Impressões sobre como era o temperamento de Nossa Senhora

Sermão de Dom Lourenço Fleichman

Caríssimos irmãos,

Início de tudo, início do ano, primeira missa do ano do ano litúrgico é sempre muito impressionante nós chegarmos no primeiro domingo do Advento e a Igreja vestir-se de roxo e preparar-nos para o Natal através de quatro semanas de penitência de oração e de meditação.

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Atitudes e gestos litúrgicos

As cerimônias que evolucionam em torno de elementos materiais, expressão dos sentimentos religiosos do homem e símbolos em certo modo produtivos da graça – Sacramentos, Sacramentais – figuram e realizam eficazmente o comércio do homem, prisioneiro das aparências sensíveis, e de Deus, “que habita uma luz inacessível”.

Mas não basta. Por causa da mútua dependência fisiológica atual do espírito e da matéria que se compõe, o homem tem necessidade de recorrer constantemente à atividade do corpo para excitar e manifestar a atividade da alma.

A Liturgia, simples espetáculo para os incrédulos, é para os fiéis um drama, um drama grandioso no qual todos os cristãos que transpõem o limiar do tempo devem tomar parte, ser atores. A atividade da alma e do corpo deve expandir-se em cânticos, salmos, responsórios, versículos, leituras e orações. E quem sublinhará estas fórmulas ou as suprirá nos momentos de silêncio, de oração recolhida? E quando nas assembleias litúrgicas a voz dos fiéis se encerrar pertinazmente num frio e indiferente mutismo, quem manterá ainda em contato o coro e a nave, o clero e o povo solidarizados na realização de um só drama? As atitudes e os gestos corporais.

ATITUDES

As atitudes do corpo têm por fim criar e manter no homem disposições favoráveis à oração; provocar ou simplesmente traduzir “atitudes da alma” em face do seu Deus – aniquilamento, adoração, súplica, ação de graças.

As principais atitudes prescritas pela Liturgia são as seguintes:

De pé

O cristão é filho adotivo de Deus. Possui o Espírito Santo que continuamente lhe inspira esse grito de amor filial – Abba Pater.

“Pai, Pai”. Diante de seu Pai o cristão deve tomar uma atitude de reverência, sim, mas também de confiança: deve estar de pé. É também esta a atitude que convém a um homem, livre das prisões do pecado, a um homem ressuscitado para a vida divina.

Convencidos desta verdade, os primeiros cristãos oravam ordinariamente de pé; e, em sinal de humildade e de súplica, elevavam os olhos e as mãos ao céu.

A Liturgia conserva esta atitude em todas as suas orações (exceto nos dias de penitência), no canto do Evangelho, do Benedictus, Magnificat, Nunc dimittis, Te-Deum, etc, prescreve que se reze ou cante de pé a antífona final do Ofício nos domingos e durante todo o Tempo pascal (Esta prescrição que tem por fim honrar a Ressurreição de Jesus estende-se à devoção extra litúrgica das Ave-Marias).

Inclinação

Filho adotivo de Deus, o homem não deixa de ser uma débil criatura. Como tal, deve aliar à atitude de confiança a atitude de respeito e de aniquilamento. Daí as inclinações, genuflexões e prostrações.

O cerimonial litúrgico distingue várias espécies de inclinações: de corpo – profunda medíocre; de cabeça – máxima, média e mínima.

Estas inclinações, às vezes, são uma simples reverência; uma saudação à Cruz, às imagens de Jesus e dos Santos, aos objetos sagrados, às pessoas constituídas em dignidade; a Jesus, a Maria, ao Santo do dia, ao Papa reinante, ao pronunciar os seus nomes. Em cada caso a espécie de inclinação varia, segundo a excelência da pessoa ou objeto que se honra – bispo, cônego, celebrante, ministro e leigo.

Outras vezes, as inclinações têm por fim manifestar exteriormente os sentimentos de adoração, humildade ou súplica sugeridos por uma fórmula. Quando intensos, estes sentimentos inspiram ao cristão essa posição (inclinação profunda), própria do supliciado que com o corpo dobrado – subplicare – oferecia o pescoço à espada do lictor ou suplicava a graça do perdão.

