Oração de reconhecimento do pecador a Maria

Ó Mãe toda bondosa daquele que disse : “Não são os que tem saúde que precisam de médico, mas sim os enfermos”, e de outra vez: “Perdoai até setenta vezes sete vezes”, quando é, pois, que as nossas repetidas quedas poderão esgotar o vosso poder ou a ternura da vossa solicitude maternal? Ides em busca do pecador, que todos repelem, no dizer do vosso devoto São Boaventura, e, ao encontra-lo, o abraçais, o aqueceis ao vosso seio e não descansais enquanto não o vedes curado.

Eu sou um dos vossos doentes, salvai-me. “Tuus sum ego, salvum me fac!” (Sl 118). Nos dias do meu auxílio será sempre este o brado da minha esperança. E ao passo que eu for recordando minhas quedas passadas, assim vo-las irei lembrando, pois pudestes e quisestes levantar-me delas, e nem esse poder nem essa bondade haveis de perder jamais. Por isso, mais seguro e tranquilo estou que não haveis de me abandonar no meio da cura. Hão de dar-me forças para seguir os vossos conselhos tão amigos, o reconhecimento que a vossa solicitude me inspira e o desejo vivo que sinto de patentear o vosso poder.

“Hei de amar-vos, hei de glorificar-vos, porque me tirastes das minhas baixezas” (Sl 85, 11). No Céu, finalmente, quando timidamente eu for tomar lugar entre os que vos devem a salvação, porque, nas suas misérias, puseram em vós toda a sua esperança, farei então a vossa glória, como um doente é a glória do médico que o arrancou da morte já às portas dela, e não uma vez somente, senão muitas.

Então, e será este o mais delicioso proveito que a graça tirou delas, hão de ser as minha faltas o pedestal da vossa glorificação e ao mesmo tempo o trona das divinas misericórdias, que eu eternamente quero cantar; “Misericordias Domini in aeternum cantabo!” Amém! Amém! Amém!

Da obra “A arte de aproveitar-se das próprias faltas” Pe. José Tissot

A violação do descanso dominical – afresco medieval

Bela exposição de uma realidade que muitos católicos já não consideram como deveriam.

Atenção para:

– os instrumentos de trabalho ligados ao sangue das chagas de Cristo;
– os demônios atormentando quem está trabalhando;
– quem descansa ou reza não sofre tormentos dos demônios.

trabalho-domingo

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Tornar a pecar mortalmente! Dificultoso é o remédio para o pecado nas pessoas espirituais

O pecado nas pessoas espirituais é gravíssimo!

Depois de uma confissão geral…

Depois de frequentar muito a oração e os sacramentos…

Depois de muitas instruções, desenganos e conselhos…

Depois de muitas luzes e benefícios divinos…

Tornar a cair em algum pecado mortal, de propósito e com plena advertência, este pecado, meus irmãos, é gravíssimo e de todos o mais agravante, o seu perdão é moralmente impossível!

O perdão deste pecado é mais dificultoso do que o de cem mil pecados mortais na primeira confissão geral!! Não vos admireis desta doutrina, nem vos pareça rigorosa, porque Continuar lendo Tornar a pecar mortalmente! Dificultoso é o remédio para o pecado nas pessoas espirituais

Os maus pensamentos e as dúvidas acerca do consentimento neles

por Santo Afonso de Ligório

A respeito dos maus pensamentos encontra-se, muitas vezes, um duplo engano:

a) Almas que temem a Deus e não possuem o dom do discernimento e são inclinadas aos escrúpulos, pensam que todo mau pensamento que lhes sobrevêm é já um pecado. Elas estão enganadas, porque os maus pensamentos em si não são pecados, mas só e unicamente o consentimento neles. A malícia do pecado mortal consiste toda e só na má vontade, que se entrega ao pecado com claro conhecimento de sua maldade e plena deliberação de sua parte. E, por isto, Santo Agostinho ensina que não pode haver pecado onde falta o consentimento da vontade.

Por mais que sejamos atormentados pelas tentações, pela rebelião de nossos sentidos, pelas comoções ou sensações desregradas de nossa natureza corpórea, não existe pecado algum enquanto Continuar lendo Os maus pensamentos e as dúvidas acerca do consentimento neles

“Estou preparando o fogo que me há de queimar”

Por um instante de prazer, uma eternidade de suplícios

(Pensamentos do Cura d”Ars)

Meus, filhos, nós temos medo da morte, bem o creio. É o pecado que nos faz ter medo da morte. É o pecado que torna a morte horrorosa, tremenda. É o pecado que apavora o mau na hora do terrível trânsito para a eternidade.

