Deus quis que assim se procedesse quanto ao Sacramento da Confissão

Quem manda, faz leis! (Diálogo entre o discípulo e o mestre)

(Discípulo) Padre, tenha a bondade de esclarecer ainda mais alguns pontos. Antes de tudo, a Confissão é mesmo necessária para apagar os pecados?

(Mestre) Sim, a confissão é indispensável. Assim como a água é necessária para lavar as manchas, não podemos lavar e destruir os pecados sem a confissão. Foi estabelecida por Deus, e Jesus Cristo a confirmou.

(Discípulo) Não lhe teria sido possível estabelecer as coisas diferentemente?

(Mestre) Sim, podia tê-lo feito, sendo Ele Deus, mas desde que achou preferível proceder assim, não nos resta senão obedecer. De mais a mais haveria uma maneira mais fácil? Não! Suponhamos que, por exemplo, para cada pecado tivesse ordenado uma esmola grande: quantas não a achariam penosa e impossível? Suponhamos ainda que tivesse estabelecido um jejum; quantos não poderiam ou não quereriam fazê-lo? Suponhamos ainda que tivesse exigido uma longa peregrinação; quantos nesse caso, mesmo querendo, não a poderiam realizar? Mas com a confissão não há nada disso, para quem quer que seja, por qualquer pecado e número de vezes, só é necessária uma coisa: confessar-se a um Ministro, cuja escolha é livre, no modo mais secreto e tudo está perdoado. Ah! diga-me: se a lei humana ou civil agisse da mesma maneira, se bastasse apresentar-se a um juiz e confessar a culpa para receber o perdão, haveria ainda prisões e penitenciárias?

(Discípulo) Absolutamente não! todos se confessariam, mesmo os mais velhacos.

(Mestre) Por que, então, achamos penosa a confissão sacramental?

(Discípulo) Pois seja: mas não bastaria uma confissão feita diretamente a Deus? Quê necessidade há de se, correr ao Sacerdote, pondo-o ao corrente dos nossos interesses?

(Mestre) Quem manda faz leis! Ouça: O Presidente e o governo mandam que paguemos impostos; pois bem, faça uma experiência; vá à capital do país para pagar diretamente ao Presidente e ao Governo. Dir-lhe-iam: vá ter com o nosso encarregado, o coletor e pague a ele, você poderia protestar à vontade que a situação não mudaria. Querem que paguemos, mas ao coletor. O mesmo dá-se com a confissão. Deus perdoa, mas por meio dos seus encarregados, que são os confessores.

(Discípulo) É mesmo! E eu que nunca tinha pensado nisso!

(Mestre) Quanto ao pormos outra pessoa a par dos nossos interesses, tenha paciência, de que negócios se trata nesse caso? Trata-se de pecados e não de interesses. Quando você sente uma forte dor de cabeça ou de dentes será que você, para não pôr ninguém ao par dos seus casos, não corre ao médico ou ao dentista, para se ver livre dela? E quando o acusam será que você não procura um advogado para que o salve de uma condenação?

(Discípulo) Oh! eu corro logo ao médico ou ao advogado e conto tudo; procuro até explicar as coisas direitinho.

(Mestre) Então só no que diz respeito à Confissão, que é segredo impenetrável, divino, é que receamos dar a conhecer os nossos interesses? Ora! Essas são desculpas muito magras que denunciam má vontade!

(Discípulo) Todavia Padre, o senhor deve reconhecer que é duro manifestar misérias…

(Mestre) Reconheço que realmente é bastante duro, porque o nosso amor próprio fica um pouco humilhado, mas devemos pensar que isso é um dever, uma necessidade. E ao médico, será que não se confessam certas misérias?