Genuflexão

A genuflexão, diz Bossuet, é “uma queda no nada”. É a humilhação do homem que, fugindo da grandeza de Deus, se abisma na sua miséria.

A ação de ajoelhar-se com um ou dois joelhos é uma simples reverência devida aos bispos, ao Papa, à verdadeira Cruz e ao SS. Sacramento encerrado no sacrário ou exposto à veneração dos fiéis.

A atitude de permanecer de joelhos é ditada pelo temor, pela penitência e pela humildade. Encontra-se esta atitude nas religiões do paganismo e no culto do Antigo Testamento. Os fiéis do Novo Testamento, desde os tempos apostólicos (At. 7, 60; 9,40; 20, 36; 21, 5, etc), em momentos de maior angústia e em dias de penitência, também curvam os joelhos para orar.

As Missas da Quaresma, das Quatro-Têmporas e das Vigílias, que são muito antigas, conservam a ordem de ajoelhar-se dada pelo Diácono: Flectamus genua (Entre o Flec-tamus genua e o Levate intercalavam-se alguns momentos de oração em silêncio).

Esta atitude, contudo, era cuidadosamente evitada nos Domingos e no Tempo pascal.

Hoje que, infelizmente, a Liturgia perdeu grande parte da sua influência e do seu caráter, estes matizes tão delicados na atitude da assembleia cristã, reveladores de uma perfeita compreensão das verdades fundamentais do cristianismo, apagaram-se e fundiram-se na uniformidade de uma mesma prática, observada indistintamente em todos os dias do ano.

Prostração

A genuflexão transforma-se muitas vezes na prostração do corpo inteiro. Esta atitude, em que o homem se confunde com a terra de que foi tirado, era muito frequente outrora, como o provam os monumentos da arte antiga. É prescrita ainda hoje na colação das Ordens maiores, consagração das Virgens, procissão monacal, e no ritual do Tríduo pascal e Vigília do Pentecostes. E não se diga que esta atitude avilta o homem, igualando-o aos vermes da terra. Não há nada que tanto o enobreça. “Descer por espírito de religião abaixo de todas as coisas, é subir acima de tudo e verdadeiramente elevar-se ao cume dos céus. Honrar, até se aniquilar diante d’Ele, “o que está sentado no trono”, é elevar-se até esse trono e sentar-se nele à direita de Deus. Assim, nos são representados os Bem-aventurados do Paraíso: prostrados e exaltados; humildes e coroados de glória; aniquilados pelo seu amor para com Deus e seu Cristo e investidos de honra; inebriado de alegria pelo amor que lhes têm Deus e o seu Cristo” (GAY, Élé-vations sur la vie et la doctrina de N.S.J.C. t. I p.70).

Sentar-se

Estar sentado é o próprio do doutor que ensina, do chefe que preside. Desde os primeiros séculos, o Bispo tinha no fundo das igrejas domésticas ou na abside da cripta das catacumbas e das basílicas romanas, a sua cadeira – cátedra. Ao redor dela vieram juntar-se os bancos para os presbíteros, cooperadores do Bispo – presbítero.

Os fiéis estavam habitualmente de pé. Todavia os Atos dos Apóstolos (At. 20, 9), S. Paulo (1Cor.14, 30). S. Justino, Orígenes e outros dão a entender que os fiéis se sentavam algumas vezes, sobretudo durante a leitura e a pregação.

Santo Agostinho recomenda ao Diácono Deográcias de Cartago que mande sentar o povo durante o sermão para que se não canse. A Regra de São Bento prescreve que os monges ouçam sentados as leituras e se levantem para a Glória do responsório da última lição.

Os assentos de que serviam os monges e o clero passaram pelas seguintes metamorfoses: – esteira, escabelo, banco, simples cadeira, cadeira coral, com todos os meios de comodidade e adornos da arte.

GESTOS

As atitudes do corpo não bastam para exprimir todos os cambiantes dos sentimentos da alma. Estes manifestam-se de um modo mais delicado pelos gestos.

