O uso de elementos e materiais na liturgia

O homem não é somente o rei e senhor da criação, é também o seu pontífice. No exercício da sua função sacerdotal apodera-se dos elementos da natureza “que gemem escravos da corrução” e oferta-os a Deus como tributo de submissão. E Deus, por nobre condescendência, faz desses elementos o canal da efusão da sua graça.

O homem não é um puro espírito. Para se elevar à contemplação do invisível, precisa de subir uma escada de símbolos que impressionem os sentidos, antes de lhe falarem à alma. Por isso “desde sempre os homens ligaram aos grandes fenômenos da natureza e aos produtos de utilidade universal uma significação simbólica em harmonia com o uso natural”.

“A água que leva e refresca, tem na linguagem dos sinais e na linguagem religiosa o sentido duma purificação. O fogo que queima, purifica como a água; é luz, ilumina. O azeite lenifica, adoça, fortifica, abranda. O sal dá e conserva aos alimentos o seu sabor. Destas palavras  Continuar lendo O uso de elementos e materiais na liturgia

Tornar a pecar mortalmente! Dificultoso é o remédio para o pecado nas pessoas espirituais

O pecado nas pessoas espirituais é gravíssimo!

Depois de uma confissão geral…

Depois de frequentar muito a oração e os sacramentos…

Depois de muitas instruções, desenganos e conselhos…

Depois de muitas luzes e benefícios divinos…

Tornar a cair em algum pecado mortal, de propósito e com plena advertência, este pecado, meus irmãos, é gravíssimo e de todos o mais agravante, o seu perdão é moralmente impossível!

O perdão deste pecado é mais dificultoso do que o de cem mil pecados mortais na primeira confissão geral!! Não vos admireis desta doutrina, nem vos pareça rigorosa, porque Continuar lendo Tornar a pecar mortalmente! Dificultoso é o remédio para o pecado nas pessoas espirituais

O que Deus, perfeitíssimo, poderia fazer com máxima perfeição?

A mais perfeita criatura

Ora, a forma verbal “poderia” não é aplicável a Deus, que pode tudo. Se ele já consumou sua criação, a criatura mais perfeita que se pode criar, foi criada: Nossa Senhora, nossa mãezinha do céu.

Transcrevemos abaixo um texto de Hélio Drago Romano que expõe magnificamente essa verdade:

“É possível? Teria sido possível? Será possível? Questiona-se a possibilidade no passado, presente e futuro.

Questionamento inválido se relativo a Deus. Deus é onipotente e não é sujeito a mudanças. Não é causado, nem condicionado. Não se lhe aplica o futuro do pretérito. Não há impossibilidade para quem tudo é possível. A impossibilidade fica do lado do objeto. Não é possível o contraditório, seja lógico, seja ontológico, pois se exclui da verdade e do ser; tal um círculo quadrado.

Assim, não se quer questionar qual a mais perfeita criatura “poderia” Deus ter criado. Afirma-se não haver mais perfeita criatura, real ou possível, do que Nossa Senhora.

Um ente é principalmente o que nele há de mais perfeito. É Nossa Senhora filha do Pai; mãe do Filho; esposa do Espírito Santo. Uma só pessoa humana, três relações com as pessoas divinas.

Não há maior participação, nem mais perfeita semelhança com a Santíssima Trindade. Excluída a natureza humana de Cristo, nada criado pode ser mais perfeito”.

(Fonte: Romano, Hélio Drago. Anotações II. Rio de Janeiro: Edições Eletrônicas Permanência, 2003, p.56)

Deus quis que assim se procedesse quanto ao Sacramento da Confissão

Quem manda, faz leis! (Diálogo entre o discípulo e o mestre)

(Discípulo) Padre, tenha a bondade de esclarecer ainda mais alguns pontos. Antes de tudo, a Confissão é mesmo necessária para apagar os pecados?

(Mestre) Sim, a confissão é indispensável. Assim como a água é necessária para lavar as manchas, não podemos lavar e destruir os pecados sem a confissão. Foi estabelecida por Deus, e Jesus Cristo a confirmou.

