A Missa vai começar – Posturas do fiel durante a celebração

Em que momento devemos entrar na igreja para o início da Missa?

Devemos chegar sempre alguns minutos antes para nos recolhermos na oração, preparar o missal e, sendo necessário, nos confessarmos para poder comungar.

É permitido chegar atrasado na Missa?

Não é permitido chegar atrasado porque seria uma falta de respeito para com Deus, além de evidente prejuízo espiritual para as almas.

Existe alguma ordem formal da Igreja sobre isso?

Sim, um dos mandamentos da Igreja diz: assistir missa completa todos os domingos.

E se acontecer algum imprevisto no meio do caminho?

A Igreja tolera pequenos atrasos não culposos. Por isso ela considera que, chegando na missa dominical (ou festa de preceito) até o Evangelho, pode-se ainda comungar.  É preciso, no entanto, evitar sempre o atraso. O prejuízo é muito grande quando se perde as leituras e o sermão da missa.

Qual o melhor lugar para se assistir à missa?

Em princípio qualquer banco da igreja deveria servir para a boa assistência. Na prática, constata-se que as pessoas que ficam no fundo têm a tendência a se dispersar, se distrair, conversar, fazer sinais aos vizinhos, chamando a atenção para coisas que distraem do essencial. Evidentemente estes costumes são prejudiciais para as almas e podem chegar a ser pecado.

Qual o melhor modo de se assistir à Missa?

Usando o missal Latim-Português podemos acompanhar as belíssimas orações que a Igreja reza durante o Santo Sacrifício. Com o missal, também podemos acompanhar melhor os gestos e ritos que são explicados passo a passo.

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Bula Quo Primum Tempore

O texto que apresentamos a seguir é a tradução da Bula Quo Primum Tempore, do Papa São Pio V, datada de 14 de julho de 1570. Poucos são os documentos pontifícios que apresentam tamanho vigor, clareza, determinação. E isso tudo, para proteger a Santa Missa dos ataques dos inimigos.

Feita na medida do nosso tempo, a Bula de São Pio V precisa ser conhecida por todos os fiéis empenhados no combate pela Tradição, pela Missa de sempre. Ela é nossa principal arma, mais do que uma arma, uma muralha protetora, inquebrantável, intransponível.

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Atitudes e gestos litúrgicos

As cerimônias que evolucionam em torno de elementos materiais, expressão dos sentimentos religiosos do homem e símbolos em certo modo produtivos da graça – Sacramentos, Sacramentais – figuram e realizam eficazmente o comércio do homem, prisioneiro das aparências sensíveis, e de Deus, “que habita uma luz inacessível”.

Mas não basta. Por causa da mútua dependência fisiológica atual do espírito e da matéria que se compõe, o homem tem necessidade de recorrer constantemente à atividade do corpo para excitar e manifestar a atividade da alma.

A Liturgia, simples espetáculo para os incrédulos, é para os fiéis um drama, um drama grandioso no qual todos os cristãos que transpõem o limiar do tempo devem tomar parte, ser atores. A atividade da alma e do corpo deve expandir-se em cânticos, salmos, responsórios, versículos, leituras e orações. E quem sublinhará estas fórmulas ou as suprirá nos momentos de silêncio, de oração recolhida? E quando nas assembleias litúrgicas a voz dos fiéis se encerrar pertinazmente num frio e indiferente mutismo, quem manterá ainda em contato o coro e a nave, o clero e o povo solidarizados na realização de um só drama? As atitudes e os gestos corporais.

ATITUDES

As atitudes do corpo têm por fim criar e manter no homem disposições favoráveis à oração; provocar ou simplesmente traduzir “atitudes da alma” em face do seu Deus – aniquilamento, adoração, súplica, ação de graças.

As principais atitudes prescritas pela Liturgia são as seguintes:

De pé

O cristão é filho adotivo de Deus. Possui o Espírito Santo que continuamente lhe inspira esse grito de amor filial – Abba Pater.

“Pai, Pai”. Diante de seu Pai o cristão deve tomar uma atitude de reverência, sim, mas também de confiança: deve estar de pé. É também esta a atitude que convém a um homem, livre das prisões do pecado, a um homem ressuscitado para a vida divina.

Convencidos desta verdade, os primeiros cristãos oravam ordinariamente de pé; e, em sinal de humildade e de súplica, elevavam os olhos e as mãos ao céu.

