A violação do descanso dominical – afresco medieval

Bela exposição de uma realidade que muitos católicos já não consideram como deveriam.

Atenção para:

– os instrumentos de trabalho ligados ao sangue das chagas de Cristo;
– os demônios atormentando quem está trabalhando;
– quem descansa ou reza não sofre tormentos dos demônios.

trabalho-domingo

CLIQUE E INFORME SEU EMAIL

PARA RECEBER GRÁTIS CONTEÚDO EXCLUSIVO DO

SITE DA CAPELA SANTO AGOSTINHO

Rico conteúdo sobre a Tradição Católica e informações sobre a Missa Tridentina no Brasil.

Deve-se tratar dos negócios com muito cuidado, mas sem inquietação nem ansiedade

Por São Francisco de Sales

Grande diferença há entre os cuidados dos negócios e a inquietação, entre a diligência e a ansiedade. Os anjos procuram a nossa salvação com o maior cuidado que podem, porque isto é segundo a sua caridade e não é incompatível com a sua tranquilidade e paz celestial; mas, como a ansiedade e a inquietação são inteiramente contrárias à sua bem-aventurança, nunca as têm por nossa salvação, por maior que seja seu zelo.

Dedica-te, Filoteia, aos negócios que estão ao teu encargo, pois Deus, que os confiou a ti, quer que cuides neles com a diligência necessária; mas, se é possível, nunca te entregues ao ardor excessivo e ansiedade; toda inquietação perturba a razão e nos impede de fazer bem aquilo mesmo por que nos inquietamos.

Repreendendo Nosso Senhor a Santa Marta, lhe disse: “Marta, Marta, tu andas muito inquieta e te embaraças com o cuidar de muitas coisas.” Toma sentido nestas palavras, Filoteia. Se ela tivesse tido um cuidado razoável, não se teria perturbado; mas ela muito se inquietava e perturbava e foi esta a razão por que Nosso Senhor a repreendeu. Os rios que coleiam suave e tranquilamente através dos campos levam grandes botes com ricas mercadorias, e as chuvas brandas e moderadas dão fecundidade à terra; ao passo que os rios e torrentes, que se precipitam em borbulhões, arruínam e desolam tudo, sendo inúteis ao comércio, e as chuvas tempestuosas assolam os campos e os prados. Na verdade, obra alguma feita com precipitação saiu jamais bem feita.

Cumpre apressar-se devagar, conforme diz o antigo provérbio. E Salomão escreveu: Quem corre depressa arrisca-se a cair a cada passo; e sempre fazemos a tempo o que tínhamos que fazer, se o fizermos bem. Os zangões fazem muito barulho e são mais apressados que as abelhas, mas só fabricam a cera e não o mel; assim, quem em seus trabalhos faz muito ruído e se inquieta demasiado pouco consegue e isso mesmo mal feito.

As moscas nos importunam por sua multidão e não por sua força; e os grandes trabalhos não nos perturbam tanto como os pequenos em grande número. Enceta, pois, os trabalhos com o espírito tranquilo, como vão vindo, e despacha-os segundo a ordem em que se apresentam; se quiseres fazer, pois, tudo ao mesmo tempo e em confusão, farás demasiados esforços, que te consumirão, e de ordinário nenhum outro efeito obterás que um abatimento completo, em que sucumbirás.

Em todos os negócios, confia unicamente na Providência Divina, que só lhes pode dar bom êxito; age, no entanto, de teu lado, com uma aplicação razoável e prudência, para trabalhares sob a sua direção. Depois disso, crê-me que, se confias em Deus, o resultado será sempre favorável a ti, seja que o pareça ou não ao juízo de tua prudência.

(Filoteia, Cap. X)

Tornar a pecar mortalmente! Dificultoso é o remédio para o pecado nas pessoas espirituais

O pecado nas pessoas espirituais é gravíssimo!

Depois de uma confissão geral…

Depois de frequentar muito a oração e os sacramentos…

Depois de muitas instruções, desenganos e conselhos…

Depois de muitas luzes e benefícios divinos…

Tornar a cair em algum pecado mortal, de propósito e com plena advertência, este pecado, meus irmãos, é gravíssimo e de todos o mais agravante, o seu perdão é moralmente impossível!

O perdão deste pecado é mais dificultoso do que o de cem mil pecados mortais na primeira confissão geral!! Não vos admireis desta doutrina, nem vos pareça rigorosa, porque Continuar lendo Tornar a pecar mortalmente! Dificultoso é o remédio para o pecado nas pessoas espirituais

Os maus pensamentos e as dúvidas acerca do consentimento neles

por Santo Afonso de Ligório

A respeito dos maus pensamentos encontra-se, muitas vezes, um duplo engano:

a) Almas que temem a Deus e não possuem o dom do discernimento e são inclinadas aos escrúpulos, pensam que todo mau pensamento que lhes sobrevêm é já um pecado. Elas estão enganadas, porque os maus pensamentos em si não são pecados, mas só e unicamente o consentimento neles. A malícia do pecado mortal consiste toda e só na má vontade, que se entrega ao pecado com claro conhecimento de sua maldade e plena deliberação de sua parte. E, por isto, Santo Agostinho ensina que não pode haver pecado onde falta o consentimento da vontade.

Por mais que sejamos atormentados pelas tentações, pela rebelião de nossos sentidos, pelas comoções ou sensações desregradas de nossa natureza corpórea, não existe pecado algum enquanto Continuar lendo Os maus pensamentos e as dúvidas acerca do consentimento neles

14 ensinamentos dos santos sobre a Providência Divina

– A Providência Divina jamais falta ao homem em nada, sob a condição de que ele a aceite. Somente estará ausente para os que se desesperam ou confiam em si mesmos. SANTA CATARINA DE SENA

– A Providência Divina só demora o seu socorro para provocar nossa confiança. SÃO FRANCISCO DE SALES

– É impossível que a Providência Divina se engane. Impossível também que sua vontade e suas ordens sejam ignoradas. SÃO TOMÁS DE AQUINO

– Apenas quero pessoas  que, com discernimento, batam à porta da Minha misericórdia sem duvidar, na certeza de que providencio. (Diálogo com Santa Catarina de Sena)

Continuar lendo 14 ensinamentos dos santos sobre a Providência Divina

A virtude da vingança

Existe uma virtude que desapareceu completamente da vida moderna. É o zelo pela vingança. Em que consiste? Em punir os erros dos que estão subordinados a nós, dando-lhes um castigo correspondente à gravidade do erro. Com este castigo, a pessoa que errou torna-se capaz de reparar o mal que fez. Por isso, a vingança é uma ótima virtude, pois ajuda aos outros a se corrigirem. Quando um pai não corrige seu filho, ele está alimentando o vício na alma do filho. Quando a polícia não castiga o bandido, ela está dando a impressão, ao bandido, que o crime compensa. etc.

Mas atenção! Trata-se de atos próprios à autoridade. É claro que se vingar de alguém que nos fez mal sem ter autoridade e sem ter a intenção de ajudar é próprio do orgulho e pode ser um pecado muito grave.

Excerto retirado de http://permanencia.org.br/drupal/node/2094