(Discípulo) Não lhe teria sido possível estabelecer as coisas diferentemente?

(Mestre) Sim, podia tê-lo feito, sendo Ele Deus, mas desde que achou preferível proceder assim, não nos resta senão obedecer. De mais a mais haveria uma maneira mais fácil? Não! Suponhamos que, por exemplo, para cada pecado tivesse ordenado uma esmola grande: quantas não a achariam penosa e impossível? Suponhamos ainda que tivesse estabelecido um jejum; quantos não poderiam ou não quereriam fazê-lo? Suponhamos ainda que tivesse exigido uma longa peregrinação; quantos nesse caso, mesmo querendo, não a poderiam realizar? Mas com a confissão não há nada disso, para quem quer que seja, por qualquer pecado e número de vezes, só é necessária uma coisa: confessar-se a um Ministro, cuja escolha é livre, no modo mais secreto e tudo está perdoado. Ah! diga-me: se a lei humana ou civil agisse da mesma maneira, se bastasse apresentar-se a um juiz e confessar a culpa para receber o perdão, haveria ainda prisões e penitenciárias?

(Discípulo) Absolutamente não! todos se confessariam, mesmo os mais velhacos.

(Mestre) Por que, então, achamos penosa a confissão sacramental?

(Discípulo) Pois seja: mas não bastaria uma confissão feita diretamente a Deus? Quê necessidade há de se, correr ao Sacerdote, pondo-o ao corrente dos nossos interesses?

(Mestre) Quem manda faz leis! Ouça: O Presidente e o governo mandam que paguemos impostos; pois bem, faça uma experiência; vá à capital do país para pagar diretamente ao Presidente e ao Governo. Dir-lhe-iam: vá ter com o nosso encarregado, o coletor e pague a ele, você poderia protestar à vontade que a situação não mudaria. Querem que paguemos, mas ao coletor. O mesmo dá-se com a confissão. Deus perdoa, mas por meio dos seus encarregados, que são os confessores. Continuar lendo Deus quis que assim se procedesse quanto ao Sacramento da Confissão

A humildade e os santos

Os santos conhecem mais a Deus, por isso são mais humildes. Dizem que São Tomás de Aquino e Santa Teresa, luzeiros da Igreja, gênios sublimes, nunca foram nem sequer tentados pelo orgulho ou vaidade. E por quê? Não tiveram eles um conhecimento tão elevado de Deus? O orgulho é fruto de nossa ignorância do que é Deus e do que somos ou podemos.

“Eu não sei se sou humilde, dizia San­ta Teresinha, mas sei que eu vejo a rea­lidade em todas as coisas”. É jus­tamente o que veem os homens esclare­cidos pela luz superior da fé: a rea­lidade. E haverá maior realidade do que o nosso nada, nossa miséria?

Não é necessário grande esforço para compreender a humildade, basta abrir os olhos e ver a realidade, ver as coisas tais como são, sem ilusões nem fantasias.

Exclamava São Francisco: “Senhor! Senhor! Quem sou eu e quem sois vós?”.

Santa Teresa, falando das graças ex­traordinárias que Deus lhe concedia: “Oh! O Senhor faz comigo como se faz com um muro velho que ameaça cair de todo lado: enche-me de estacas por toda parte pela sua graça”. “Todas as visões, revelações e senti­mentos celestes, diz São João da Cruz, não valem o menor ato de humildade. A humildade tem os efeitos da carida­de”.

O sinal certíssimo da santidade é Continuar lendo A humildade e os santos

O Sagrado Coração de Jesus teria sido atingido pela lança do soldado?

O Evangelho nos fala da abertura do lado; mas não nos diz se a lança feriu diretamente o Divino Coração de Jesus. Nós podemos afirmar que sim, com argumentos de razão e de autoridade.

O soldado fere o lado de Jesus para certificar-se de que o Salvador estava realmente morto, e, caso não estivesse, acabar com a vítima. E para conseguir seu fim, era preciso ferir o Coração. Continuar lendo O Sagrado Coração de Jesus teria sido atingido pela lança do soldado?