Os gestos são o complemento natural das palavras.

  1. a) – Sublinham uma expressão. A bênção da pia batismal e o Qui pridie do Cânon são acompanhados de gestos que vão salientando e descrevendo uma a uma as suas ideias.
  2. b) – Acentuam um sentimento. Estender os braços a rezar é excitar o fervor da oração; baixar os olhos ao Suscipe, Sancte Pater, sobre a hóstia oferecida pelos pecados do próprio sacerdote é reconhecer a sua própria “indignidade”; bater no peito ao mea culpa, peccatores, miserere nobis, é provocar sentimentos de contrição.
  3. c) – Completam uma frase. Volta-se para a assembleia e estender-lhe as mãos ao Dominus vobiscum é a maneira mais natural de a saudar. Fazer o sinal da cruz ao Deus in adjuntorium, Adjuntorium nostrum, etc., é confessar que todas as graças nos vêm dos merecimentos da cruz.
  4. d) – Indicam um objeto. Os sinais da cruz às palavras – Hostiam † puram, etc. Panem † sanctum, Calicem † salutis, Cor†pus, San†guinem, mostram a Vítima imolada, o Corpo e o Sangue de Jesus realmente presentes no altar.
  5. Os gestos suprem eloquentemente, em certos casos, as palavras. Elevar em silêncio as mãos e os olhos ao céu e logo inclinar-se e apoiar-se no altar antes de entrar no Cânon é proclamar que o homem, embora revestido da mais sublime dignidade, é nada, e que só de Deus lhe vêm todo o poder. A mesma ideia é ainda expressa por um gesto quase idêntico antes do Munda cor, Suscipe Sancte Pater, Veni Sanctificator, Suscipe Sancta Trinitas.

Por vezes os gestos são historicamente anteriores às fórmulas. Neste caso as fórmulas vêm interpretar e completar o sentido dos gestos, por ex., no ofertório, na incensação, no Lavabo.

Há gestos que são simplesmente vestígios muito reduzidos de cerimônias, motivadas por razões históricas ou de necessidade. – Ao ofertório, o celebrante faz com a patena e o cálix, ao depô-los sobre o corporal – recordação da maneira de dispor os pães em forma de cruz sobre o altar ou talvez do movimento de oscilação com que eram oferecidas certas oblações no ritual moisaico. O celebrante lê a Epístola na missa, sustentando o livro na mão ou colocando as mãos sobre o livro, porque nesse momento exerce uma função própria do Subdiácono que, à diferença do diácono, sustenta o Epistolário em que lê. No Offerimus tibi o Diácono sustenta o cálix ou o braço do Celebrante; outrora, com efeito, o peso do cálix tornava indispensável a ajuda do ministro.

Estas noções gerais bastam para mostrar como a Santa Igreja sabe utilizar a presente condição do homem, ser revestido de matéria, dependente das coisas sensíveis no exercício das suas faculdades, para elevá-lo à contemplação do invisível por meio de cerimônias visíveis – emprego de elementos materiais, atitudes, gestos.

“Tal é o método de intuição que a Liturgia aplica integralmente à formação espiritual da humanidade. A princípio influi diretamente nas almas pelas impressões dos sentidos, da imaginação, pelo conhecimento intelectual do particular; estas experiências de qualidade comum abrem caminho à iluminação interior em todos os seus graus. Enfim, a alma, assim preparada, elevada, exercitada, entra em comércio íntimo com as realidades de invisível – comércio mediato da fé ou comércio imediato do misticismo” (DOM FESTUGIÈRE, Lit. Cath. P. 127).

Fonte: Curso de Liturgia Romana, de Dom Antonio Coelho, OSB.