A Liturgia conserva esta atitude em todas as suas orações (exceto nos dias de penitência), no canto do Evangelho, do Benedictus, Magnificat, Nunc dimittis, Te-Deum, etc, prescreve que se reze ou cante de pé a antífona final do Ofício nos domingos e durante todo o Tempo pascal (Esta prescrição que tem por fim honrar a Ressurreição de Jesus estende-se à devoção extra litúrgica das Ave-Marias).

Inclinação

Filho adotivo de Deus, o homem não deixa de ser uma débil criatura. Como tal, deve aliar à atitude de confiança a atitude de respeito e de aniquilamento. Daí as inclinações, genuflexões e prostrações.

O cerimonial litúrgico distingue várias espécies de inclinações: de corpo – profunda medíocre; de cabeça – máxima, média e mínima.

Estas inclinações, às vezes, são uma simples reverência; uma saudação à Cruz, às imagens de Jesus e dos Santos, aos objetos sagrados, às pessoas constituídas em dignidade; a Jesus, a Maria, ao Santo do dia, ao Papa reinante, ao pronunciar os seus nomes. Em cada caso a espécie de inclinação varia, segundo a excelência da pessoa ou objeto que se honra – bispo, cônego, celebrante, ministro e leigo.

Outras vezes, as inclinações têm por fim manifestar exteriormente os sentimentos de adoração, humildade ou súplica sugeridos por uma fórmula. Quando intensos, estes sentimentos inspiram ao cristão essa posição (inclinação profunda), própria do supliciado que com o corpo dobrado – subplicare – oferecia o pescoço à espada do lictor ou suplicava a graça do perdão.

Genuflexão

A genuflexão, diz Bossuet, é “uma queda no nada”. É a humilhação do homem que, fugindo da grandeza de Deus, se abisma na sua miséria.

A ação de ajoelhar-se com um ou dois joelhos é uma simples reverência devida aos bispos, ao Papa, à verdadeira Cruz e ao SS. Sacramento encerrado no sacrário ou exposto à veneração dos fiéis.

A atitude de permanecer de joelhos é ditada pelo temor, pela penitência e pela humildade. Encontra-se esta atitude nas religiões do paganismo e no culto do Antigo Testamento. Os fiéis do Novo Testamento, desde os tempos apostólicos (At. 7, 60; 9,40; 20, 36; 21, 5, etc), em momentos de maior angústia e em dias de penitência, também curvam os joelhos para orar.

As Missas da Quaresma, das Quatro-Têmporas e das Vigílias, que são muito antigas, conservam a ordem de ajoelhar-se dada pelo Diácono: Flectamus genua (Entre o Flec-tamus genua e o Levate intercalavam-se alguns momentos de oração em silêncio).

Esta atitude, contudo, era cuidadosamente evitada nos Domingos e no Tempo pascal.

Hoje que, infelizmente, a Liturgia perdeu grande parte da sua influência e do seu caráter, estes matizes tão delicados na atitude da assembleia cristã, reveladores de uma perfeita compreensão das verdades fundamentais do cristianismo, apagaram-se e fundiram-se na uniformidade de uma mesma prática, observada indistintamente em todos os dias do ano.

Prostração

A genuflexão transforma-se muitas vezes na prostração do corpo inteiro. Esta atitude, em que o homem se confunde com a terra de que foi tirado, era muito frequente outrora, como o provam os monumentos da arte antiga. É prescrita ainda hoje na colação das Ordens maiores, consagração das Virgens, procissão monacal, e no ritual do Tríduo pascal e Vigília do Pentecostes. E não se diga que esta atitude avilta o homem, igualando-o aos vermes da terra. Não há nada que tanto o enobreça. “Descer por espírito de religião abaixo de todas as coisas, é subir acima de tudo e verdadeiramente elevar-se ao cume dos céus. Honrar, até se aniquilar diante d’Ele, “o que está sentado no trono”, é elevar-se até esse trono e sentar-se nele à direita de Deus. Assim, nos são representados os Bem-aventurados do Paraíso: prostrados e exaltados; humildes e coroados de glória; aniquilados pelo seu amor para com Deus e seu Cristo e investidos de honra; inebriado de alegria pelo amor que lhes têm Deus e o seu Cristo” (GAY, Élé-vations sur la vie et la doctrina de N.S.J.C. t. I p.70).