Ai, meu Deus, há realmente de que ficar apavorado: pensar que se é amaldiçoado! Amaldiçoado por Deus, isto faz tremer. Maldito de Deus! E por quê? Por que os homens expõem-se a ser amaldiçoados por Deus? Por uma blasfêmia, por um mau pensamento, por uma garrafa de vinho, por dois minutos de prazer perder a Deus, a própria alma, perder o céu para sempre.

Ver-se-á subir ao céu em corpo e alma, esse pai, essa mãe, essa irmã, esse vizinho, que estavam lá junto de nós, com quem havíamos vivido, mas a quem não imitamos, ao passo que nós desceremos em corpo e alma ao inferno par aí ardermos. Os demônios rolarão sobre nós. Todos aqueles cujos conselhos houvermos seguido virão atormentar-nos.

Meus filhos, se vísseis um homem erguer uma grande fogueira, amontoar gravetos uns sobre os outros e, perguntando-lhe o que faz ele, vos respondesse: “Estou preparando o fogo que me há de queimar” que pensaríeis? E se vísseis esse mesmo homem aproximar-se à chama da fogueira e, quando estivesse acessa, precipitar-se dentro, que diríeis? Cometendo o pecado, é assim que fazemos. Não é Deus que nos lança no inferno, somos nós que nos lançamos nele pelos nossos pecados. O condenado dirá; “Perdi Deus, minha alma e o céu. Foi por minha culpa, por minha culpa, por minha máxima culpa.”

Não, verdadeiramente, se os pecadores pensassem na eternidade, nesse terrível SEMPRE, converter-se-iam in continenti. Faz perto de seis mil anos que Caim está no inferno, e parece que acabou de entrar nele.

Como queres receber de Deus os castigos por teus pecados?

Por São Luiz Maria Grignion de Montfort

Com efeito, queridos Amigos da Cruz, sois todos pecadores. Não há um só dentre vós que não mereça o inferno, e eu mais que ninguém. É preciso que nossos pecados sejam castigados neste mundo ou no outro. Se o forem neste, não o serão no outro.

Se Deus os castigar neste mundo de acordo conosco, esta punição será amorosa: quem há de castigar será a misericórdia, que reina neste mundo, e não a justiça rigorosa. O castigo será leve e passageiro, acompanhado de atenuantes e de méritos, seguido de recompensas no tempo e na eternidade.

Mas se o castigo necessário dos pecados que cometemos for no tempo reservado para o outro mundo, a punição caberá à justiça vingadora de Deus, que leva tudo a fogo e sangue! Castigo espantoso, horrendo, inefável, incompreensível: Quem conhece o poder de tua cólera?” ( Sl 89, 2). Castigo sem misericórdia, sem piedade, sem alívio, sem méritos, sem limite e sem fim. Sim, sem fim: esse pecado mortal de um momento, que cometestes; esse pensamento mau e voluntário, que escapou a vosso conhecimento, essa palavra que o vento levou; essa açãozinha contra a lei de Deus, que durou tão pouco, será punida eternamente, enquanto Deus for Deus, com os demônios no inferno, sem que o Deus das vinganças tenha piedade de vossos soluços e de vossas lágrimas, capazes de fender as pedras! Sofrer para sempre sem mérito, sem misericórdia e sem fim!

Será que pensamos nisto, queridos Irmãos e Irmãs, quando sofremos alguma pena neste mundo? Como somos felizes de poder trocar tão vantajosamente uma pena eterna e infrutífera por outra, passageira e meritória, carregando nossa cruz com paciência! Quantas dívidas temos a pagar! Quantos pecados temos, cuja expiação, mesmo após amarga contrição e confissão sincera, será preciso que soframos no purgatório durante séculos inteiros, porque nos contentamos, neste mundo, de penitências leves demais! Ah! Paguemos neste mundo de forma amigável, levando bem nossa cruz! Tudo deverá ser pago rigorosamente no outro, até o último centavo, mesmo uma palavra ociosa. “No dia do castigo deveremos dar conta de toda palavra ociosa que houvermos dito” (Mt 12, 36). Se pudéssemos arrebatar ao demônio o livro de morte, onde anotou os nossos pecados todos e a pena que lhes corresponde, que grande “debet” verificaríamos, e como nos sentiríamos encantados de sofrer durante anos inteiros neste mundo, para não sofrer um só dia no outro!

CARTA AOS AMIGOS DA CRUZ