque o povo tem direito a se divertir. E no meio do caminho, tem o Natal, para aliviar todas as tensões. Ora, creio que a tsunami de 2008 é bem pior do que a do Natal de 2004. Naquela, morreram alguns milhares e partiram para o juizo diante de Deus. Nessa, é toda a humanidade que se atola na mentira para esconder a sem vergonhice e a falsa moral dos grandes desse mundo. Você acredita em Barack Obama? Você acredita no livre mercado da China, ou na “conversão” de Cuba? Pois continuem, sigam em frente. Não há Natal para vocês, pois o que vocês festejam é falso como o mundo em que vivemos.

Só existe um Natal verdadeiro, mas este está escondido aos olhos do mundo. Só existe o Natal onde a fé nos transporta, ilumina a inteligência e nos revela um mundo maravilhoso que só podemos conhecer em Deus. E este mundo da fé, este mundo do Paraíso, existe de verdade, existe de modo mais verdadeiro do que o dinheiro que você usa e o crédito que eles lhe dão a peso de ouro e que lhe dá a ilusão de que você sobrevive. O mundo da fé é a única realidade que ainda subsiste, e é por isso que só os católicos podem viver o Natal. A diferença entre a felicidade mundana e a felicidade católica é que a primeira só existe por três coisas: dinheiro, prazeres e liberdades totais. Já a verdadeira felicidade prescinde do dinheiro, dando ao pobre a capacidade de se alegrar, apesar do pouco. Ela despreza os prazeres sensuais da gula, do álcool ou da carne; ao contrário, ela clama os católicos a se privarem dessas coisas para melhor se prepararem para o Natal. E, por fim, a felicidade cristã torna ridícula a falsa liberdade desse mundo nos fazendo dobrar os joelhos diante de uma Criança, de um Deus Menino, deitado numa manjedoura, “porque não tinha lugar para eles na estalagem”.

É por isso que eu queria dizer para vocês, quer sejam meus paroquianos ou leitores e amigos que nos leem aqui, preparem-se neste Natal para uma festa sobrenatural, para as alegrias vividas na fé, no conhecimento das realidades misteriosas e fantásticas que Deus nos reserva lá no céu e das quais Ele vai nos falando aqui na terra, em cada festa litúrgica, em cada Natal. Abram seus missais e leiam estas missas com suas antífonas, seus textos maravilhosos que nos ensinam tanto, que nos fazem conhecer Jesus como ele é, como ele vive hoje no céu. Na sua segunda vinda Ele virá nas nuvens (eu creio, porque assim está escrito). Caberá, então, reconhecermos este Rosto adorável que um dia vimos no sorriso de uma Criança, nas nossas orações diante do Presépio.

Por Dom Lourenço Fleichman

Fonte: https://permanencia.org.br/drupal/node/706

Novena de Natal – Nono dia

24 DE DEZEMBRO

Oração para todos os dias

Ó Jesus vivendo em Maria
vinde viver em vosso servo
com o espírito de vossa santidade
com a plenitude de vossas forças
na retidão de vossos caminhos
na verdade de vossas virtudes
na comunhão de vossos mistérios
para dominar as forças adversas
com o vosso Espírito, para a glória do Pai. Amém.

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