Sentar-se

Estar sentado é o próprio do doutor que ensina, do chefe que preside. Desde os primeiros séculos, o Bispo tinha no fundo das igrejas domésticas ou na abside da cripta das catacumbas e das basílicas romanas, a sua cadeira – cátedra. Ao redor dela vieram juntar-se os bancos para os presbíteros, cooperadores do Bispo – presbítero.

Os fiéis estavam habitualmente de pé. Todavia os Atos dos Apóstolos (At. 20, 9), S. Paulo (1Cor.14, 30). S. Justino, Orígenes e outros dão a entender que os fiéis se sentavam algumas vezes, sobretudo durante a leitura e a pregação.

Santo Agostinho recomenda ao Diácono Deográcias de Cartago que mande sentar o povo durante o sermão para que se não canse. A Regra de São Bento prescreve que os monges ouçam sentados as leituras e se levantem para a Glória do responsório da última lição.

Os assentos de que serviam os monges e o clero passaram pelas seguintes metamorfoses: – esteira, escabelo, banco, simples cadeira, cadeira coral, com todos os meios de comodidade e adornos da arte.

GESTOS

As atitudes do corpo não bastam para exprimir todos os cambiantes dos sentimentos da alma. Estes manifestam-se de um modo mais delicado pelos gestos.

Os gestos são o complemento natural das palavras.

  1. a) – Sublinham uma expressão. A bênção da pia batismal e o Qui pridie do Cânon são acompanhados de gestos que vão salientando e descrevendo uma a uma as suas ideias.
  2. b) – Acentuam um sentimento. Estender os braços a rezar é excitar o fervor da oração; baixar os olhos ao Suscipe, Sancte Pater, sobre a hóstia oferecida pelos pecados do próprio sacerdote é reconhecer a sua própria “indignidade”; bater no peito ao mea culpa, peccatores, miserere nobis, é provocar sentimentos de contrição.
  3. c) – Completam uma frase. Volta-se para a assembleia e estender-lhe as mãos ao Dominus vobiscum é a maneira mais natural de a saudar. Fazer o sinal da cruz ao Deus in adjuntorium, Adjuntorium nostrum, etc., é confessar que todas as graças nos vêm dos merecimentos da cruz.
  4. d) – Indicam um objeto. Os sinais da cruz às palavras – Hostiam † puram, etc. Panem † sanctum, Calicem † salutis, Cor†pus, San†guinem, mostram a Vítima imolada, o Corpo e o Sangue de Jesus realmente presentes no altar.
  5. Os gestos suprem eloquentemente, em certos casos, as palavras. Elevar em silêncio as mãos e os olhos ao céu e logo inclinar-se e apoiar-se no altar antes de entrar no Cânon é proclamar que o homem, embora revestido da mais sublime dignidade, é nada, e que só de Deus lhe vêm todo o poder. A mesma ideia é ainda expressa por um gesto quase idêntico antes do Munda cor, Suscipe Sancte Pater, Veni Sanctificator, Suscipe Sancta Trinitas.

Por vezes os gestos são historicamente anteriores às fórmulas. Neste caso as fórmulas vêm interpretar e completar o sentido dos gestos, por ex., no ofertório, na incensação, no Lavabo.

Há gestos que são simplesmente vestígios muito reduzidos de cerimônias, motivadas por razões históricas ou de necessidade. – Ao ofertório, o celebrante faz com a patena e o cálix, ao depô-los sobre o corporal – recordação da maneira de dispor os pães em forma de cruz sobre o altar ou talvez do movimento de oscilação com que eram oferecidas certas oblações no ritual moisaico. O celebrante lê a Epístola na missa, sustentando o livro na mão ou colocando as mãos sobre o livro, porque nesse momento exerce uma função própria do Subdiácono que, à diferença do diácono, sustenta o Epistolário em que lê. No Offerimus tibi o Diácono sustenta o cálix ou o braço do Celebrante; outrora, com efeito, o peso do cálix tornava indispensável a ajuda do ministro.

Estas noções gerais bastam para mostrar como a Santa Igreja sabe utilizar a presente condição do homem, ser revestido de matéria, dependente das coisas sensíveis no exercício das suas faculdades, para elevá-lo à contemplação do invisível por meio de cerimônias visíveis – emprego de elementos materiais, atitudes, gestos.

