Aconteceu no Santuário de Maria Monte-Virgem, em 1611

“Convém narrar aqui o fato citado pelo Padre Spinelli nos Milagres de Nossa Senhora. No ano de 1611, no celebre santuário de Maria em Monte-Virgem, aconteceu que, na vigília de Pentecostes, tendo à multidão que ai concorrera profanado a festa com bailes, crápulas e imodéstia, se ateou de repente, um incêndio na casa de tabuas em que estavam os romeiros, e em menos de hora e meia reduziu-a a cinzas, morrendo mais de 400 pessoas. Só sobreviveram cinco que depuseram, com juramento, terem visto a Mãe de Deus com duas tochas acesas pondo fogo no edifício. Peço, pois, com instância aos devotos de Maria, que se abstenham e impeçam também os outros de ir a semelhantes santuários de Nossa Senhora em dias de tais folguedos profanos. Pois, nessas ocasiões, há muito mais lucro para o inferno, do que honra para a Mãe de Deus. Romeiros tementes a Deus vão visitar os santuários, quando não há tanta aglomeração de povo.”

Glórias de Maria – Santo Afonso de Ligório – Doutor da Igreja e Fundador da Congregação do Santíssimo Redentor – 1696-1787
Editora Santuário – Aparecida – SP – 2001 – pg. 453

A perfeição não consiste em conhecer qual é a ordem de Deus, mas em submeter-se a ela

Por Pe. Caussade

A ordem de Deus, o beneplácito de Deus, a vontade de Deus, a ação de Deus, a graça, tudo isto, é uma única e mesma coisa nesta vida. É Deus trabalhando para tornar a alma semelhante a si mesmo. A perfeição não é outra coisa senão a cooperação fiel da alma a um trabalho de Deus. A graça produz-se em nossas almas, cresce, aumenta e tem a sua consumação em segredo e sem que a alma se dê conta.

A teologia está cheia de conceitos e expressões que explicam as maravilhas da graça, em cada alma, em toda a sua extensão. Pode conhecer-se tudo o que esta especulação ensina, falar dela admiravelmente, escrever, instruir, dirigir as almas. Porém Continuar lendo A perfeição não consiste em conhecer qual é a ordem de Deus, mas em submeter-se a ela

A integridade de Dom Marcel Lefebvre – Parte I

Texto publicado em 02 janeiro de 2018 por FSSPX.NEWS.
Tradução da Capela Santo Agostinho

Neste artigo, Pe. Paul Robinson considera se Dom Lefebvre mudou sua política sobre as relações com Roma depois das consagrações de 1988.

O Arcebispo Marcel Lefebvre era bem conhecido ao longo de sua vida por ser um homem de grande integridade. Ele era inabalável nos seus princípios, honesto em todas as suas relações, e caridoso a uma falha. Entre as ideias fundamentais que o nortearam estavam as noções católicas de autoridade e obediência, que dirigia a prudência heroica do Arcebispo nas muitas decisões difíceis que teve de fazer em suas relações com Roma.

Algumas figuras, no entanto, parecem negar que o arcebispo era um homem de integridade de princípios nas suas ideias sobre a Igreja e em suas relações com as autoridades romanas. Alguns o acusam de ter princípios contraditórios, enquanto outros o acusam de ter mudado seus princípios depois das consagrações episcopais.

Este artigo vai tentar defender o seu bom nome, considerando a posição do arcebispo e mostrando que ele nunca mudou. Vamos primeiro considerar a noção de autoridade e como essa noção influenciou sua atitude para com as autoridades romanas. Então, em segundo lugar, vamos mostrar que as consagrações não fizeram o Arcebispo mudar seus princípios ou a aplicação deles.

Princípios do Arcebispo sobre autoridade

A maneira mais útil de considerar os princípios do arcebispo sobre a autoridade é comparar três diferentes posições que foram tomadas no que diz respeito à autoridade da hierarquia pós-conciliar, em que a maioria dos clérigos foi infectada com o Modernismo, em maior ou menor grau. Estas três posições são as seguintes: Continuar lendo A integridade de Dom Marcel Lefebvre – Parte I

Método de confessar-se bem ajudado pelo patriarca São José

Vinde, Espírito Santo, enchei os corações de vossos fiéis e acendei neles o fogo de vosso divino amor.