(Discípulo) Ah! contanto que ele nos cure…

(Mestre) Pois bem, ou queremos receber a graça e voltar a ser filhos de Deus, ou queremos ficar sendo filhos do demônio, escravos do inferno: não há outra saída, e para nos conseguirmos livrar é indispensável que nos confessemos, sem o que não pode haver nem paz, nem perdão, nem Paraíso. Quem manda faz leis. Eis a prova dos fatos. São Bento conta nas suas crônicas que um religioso chamado Pelágio, tendo por infelicidade cometido um pecado grave na mocidade, deliberou não o confessar. Passava assim os meses e os anos numa aflição enorme, atormentado sempre pelo remorso. Um peregrino, passando por lá, disse-lhe como se Deus o iluminasse: “Pelágio, confessa-te; Deus conceder-te-á o perdão e terás sossego”. Mas ele teimou em não falar, e iludindo-se que poderia obter o perdão sem a confissão, resolveu fazer grandes penitencias. Entrou num convento; e ali pela humildade, pela obediência, pelos jejuns e mortificações, conquistou a admiração de todos, e foi sepultado com muito pesar nos túmulos da Igreja, conforme o hábito da época. Na manhã seguinte o Sacristão achou o corpo em cima do túmulo e o enterrou de novo. Mas, também nos dias que se seguiram, achou-o novamente fora da sepultura. Avisou então o abade: este correu para junto do cadáver com os outros monges, e disse:

— Pelágio, foste sempre obediente em vida, obedece também depois da morte. Dize-me, estás por acaso no purgatório? Tens necessidade de sufrágios ou é desejo divino que sejas posto num lugar mais digno?

— Ai de mim! Eu estou no inferno por causa de um pecado omitido desde muitos anos e pelo qual esperava obter misericórdia por outros meios. Tirem-me daqui, e enterre-me em campo aberto, como um jumento.

Conta-se que uma freira, tendo cometido um pecado desde sete anos, nunca o quis confessar, na esperança de alcançar o perdão igualmente. Para esse fim, fechou-se em um convento e se tornou religiosa. Devido à sua vida austera e a prática de todas as virtudes, foi eleita abadessa, cargo que desempenhou com escrúpulo exemplar. Mas, depois de morta apareceu às religiosas, toda rodeada de chamas, e, gritando desesperadamente dizia: “Não rezem por mim que estou condenada por causa de um pecado que nunca confessei desde “sete anos”.

(Discípulo) Pobres! e uma só palavra na confissão teria chegado para os tornar felizes, não é Padre?

(Mestre) Justamente! e dessa maneira vivem num inferno quando em vida, e vão para ele depois de mortos. E no entanto, creia-me, não é pequeno o número desses infelizes que não querem convencer-se de que, para eliminar os pecados é indispensável a confissão, da qual, além disso, o coração sente necessidade.

(Discípulo) Como é que o coração sente necessidade dela?

(Mestre) Vou prová-lo. Não há muito, os jornais da Itália divulgavam a notícia de que um sapateiro da cidade de Bassano, no Vêneto, num ímpeto de cólera tinha arremessado um ferro contra um netinho de poucos anos, matando-o. Apavorado, escondeu o cadáver, e, durante a noite, foi enterrá-lo num bosque. Por muitos dias procuraram o pequeno desaparecido, cada qual fazia as mais estranhas conjeturas, mas nem pensavam no sapateiro, cujo crime ninguém presenciara.

Podia, pois ficar tranquilo e sossegado e viver alegremente. Mas, no entanto, desde o dia fatal, não cantou mais as suas alegres canções, não bateu mais o martelo com ânimo, se tornou triste e pensativo. Vendeu a casa, os apetrechos da profissão e fugiu para a América. Lá estava completamente salvo; podia, pois esquecer tudo e ser feliz. Qual nada! Depois de dois anos voltou, apresentou-se diretamente ao juiz e confessou o crime. A justiça indagou, procuraram-se no bosque os míseros restos da vítima, fez se o processo. Antes de pronunciar a sentença que o condenaria definitivamente, o juiz virou-se para o assassino e perguntou:

— Diga-me, ó desgraçado, como é que o senhor, que tinha enganado a todos e podia ficar sossegado na América, vem entregar-se à justiça e obrigar-nos a condená-lo?

— Senhor juiz, respondeu o réu, não é verdade que enganei a todos. Só enganei aos homens, o mesmo não se deu com Deus. Desde aquele dia não tive mais sossego, a sombra do menino perturba-me o sono, vejo sempre a minha mão escorrendo sangue. Condene-me à prisão, condene-me à morte, mas que esta vida de remorso acabe para sempre. O coitado tinha tomado o caminho errado, se, em lugar de ter tomado o rumo da América, do tribunal, do cárcere, da desonra, tivesse corrido aos pés do confessor, ah! não teria visto a sombra de sua vítima, nem a mão pingando sangue; mas, recebendo a absolvição, teria tranquilizado incontinente a consciência.