Evidentemente nós estamos no tempo do Anticristo

(do sermão de Dom Lourenço Fleichman, 25/11/2018)

Caríssimos irmãos,

Durante quatro mil anos mais ou menos, os hebreus esperaram a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo. Essa espera era uma esperança. Esperavam pela salvação, esperavam pelo Salvador e tinham na vinda de Nosso Senhor a sua esperança, a sua alegria. Quando nós ouvimos falar do fim do mundo, como o evangelho de hoje, onde Nosso Senhor descreve de modo tão impressionante e tão detalhado os últimos tempos, nós pensamos assim: que ele não venha logo, que demore para que tudo isso aconteça, que espere um pouco mais. E a gente vai tentando protelar. Vamos nos instalando nesse mundo, vamos achando que Continuar lendo Evidentemente nós estamos no tempo do Anticristo

Reunião entre o Superior da FSSPX e o Cardeal Ladaria

Transcrevemos abaixo com tradução da FSSPX-Portugal o COMUNICADO DA CASA GERAL DA FRATERNIDADE DE SÃO PIO X, sobre a reunião entre o Cardeal Luís Ladaria Ferrer e o Sr. Pe Davide Pagliarani, em 22 de Novembro de 2018.

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Na quinta-feira, 22 de Novembro de 2018, o Sr. Pe. Davide Pagliarani, Superior Geral da Fraternidade Sacerdotal de São Pio X, esteve em Roma para responder o convite de S. Eminência o Cardeal Luís Ladaria Ferrer, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. Ele foi acompanhado pelo Sr. Pe. Emmanuel du Chalard. O Cardeal Luís Ladaria Ferrer foi assistido pelo Bispo Guido Pozzo, Secretário da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei.

A reunião teve lugar nos escritórios da Congregação para a Doutrina da Fé, de 16:30 até 18:30. Pretendia-se permitir que Continuar lendo Reunião entre o Superior da FSSPX e o Cardeal Ladaria

Aos homens que querem enfrentar o pecado de espada em punho

Transcrevemos abaixo o texto de apresentação da criação da Confraria dos Homens para a Castidade, por Dom Lourenço Fleichman.

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Confraria dos Homens para a Castidade

Dom Lourenço Fleichman OSB

Capelão responsável

Confraria dos Homens para a Castidade é uma iniciativa da Capela Nossa Senhora da Conceição, de propor a todos os homens católicos, jovens e adultos, solteiros, casados ou viúvos, um combate mais eficaz e duradouro contra a pornografia e os pecados de impureza que assolam a sociedade moderna de modo assustador. S. Excelência, Dom Alfonso de Galarreta aprovou oficialmente a criação da Confraria.

Oferecemos esta Confraria, este combate singular, aos homens e não às mulheres, por acreditarmos que os homens devem recuperar seu papel na sociedade familiar e na sociedade civil. Papel este deixado de lado por 200 anos de Liberalismo, de hedonismo e de decadência moral da humanidade. Se um homem recupera sua saúde espiritual e a fortaleza própria do seu estado, as mulheres de sua casa, sejam elas mãe, irmãs, esposa ou filhas, seguirão o exemplo dos homens fortes e castos. O resultado esperado é o restabelecimento da ordem da natureza na sociedade, com os homens sendo valorosos, fortes, virtuosos, e as mulheres se espelhando no belo exemplo dos soldados de Cristo para serem elas também santas e virtuosas.

Mas, por favor, não vejam nessa distinção nenhuma sombra de desprezo ou diminuição do papel das mulheres. Não se trata de nada disso, pois é uma questão de vida espiritual, e não de vida social. A espiritualidade masculina é diferente da espiritualidade feminina. A Confraria trabalha nos homens, para favorecer toda a sociedade. Os homens castos elevarão a casa e a cidade a uma vida sob o domínio da graça. Isso é o que importa.

Se você deseja se ver livre da escravidão desse pecado e da moleza do homem moderno, leia esta apresentação e tome a decisão certa: – quero enfrentar o pecado de espada em punho, agredindo o pecado, indo ao encontro do mal que me corrói para destruí-lo dentro de mim, através de atitudes corajosas, vigorosas e constantes, capazes de me tirar dessa atitude de defesa enfraquecida e inócua, que só faz o pecado recuar por uns dias e voltar com mais força.