V. Mandai o vosso Espírito e tudo será criado.

R. E renovareis a face da terra.

Oremos

Ó Deus, que doutrinastes os corações dos fiéis pela ilustração do Espírito Santo, concedei-nos, que pelo mesmo Espírito Santo saibamos o que é reto, e gozemos sempre de sua preciosa consolação. Amém.

Rezemos três Ave-Marias, pedindo a Nossa Senhora a graça de conhecer nossas faltas e de confessar-nos devidamente.

Ave Maria,… Ave Maria,… Ave Maria,…

Oração para antes do exame

Santíssimo e inocentíssimo José, vós sempre guardastes a vossa alma limpa de qualquer pecado, que pudesse manchá-la e ofender a Deus; não fiz eu assim, senão que muitas vezes desgostei sua divina Majestade, ofendendo meu Deus e quebrantando sua santa lei. Perdi meu Deus, pobre de mim!

Como aparecerei em sua presença tão carregado de pecados? Eu não ouso, santo meu de minha alma, senão me acompanhado de vós; acudi-me, pois, vinde em meu auxílio agora que me chego a Sua Majestade para pedir-lhe perdão de meus pecados e Continuar lendo Método de confessar-se bem ajudado pelo patriarca São José

A ilusão da misericórdia sem conversão

por Santo Afonso Maria de Ligório

Pode ser que haja no meio de vós, meus irmãos, alguém que se encontre com a alma carregada de pecados e que – longe de pensar em se livrar deles pela confissão e penitência – não cessa de cometer novos pecados, se sobrecarregando ainda mais. Este, certamente, abusa da misericórdia divina; pois, a que fim nosso Deus tão bom deixa que este pecador viva senão para que ele se converta e, por consequência, escape da desgraça de perder sua alma? Ele merece as severas censuras que o Apóstolo dirigiu ao povo judeu impenitente: “Porventura desprezas as riquezas da bondade, da paciência e da longanimidade de Deus? Ignoras que Sua bondade te convida à penitência? Mas que na tua dureza e coração impenitente, acumulas para ti um tesouro de ira no dia da ira e da manifestação do justo juízo de Deus” (Rm 2, 4-5).

Eu quero vos afastar, meus irmãos, desse funesto abuso, e vos preservar da desgraça de cair na morte eterna do inferno. A esse propósito, chamo vossa atenção para a seguinte verdade: Quando uma alma abusa da misericórdia divina, a misericórdia divina está bem próxima de a abandonar… Santo Agostinho observa que, para enganar os homens, o demônio emprega ora o desespero, ora a confiança.

Após o pecado, o demônio nos mostra o rigor da justiça de Deus para que desconfiemos de Sua misericórdia. Entretanto, antes do pecado, o demônio nos coloca diante dos olhos a grande misericórdia de Deus, a fim de que o receio dos castigos, devidos ao pecado, não nos impeça de satisfazer nossas paixões… Essa misericórdia sobre a qual vós contais para poder pecar, dizei-me, quem vo-la prometeu? Não Deus, certamente, mas o demônio, obstinado em vos perder. Cuidado! Diz São João Crisóstomo, de dar ouvidos a este monstro infernal que vos promete a misericórdia celeste… “Deus é cheio de misericórdia, eu pecarei e em seguida confessar-me-ei”. Eis aí a ilusão, ou antes, a armadilha que o demônio usa para arrastar tantas almas ao inferno! Nosso Senhor, aparecendo um dia a Santa Brígida, queixou-Se: “Eu sou justo e misericordioso, mas os pecadores não querem ver senão minha misericórdia”.

Não duvideis, diz São Basílio, que Deus é misericordioso, mas saibamos que Ele é também justo, e estejamos bem atentos para não considerar apenas uma metade de Deus. Uma vez que Deus é justo, é impossível que os ingratos escapem do castigo… Misericórdia! Misericórdia! Sim, mas para aquele que teme a Deus, e não para aquele que abusa da paciência divina!

(Sermons  de  S. Alphonse  de Liguori, Analyses, commentaires, exposé du système de  sa prédication, par le R.P. Basile Braeckman, de la Congrégation du T. S. Rédempteur)