(Discípulo) É verdade, Padre; a Confissão é uma necessidade do coração.

(Mestre) Tanto melhor para nós se nos servirmos dela em todas as ocasiões para qualquer eventualidade. Quando um espinho se nos enterra no pé ou quando um cisco nos entra nos olhos, não achamos mais sossego enquanto não nos livrarmos do espinho ou do grãozinho de pó. O mesmo se dá com o pecado; não nos deixa em paz enquanto não o extirparmos com a confissão. Deus assim o quis e quem manda, faz leis!

(Discípulo) Como deve ser consolador o perdão de Deus depois de anos e anos de remorsos, não padre?

(Mestre) Ah, sim! e nenhuma alegria no mundo se lhe pode comparar. A confissão, além de ser uma necessidade do coração, é ainda o maior consolo das almas aflitas. O fato seguinte bem o demonstra:

O Padre Bridaine, grande missionário francês, pregava durante as missões, numa cidade dos Alpes. Um velho oficial da cavalaria foi ouvi-lo por curiosidade, porque já ouvira falar naquele orador famoso. Deus quis, que, naquela noite, o Missionário falasse justamente na necessidade da confissão. A palavra simples, mas quente e persuasiva do servo de Deus, penetrou até o coração do militar, que resolveu confessar-se. De fato, foi à sacristia, atirou-se aos pés do Padre Bridaine que o acolheu com bondade e amor. Depois de feita a confissão levantou-se, e beijando a mão do Padre, exclamou bem alto, para que todos o ouvissem: “Sinceramente, na minha vida nunca senti tamanha consolação e nem uma alegria tão grande como agora que tenho comigo a graça de Deus. Acho que nem o próprio rei, que sirvo há trinta anos pode ser mais feliz do que eu!”. As palavras que o velho oficial francês pronunciou, poderiam pronunciá-las todos os que, depois de vencidas todas as dificuldades, vão confessar-se, e se confessam bem. Aqui também não é demais repetir: Quem manda, faz leis, mas as leis de Deus são tão doces e suaves!

(Da obra Confessai-vos bem, do Pe. Luiz Chiavarino)

Santa Missa na festa de Santo Agostinho será celebrada por Pe. Juan Maria de Montagut, superior da FSSPX no Brasil

Com alegria comunicamos aos nossos leitores e fiéis da Capela Santo Agostinho, que o Pe. Juan Maria de Montagut Puertollano, superior da Casa Autônoma da Fraternidade Sacerdotal São Pio X no Brasil, estará em Parnaíba-PI nos dias 27 e 28 deste mês de agosto de 2018, quando celebrará a Santa Missa Tridentina por ocasião da festa de nosso padroeiro, Santo Agostinho.

Para maiores informações acerca da programação, que deverá contar também com atendimentos, administração do sacramento da confissão, reuniões e conferências, utilize o link do nosso formulário de contato ou envie e-mail diretamente para santoagostinhocapela@gmail.com

Equipe de Comunicação da Capela Santo Agostinho

A humildade e os santos

Os santos conhecem mais a Deus, por isso são mais humildes. Dizem que São Tomás de Aquino e Santa Teresa, luzeiros da Igreja, gênios sublimes, nunca foram nem sequer tentados pelo orgulho ou vaidade. E por quê? Não tiveram eles um conhecimento tão elevado de Deus? O orgulho é fruto de nossa ignorância do que é Deus e do que somos ou podemos.

“Eu não sei se sou humilde, dizia San­ta Teresinha, mas sei que eu vejo a rea­lidade em todas as coisas”. É jus­tamente o que veem os homens esclare­cidos pela luz superior da fé: a rea­lidade. E haverá maior realidade do que o nosso nada, nossa miséria?

Não é necessário grande esforço para compreender a humildade, basta abrir os olhos e ver a realidade, ver as coisas tais como são, sem ilusões nem fantasias.

Exclamava São Francisco: “Senhor! Senhor! Quem sou eu e quem sois vós?”.

