Nunca te apresses nas tuas orações

Jesus Cristo orou no horto por três vezes, dizendo: “Meu Pai, se é possível, passe de mim este cálice sem que o beba, mas faça-se a vossa vontade, e não a minha”. A oração de Jesus Cristo no horto foi muito breve; mas ainda que breve, ele a fez por três vezes, e cada vez por espaço de uma hora.

Atende a isto, alma apressada; tu que fazes muita oração, e tens pouco tempo de oração, ah! bem podes temer que sejam pecado, ou perdidas as tuas orações! Sobre o que deves saber, que a meditação é o fundamento, é a alma da oração; por isso quanto possa ser, não deve passar uma só palavra, que não seja acompanhada da meditação; se a tua oração assim fora feita, o teu coração se moveria, as tuas resoluções seriam fortes, os teus propósitos seriam firmes, os teus afetos para com Deus seriam grandes; finalmente, desprezarias o mundo com todas as suas vaidades, e de todo te entregarias a Deus: mas porque já fazes a oração há tantos anos, e ainda não tens colhido estes frutos, é sinal muito provável que não têm sido boas as tuas orações.

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Oração pela conversão dos infiéis         

De São Francisco Xavier

Deus eterno, Criador de todas as coisas, lembrai-vos que as almas dos infiéis são obras de vossas mãos, e que são feitas a vossa imagem e semelhança. Vede porém , Senhor, com desdouro do vosso Nome o inferno se enche destas almas. Lembrai-vos que Jesus Cristo, vosso Filho, derramou todo o seu Sangue e padeceu morte atrocíssima por elas. Não permitais, pois, Senhor, que o vosso Filho seja por mais tempo desprezado pelos infiéis. Deixai-Vos antes aplacar e mover à piedade pelas orações de vossos santos e da Igreja, esposa do vosso santíssimo Filho. Lembrai-Vos da vossa misericórdia e, esquecendo a sua idolatria e infidelidade, fazei que também eles enfim conheçam a Jesus Cristo, Nosso Senhor, que é nossa salvação, vida e ressurreição nossa, e por quem fomos livres salvos, a que seja dado honra, glória e louvar para sempre. Amém.

Devoção dos Sete Domingos de São José. Quarto Domingo: Profecia de Simeão

CONSIDERAÇÃO

E depois que se cumpriram os dias da purificação de Maria segundo a lei de Moisés, levaram o Menino a Jerusalém, para oferecê-lo ao Senhor. (Lc 2, 22). E ele (Simeão) tomou a Jesus em seus braços e bendizia ao Senhor. (Lc 2, 28) E Simeão lhes abençoou e disse a Maria, mãe de Jesus: “eis está posto para queda e levantamento de muitos em Israel, em sinal de contradição, e tua mesma alma traspassará uma espada. (Lc 2, 34-35)

PONTO 1. — Considera a pontualidade com que São José cumpre todas as leis do Antigo Testamento, apesar de Jesus não estar obrigado a nenhuma delas, e nem tão pouco ele, no que dizia respeito a seu divino Salvador. Foi ao templo, pois, para cumprir a lei da purificação de Maria e da oferta e resgate dos primogênitos. Aprende a obediência até nas cousas difíceis e humilhantes. Encontraram no templo dois santos velhos, Simeão e Ana, a profetisa; e como estes vissem entrar a Jesus em companhia de São José e de sua Mãe Santíssima, logo principiaram a louvá-lo. E Simeão tomando em seus braços o Menino Jesus começou a dizer em alta voz que Continuar lendo Devoção dos Sete Domingos de São José. Quarto Domingo: Profecia de Simeão

Devoção dos Sete Domingos de São José – Segundo Domingo: NASCIMENTO DE JESUS

CONSIDERAÇÃO

E deu a luz Maria a seu Filho primogênito, e o envolveu em paninhos, e encostou numa manjedoura, porque não havia lugar nas pousadas. (Lc 2, 7) Estava no mundo e o mundo foi feito por Ele, e o mundo não o conheceu. (Jo 1, 10) Veio aos seus e os seus não o conheceram. (Jo 1, 11)