Expliquemos melhor: quando um homem virtuoso, católico, entra dentro de um ciclo ininterrupto de tentativas de dominar o vício e não o consegue, sua vida corre perigo. Fica muito mais fácil a caída no inferno, sobretudo diante de um mundo cheio de violências como o nosso. Mais importante ainda é a fraqueza da Caridade, do amor de Nosso Senhor Jesus Cristo, que já não se pode manifestar na alma de modo livre e habitual. O remédio habitual até aqui utilizado não funciona. O impacto das imagens, dos vídeos, a facilidade de acesso a essas imagens, a falta de vergonha e de pudor que os amigos têm ao enviar pornografia para os celulares de todos, as redes sociais fomentadoras desses vícios, tudo isso é forte demais para ser remediado com uma oração aqui, uma confissão ali… e tudo continua no mesmo ritmo do pecado.

Ao mal feroz, remédio explosivo! Quando a infecção não é controlada por um remédio, os médicos receitam outro mais forte. O remédio que a Confraria dos Homens para a Castidade propõe é uma mudança drástica na atitude do católico. Em vez de ficar se defendendo do pecado, acuado, sem ver resultados duradouros, o membro da Confraria partirá ao ataque contra o inimigo da sua alma. Recusará todos os meios que produzem o pecado. Armará sua casa com as armas eficazes; ferirá a Terra com sua espada, espantando para longe de si o mundo sensual, a fácil sedução e qualquer atitude que favoreça a recaída no pecado.

Pertencer à Confraria dos homens castos é algo simples, sem outras obrigações do que as atitudes propostas aqui ou nos Estatutos. Cada um continua em seu Priorado, em sua Capela, a seguir sua vida católica normal, com seu confessor de sempre, e as orientações do seu Prior. Algo como ter o Escapulário imposto, ou pertencer à Confraria do Rosário. Praticamente o único vínculo será a Renovação anual, e os textos ou áudios que receberão por e-mail.

Com a ajuda de Nossa Senhora e dos santos padroeiros da Confraria, acreditamos conseguir levar a muitos no caminho da verdadeira Castidade.

São José, rogai por nós!

São Bento, rogai por nós!

São Tomás de Aquino, rogai por nós!

Santa Joana d´Arc, rogai por nós!

Santa Maria Goretti, rogai por nós!

Inscreva-se aqui ou envie um e-mail  para capela@capela.org.br, dando os seguintes dados:

– Nome completo

– e-mail para receber as comunicações

– Cidade em que mora

– Data de nascimento

– Estado civil: solteiro – casado – viúvo.

Você receberá no retorno o Pdf dos Estatutos e algumas informações adicionais. A Estampa da Confraria será enviada assim que ficar pronta.

Fonte: https://permanencia.org.br/drupal/node/5471

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Os pais verdadeiros de que precisamos

Pe. Hervé de la tour, FSSPX

A necessidade de nosso tempo é formar homens de caráter que se tornem autênticos líderes espirituais de suas famílias. Infelizmente, o liberalismo infectou tanto as nossas mentes, que mesmo entre católicos tradicionais homens verdadeiros se tornaram raros. Nosso propósito neste artigo é fornecer alguns conselhos úteis sobre um dos mais sérios problemas do mundo moderno ― a ausência de pais verdadeiros ― recorrendo à robusta doutrina de Santo Tomás de Aquino contida na Summa Theologica. Ao apresentar a substância dos princípios luminosos do Doutor Angélico em linguagem simples, esperamos que todos possam tirar proveito de sua sabedoria.

É no estudo de Santo Tomás sobre a virtude da fortaleza, frequentemente identificada com a coragem, que encontraremos muitos dos elementos de que precisamos. Em latim, uma das palavras possíveis para fortaleza é “virtus” (que também significa virtude). A raiz dessa palavra é “vir”, que significa “homem”. Vê-se assim que a masculinidade está associada à coragem. Para que tenhamos verdadeiros pais, precisamos de verdadeiros homens; e verdadeiros homens são homens fortes. Mas o que é exatamente a força? Santo Tomás explica que a fortaleza é Continuar lendo Os pais verdadeiros de que precisamos