Santa Teresa, falando das graças ex­traordinárias que Deus lhe concedia: “Oh! O Senhor faz comigo como se faz com um muro velho que ameaça cair de todo lado: enche-me de estacas por toda parte pela sua graça”. “Todas as visões, revelações e senti­mentos celestes, diz São João da Cruz, não valem o menor ato de humildade. A humildade tem os efeitos da carida­de”.

O sinal certíssimo da santidade é a caridade na humildade. Dizia o Sagra­do Coração à sua serva Santa Margarida Maria:

“Quero saber, minha filha, por que me perguntas a razão das mi­nhas visitas, descendo até junto de ti?

— Vós sabeis, meu Senhor, que não sou digna.

“Aprende isto, minha filha, quanto mais te esconderes no teu nada, tanto mais a minha grandeza te irá procurar”, respondeu Jesus.

“Senhor! concedei-me o tesouro da humildade”, pedia o santo Doutor de Hipona, Santo Agostinho.

Na sua autobiografia, conta Santa Te­resa que Nosso Senhor, para lhe conceder alguma graça particular e impor­tante, sempre escolhia o momento em que ela acabava de se humilhar profun­damente no seu interior. “A alma verdadeiramente humilde, revelou Jesus à santa, é a que conhece o que eu posso e o que ela não pode”.

“A humildade é sinal de predestina­ção”, diz São Gregório: humilitas signum electorum.

Um dia, Santo Antão viu o mundo todo cheio de redes e laços do demônio, e gemeu de dor:

“Meu Deus, quem se poderá salvar e livrar-se de tanto pe­rigo?” Uma voz lhe respondeu:

“Antão, meu servo, só a humildade escapa com segurança. Quem tem a ca­beça baixa não deve temer o perigo”.

Oh! sim, não há perigo para os hu­mildes, no caminho da salvação.

Nosso Senhor mostrou a Santa Margarida de Cortona, a penitente franciscana, um trono de glória que lhe estava preparado entre os serafins pela humil­dade da santa aqui na terra. A humildade é a glória no Céu e é remédio eficaz na terra para todos os males.

“A humildade é unguento bom para todas as feridas”, diz Santa Teresa.

E a santa fundadora Sofia Barat cos­tumava dizer: “a humildade é uma agu­lha que remenda todos os buracos e ras­gões, maravilhosamente”.

Oh! sejamos humildes em todas as circunstâncias de nossa vida.

A humildade é nosso tesouro. A ora­ção de Santo Agostinho esteja sempre em nossos lábios: Senhor, que eu vos co­nheça e que eu me conheça!

Santa Teresinha com o seu pequenino caminho da infância espiritual nos en­sina a humildade no seu grau mais ele­vado — quer que sejamos criancinhas como nos ensina o Evangelho. E nada mata o amor próprio como o espírito de infância, diz Mons. Gay. Todos queremos ser grandes. Ninguém se conforma com a sua pequenez, com as suas misérias e fraquezas. Poucos aprendem aquela ciência de se gloriar das próprias enfermidades no ex­pressivo dizer de São Paulo. E para se aproximar de Jesus, diz Santa Terezinha, é preciso ser bem pequenino. Oh! há muito poucas almas que gostam de ser pequeninas e desconhecidas!

A humildade para a santinha era o que Santa Teresa, a Matriarca do Carmelo, definia: “a humildade consi­ste na verdade. Eu não sei se sou hu­milde, mas sei que vejo a verdade em todas as coisas”.

Pouco antes da morte, naquela terrível agonia de 30 de setembro de 1897, a Superiora do Carmelo disse a Teresinha para a consolar:

A minha filhinha está bem preparada para comparecer diante de Deus porque sempre com­preendeu a virtude da humildade”.

E ela confirmou em doce paz. — Sim, eu o sinto bem. Minha alma nunca pro­curou outra coisa a não ser a verdade… Sim, eu compreendi a humildade de coração”.

Felizes os que compreendem a humil­dade de coração como o Anjo do Carmelo de Lisieux!

Para ser humilde basta ser verdadei­ro. Nosso Senhor apareceu a Santa Ca­tarina de Sena e lhe disse: — “Sabes mi­nha filha, o que és e o que eu sou?”