PONTO 1. — Disse Jesus, quando pregava depois o seu Evangelho: “As aves do céu têm seus ninhos e as raposas seus covis, mas o Filho do homem não tem onde encostar sua cabeça”. Cumpriu isso Jesus não só na vida pública senão que começou no seu nascimento: Continuar lendo Devoção dos Sete Domingos de São José – Segundo Domingo: NASCIMENTO DE JESUS

Não me deixastes morrer quando me achava em estado de pecado

Por SANTO AFONSO DE LIGÓRIO
Meu Senhor e Deus de infinita majestade! Envergonho-me de aparecer ante vossa presença. Quantas vezes injuriei vossa honra, preferindo à vossa graça um indigno prazer, um ímpeto de cólera, um pouco de barro, um capricho, um fumo leve! Adoro e beijo vossas santas chagas, que vos infligi com meus pecados. Pelas mesmas espero meu perdão e salvamento. Fazei-me conhecer, ó Jesus, a gravidade da ofensa que cometi, sendo como sois a fonte de todo o bem e eu vos abandonei para saciar-me em águas corruptas e envenenadas. Que me resta de tantas ofensas, senão angústia, remorsos e méritos para o inferno? “Meu pai, não sou digno de chamar-me vosso filho” (Lc 15,21). Não me abandoneis, pai.
Verdade é que não mereço a graça de chamar-me vosso filho. Mas morrestes para salvar-me. Dissestes, Senhor: “Convertei-vos a mim e eu me voltarei para vós” (Zc 1,3). Renuncio, pois, a todas as minhas satisfações. Deixo no mundo quantos prazeres se me podem oferecer e me converto a vós.
Perdoai-me, pelo sangue que derramastes por mim. Senhor, arrependo-me e vos amo sobre todas as coisas. Não sou digno de vos amar, mas vós, que mereceis tanto amor, não desprezeis o amor de um coração que em outro tempo vos desprezava. A fim de que vos amasse, não me deixastes morrer quando me achava em estado de pecado.
Quero amar-vos na vida que me resta, e não amar a nada mais que a vós. Assisti-me, meu Deus; dai-me o dom da perseverança e o vosso santo amor.
Maria, meu refúgio, recomendai-me a Jesus Cristo.
Do livro “Preparação para a morte”
CONSIDERAÇÃO III – PONTO I – AFETOS E SÚPLICAS

Os dois erros mais comuns ao se rezar o Terço ou o Rosário

Para bem recitar o Rosário, após invocar o Espírito Santo, colocai-vos, por alguns instantes, diante da presença de Deus (…).

Antes de cada dezena, concentrai-vos por alguns momentos, segundo a vossa disponibilidade, para considerar o mistério que estais a celebrar naquela dezena e pedi, sempre, que, por esse mistério e pela intercessão da Virgem Santíssima, uma das virtudes que mais se destacam nesse mistério ou a virtude mais necessária para a vossa redenção.

Cuidai, principalmente, para não cairdes nos dois erros mais comuns cometidos por aqueles que rezam o Terço ou o Rosário.

O primeiro é o de rezar sem pensar numa intenção, de maneira que, se perguntardes qual a intenção pela qual rezam o Terço, não saberão responder. Assim, deveis sempre ter em vista, ao recitar o Rosário, o pedido de uma graça, uma virtude à qual desejais vos assemelhar, ou algum pecado que desejais destruir em vosso coração.

O segundo erro que habitualmente cometemos, ao rezar o santo Rosário, é o de não ter qualquer intenção ao recitá-lo, a não ser a de terminá-lo rapidamente. Isso decorre do fato de olharmos o Rosário como algo oneroso, que pesa sobre nossos ombros, quando não o rezamos e, mormente, quando dele fazemos um princípio de consciência, ou quando o recebemos como penitência e sem vontade própria.


  
São Luís Grignion de Monfort,
A eficácia maravilhosa do Santíssimo Rosário