“Tal é o método de intuição que a Liturgia aplica integralmente à formação espiritual da humanidade. A princípio influi diretamente nas almas pelas impressões dos sentidos, da imaginação, pelo conhecimento intelectual do particular; estas experiências de qualidade comum abrem caminho à iluminação interior em todos os seus graus. Enfim, a alma, assim preparada, elevada, exercitada, entra em comércio íntimo com as realidades de invisível – comércio mediato da fé ou comércio imediato do misticismo” (DOM FESTUGIÈRE, Lit. Cath. P. 127).

Fonte: Curso de Liturgia Romana, de Dom Antonio Coelho, OSB.

Santa Missa na festa de Santo Agostinho será celebrada por Pe. Juan Maria de Montagut, superior da FSSPX no Brasil

Com alegria comunicamos aos nossos leitores e fiéis da Capela Santo Agostinho, que o Pe. Juan Maria de Montagut Puertollano, superior da Casa Autônoma da Fraternidade Sacerdotal São Pio X no Brasil, estará em Parnaíba-PI nos dias 27 e 28 deste mês de agosto de 2018, quando celebrará a Santa Missa Tridentina por ocasião da festa de nosso padroeiro, Santo Agostinho.

Para maiores informações acerca da programação, que deverá contar também com atendimentos, administração do sacramento da confissão, reuniões e conferências, utilize o link do nosso formulário de contato ou envie e-mail diretamente para santoagostinhocapela@gmail.com

Equipe de Comunicação da Capela Santo Agostinho

Qual deve ser a frequência do católico no Santo Sacrifício da Missa

A Santa Missa é a cerimônia religiosa e solene mais comum entre os católicos. Além de ser celebrada nos domingos e dias santos, quando há obrigação rigorosa de assisti-la, ela é celebrada diariamente e fortalece a piedade do cristão zeloso, em especial quando ele tem a graça de comungar. É, então, proveitoso à alma também assisti-la em certas ocasiões especiais tais como: nos aniversários de graças importantes recebidas, nos dias da quaresma, na quinzena pascal.

O fiel pode assistir à Missa diariamente sempre que tiver a possibilidade e principalmente aqueles que Continuar lendo Qual deve ser a frequência do católico no Santo Sacrifício da Missa

Papel especial de Maria nos últimos tempos

por São Luis Maria Grignion de Montfort

Por meio de Maria começou a salvação do mundo e é por Maria que deve ser consumada. Na primeira vinda de Jesus Cristo, Maria quase não apareceu, para que os homens, ainda insuficientemente instruídos e esclarecidos sobre a pessoa de seu Filho, não se lhe apegassem demais e grosseiramente, afastando-se, assim, da verdade. E isto teria aparentemente acontecido devido aos encantos admiráveis com que o próprio Deus lhe havia ornado a aparência exterior. […]

Mas, na segunda vinda de Jesus Cristo, Maria deverá ser conhecida e revelada pelo Espírito Santo, a fim de que por ela seja Jesus Cristo conhecido, amado e servido, pois já não subsistem as razões que levaram o Espírito Santo a ocultar sua esposa durante a vida e a revelá-la só pouco depois da pregação do Evangelho.[…]

Nesses últimos tempos, Maria deve brilhar, como jamais brilhou, em misericórdia, em força e graça. Em misericórdia para reconduzir e receber amorosamente os pobres pecadores e desviados que se converterão e voltarão ao seio da Igreja católica; em força contra os inimigos de Deus, os idólatras, cismáticos, maometanos, judeus e ímpios empedernidos, que se revoltarão terrivelmente para seduzir e fazer cair, com promessas e ameaças, todos os que lhes forem contrários. Deve, enfim, resplandecer em graça, para animar e sustentar os valentes soldados e fiéis de Jesus Cristo que pugnarão por seus interesses.

Maria deve ser, enfim, terrível para o demônio e seus sequazes como um exército em linha de batalha, principalmente nesses últimos tempos, pois o demônio, sabendo bem que pouco tempo lhe resta para perder as almas, redobra cada dia seus esforços e ataques. Suscitará, em breve, perseguições cruéis e terríveis emboscadas aos servidores fiéis e aos verdadeiros filhos de Maria, que mais trabalho lhe dão para vencer”.

(Do livro: TRATADO DA VERDADEIRA DEVOÇÃO À SANTÍSSIMA VIRGEM)