Se aprenderes bem estas duas coisas serás bem-aventurada. Tu és a que não és, e eu sou Aquele que sou. Nunca o inimigo te iludirá se souberes bem disto. E obterás toda clareza, toda verdade, toda graça.

Que pensamento belo e profundo!

Santa Gertrudes disse Jesus —“Mi­nha filha, todas as vezes que ao pensares na tua indignidade te reconheceres in­digna de meus favores e te entregares ao meu amor, tantas vezes me pagarás a renda que deves dos bens que eu te dei”.

Oh! temos que dar contas a Nosso Se­nhor dos talentos recebidos e fazer ren­dê-los para a vida eterna. Somos, po­rém, tão miseráveis, tão pobres e peca­dores! Como pagar à Justiça Divina?

Sejamos humildes. Pagaremos a ren­da dos bens recebidos, a Deus.

O pensamento das graças recebidas longe de nos envaidecer deve nos tornar mais humildes. Quem mais recebeu, mais há de dar. Nosso Senhor revelou ao Irmão Pacífico da Ordem de São Fran­cisco um trono de glória no Céu e dos mais belos e fulgurantes.

“Este Trono, disse o Senhor, que admiras tanto, foi de um Anjo revoltado. Agora será destinado ao humilde Francisco de Assis”.

No dia seguinte à hora do recreio no convento, o irmão perguntou ao seu Pai.

— “Meu padre, que pensa de si?”

— “Eu penso, respondeu Francisco, que sou o mais miserável e o último dos pecadores!”

— “Como ousa dizer isto, meu Pai?”

— “Sim, meu Irmão, replica o Santo, estou bem convencido de que se Nosso Senhor tivesse dado aos outros as gra­ças que me concedeu já eles teriam aproveitado muito mais do que eu”.

Bela resposta! E nós que pensamos das gra­ças recebidas? Podemos nos orgulhar do que Deus na sua misericórdia nos doou? Ah! se outros houvessem recebido as graças de que abusamos! Que motivos para sérias reflexões e profun­do aniquilamento diante do Senhor!

Os santos foram humildes porque vi­viam da verdade, esta verdade que cho­ca o nosso tremendo orgulho: Somos nada, somos miseráveis. Nada somos, nada temos, nada podemos.

Pe. Ascânio Brandão

Pe. Davide Pagliarani é eleito novo Superior Geral da FSSPX

Em eleição realizada durante o Capítulo Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, foi eleito no dia de hoje, 11 de julho de 2018, o Pe. Davide Pagliarani como novo superior geral para um período de 12 anos.

Italiano, 47 anos de idade, Pe. Pagliarani foi ordenado por Dom Bernard Fellay em 1996 e exerceu anteriormente seu apostolado em Rimini, na Itália, e depois em Cingapura antes de ser nomeado Superior do Distrito da Itália. Ao aceitar o cargo, pronunciou a Profissão de fé e o Juramento Antimodernista. Todos os outros quarenta membros do capítulo prometeram-lhe respeito e obediência. Em seguida, prosseguiram com a eleição dos dois assistentes gerais, tendo sido eleitos: Dom Alfonso de Galarreta, como primeiro assistente, e o Pe. Christian Bouchacourt, o segundo assistente.

A partir de amanhã muitas questões serão pautadas dando continuidade ao Capítulo Geral que se estenderá até o próximo dia 21 de julho, quando será encerrado.

Nossas orações aos que assumem a missão de estarem à frente da FSSPX. Que o Espírito Santo os guie sendo fiéis na manutenção da Tradição Católica.

Por que os santos se consideravam grandes pecadores

Lemos nas vidas dos santos que eles se consideravam como grandes pecadores. Alguns não compreendiam como Deus os deixava viver neste mundo, como lhes concedia a luz do sol e os bens da terra. Entre eles alguns havia que costumavam firmar as suas cartas com a assinatura: “Fulano, o pecador”. São João Batista, intimado a batizar a Jesus, disse que nem era digno de lhe desatar as correias dos sapatos. Por outro lado, há tantos homens mundanos que se julgam isentos de toda culpa e imperfeição moral.

Por que esta diferença? Será que os Santos eram de fato tão grandes pecadores, e que certas outras pessoas se dizem prodígios de virtude e santidade? Continuar lendo Por que os santos se consideravam grandes pecadores

“Estou preparando o fogo que me há de queimar”

Por um instante de prazer, uma eternidade de suplícios

(Pensamentos do Cura d”Ars)

Meus, filhos, nós temos medo da morte, bem o creio. É o pecado que nos faz ter medo da morte. É o pecado que torna a morte horrorosa, tremenda. É o pecado que apavora o mau na hora do terrível trânsito para a eternidade.

Ai, meu Deus, há realmente de que ficar apavorado: pensar que se é amaldiçoado! Amaldiçoado por Deus, isto faz tremer. Maldito de Deus! E por quê? Por que os homens expõem-se a ser amaldiçoados por Deus? Por uma blasfêmia, por um mau pensamento, por uma garrafa de vinho, por dois minutos de prazer perder a Deus, a própria alma, perder o céu para sempre.

Ver-se-á subir ao céu em corpo e alma, esse pai, essa mãe, essa irmã, esse vizinho, que estavam lá junto de nós, com quem havíamos vivido, mas a quem não imitamos, ao passo que nós desceremos em corpo e alma ao inferno par aí ardermos. Os demônios rolarão sobre nós. Todos aqueles cujos conselhos houvermos seguido virão atormentar-nos.

Meus filhos, se vísseis um homem erguer uma grande fogueira, amontoar gravetos uns sobre os outros e, perguntando-lhe o que faz ele, vos respondesse: “Estou preparando o fogo que me há de queimar” que pensaríeis? E se vísseis esse mesmo homem aproximar-se à chama da fogueira e, quando estivesse acessa, precipitar-se dentro, que diríeis? Cometendo o pecado, é assim que fazemos. Não é Deus que nos lança no inferno, somos nós que nos lançamos nele pelos nossos pecados. O condenado dirá; “Perdi Deus, minha alma e o céu. Foi por minha culpa, por minha culpa, por minha máxima culpa.”

Não, verdadeiramente, se os pecadores pensassem na eternidade, nesse terrível SEMPRE, converter-se-iam in continenti. Faz perto de seis mil anos que Caim está no inferno, e parece que acabou de entrar nele.

Recebamos com amor as cruzes que não escolhemos e que Deus nos deu

As cruzes da Providência são as mais agradáveis a Deus

(Por São Francisco de Sales)

“Se alguém quer vir atrás de mim, diz Nosso Senhor, tome a sua cruz e siga-me.” Tomar a sua cruz significa receber e sofrer todas as nossas penas, contradições, aflições e mortificações, que nesta vida nos acontecem, sem exceção alguma, com uma inteira submissão e indiferença. Imolemos muitas vezes o nosso coração do nosso amor de Jesus Cristo sobre o próprio altar da cruz, onde Ele imolou o seu amor pelo nosso. A cruz, é a porta real para entrar no templo da santidade; aquele que a busca fora daí, não a encontra. As melhores cruzes são as mais pesadas e as mais pesadas são as que mais incomodam a parte inferior da alma.

As cruzes que encontramos pelas ruas são excelentes, e ainda mais Continuar lendo Recebamos com amor as cruzes que não escolhemos e que Deus nos deu

Misericórdia amorosa ou Justiça rigorosa: Como queres receber de Deus os castigos por teus pecados?

Por São Luiz Maria Grignion de Montfort

Com efeito, queridos Amigos da Cruz, sois todos pecadores. Não há um só dentre vós que não mereça o inferno, e eu mais que ninguém. É preciso que nossos pecados sejam castigados neste mundo ou no outro. Se o forem neste, não o serão no outro.

Se Deus os castigar neste mundo de acordo conosco, esta punição será amorosa: quem há de castigar será a misericórdia, que reina neste mundo, e não a justiça rigorosa. O castigo será leve e passageiro, acompanhado de atenuantes e de méritos, seguido de recompensas no tempo e na eternidade.

Mas se o castigo necessário dos pecados que cometemos for no tempo reservado para o outro mundo, a punição caberá à [CONTINUE LENDO NO ARENA DA TEOLOGIA]

Comunidade de Tradição Católica em Parnaíba-PI. Tradição Católica no Brasil. Missa Tridentina no Piauí.